O conceito de fotoreparação no contexto da proteção solar refere-se à capacidade de um produto (cápsula / comprimido / creme / loção ou spray) poder reparar ou reverter os danos induzidos pela radiação solar na pele. Este é um conceito novo, de acordo com a especialista em Dermatologia e Venereologia, Leonor Girão, que explica que, até aqui, “falava-se na proteção solar conferida pelos filtros solares, sendo que o mecanismo de ação dos mesmos só atuava no momento da exposição à radiação – absorvendo ou refletindo a mesma ao nível da pele”. Agora vai-se mais além: substâncias com a capacidade ou potencialidade de reparar as alterações nefastas induzidas pela radiação solar nas células cutâneas, mesmo após a exposição já ter ocorrido. Ou seja, reparar um dano já existente. “Isso é particularmente importante nas lesões cutâneas ditas pré-malignas (queratoses e queilites actínicas), nas condições clínicas mais suscetíveis aos danos solares (imunossuprimidos ou submetidos a quimio e radioterapia), nos fototipos mais baixos (mais vulneráveis à radiação por menor produção de melanina) e, claro, quando há uma predisposição genética para cancros cutâneos (por exemplo, xeroderma pigmentosum e albinos)”, de acordo com a dermatologista.

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2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos
Editorial | Rui Nogueira
2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos

Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.

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