Apesar da descoberta de uma cura “estar ainda distante, o futuro do tratamento da psoríase parece ser promissor”. Quem o afirma é o dermatologista do Centro Hospitalar Universitário do Porto, Tiago Torres, explicando que o aparecimento das terapêuticas biológicas alterou por completo o paradigma da abordagem da doença moderada-a-grave. Assim, a psoríase, “anteriormente vista como uma doença de muito difícil tratamento, tornou-se na patologia inflamatória crónica mais eficazmente tratada”.

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No âmbito do Dia Mundial da Psoríase, a PSO Portugal – Associação Portuguesa de Psoríase, em parceria com a Spirituc e à Guess What, organiza uma conferência dedicada a esta doença.

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quarta-feira, 03 outubro 2018 16:27

AbbVie revela dados PRO de fase III com risankizumab

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A PSOPortugal - Associação Portuguesa de Psoríase – comemora, no dia 29 de Outubro, o Dia Mundial da Psoríase que este ano, sob o lema “Construir um Mundo Melhor para as Pessoas com Psoríase”, pretende avaliar as necessidades que podem promover a maior qualidade de vida dos doentes com psoríase e atenuar a discriminação que estes enfrentam diariamente.

A psoríase continua a provocar alguma desconfiança na maioria das pessoas, muito devido ao desconhecimento em torno desta doença. A ideia errada de que a psoríase é uma doença contagiosa, é altamente discriminatória. Os próprios doentes acabam por sentir-se angustiados e veem a sua autoestima e bem-estar social diminuir. É cada vez mais importante consciencializar as pessoas para a doença e informá-las de que a psoríase é uma doença não contagiosa, que não tem cura mas tem tratamento.

Por ser uma doença de pele, a psoríase manifesta-se em zonas expostas, como a face, couro cabeludo, mãos, unhas, provocando um grave desconforto para os doentes, ao ponto de muitos deles se isolarem e optarem por esconder a doença da família, dos amigos e no local de trabalho.

Conhecer a psoríase e tratá-la ajuda a melhorar a qualidade de vida dos doentes e a desmistificar o preconceito associado.

A psoríase afecta cerca de dois a três por cento da população portuguesa, cerca de 250 mil pessoas, e é uma doença crónica da pele, auto-imune e que pode surgir em qualquer idade. É caracterizada pelo surgimento de lesões avermelhadas, espessas e descamativas, que afectam sobretudo os cotovelos, joelhos, região lombar, couro cabeludo e unhas. Estima-se que cerca de 125 milhões de pessoas em todo o mundo sofra de psoríase e cerca de 10 por cento acabam por desenvolver artrite psoriática, uma doença crónica inflamatória associada à psoríase.

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Investigação 1
Um grupo de investigadores das universidades do Minho e do Porto desenvolveu dermocosméticos "inovadores" que "ajudam" no tratamento de queimaduras, feridas profundas e psoríase, actuando "em algumas horas".

O resultado da aplicação destes cremes, desenvolvidos pelo Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB) da UMinho em parceria com a empresa portuguesa M&MBiotechnology, Lda, e com a Escola Superior de Tecnologia de Saúde do Porto, é apresentado hoje, em Guimarães, no âmbito do 62.º Congresso Internacional e Encontro Anual da Sociedade de Plantas Medicinais e Investigação em Produtos Naturais (GA2014), que decorre no campus de Azurém da Universidade do Minho (UMinho).

"São dermocosméticos com funcionalidade hidratante e coadjuvantes para o tratamento de queimaduras, psoríase e feridas recalcitrantes (profundas e de difícil cura), que actuam em algumas horas ou em alguns meses, consoante a gravidade dos casos", explica Alberto Dias, coordenador do polo CITAB da UMinho.

No congresso, indica um comunicado da UMinho, são também divulgados mais de 800 trabalhos científicos, alguns dos quais poderão vir a dar origem a novos fármacos para o tratamento de algumas das doenças com as maiores taxas de mortalidade em Portugal e no mundo.

"O consumo de plantas aromáticas e medicinais pode auxiliar no combate e na prevenção de várias patologias, em particular doenças cardiovasculares, cancro, diabetes, inflamações, doenças do foro neurológico e infecções fúngicas e bacterianas", salienta Alberto Dias.

De acordo com este especialista, há já várias plantas medicinais e aromáticas, "desde as mais comuns, como os orégãos, os coentros, a salsa, o caril e outras não comestíveis, que são incluídas em medicamentos convencionais. Um dos exemplos mais notórios é o taxol, que é utilizado no combate ao cancro da mama".

Alberto Dias aponta ainda o papel da nanotecnologia e dos "chamados alimentos funcionais e nutracêuticos" no tratamento de moléstias.

"A nanotecnologia permite direccionar o tratamento para o foco do problema, o que se revela particularmente importante quando existem compostos que são tóxicos se administrados aos pacientes pelas vias convencionais", diz.

Quanto aos alimentos funcionais e nutracêuticos, "além dos nutrientes que fornecem, actuam como preventivos de algumas doenças", aponta o investigador do CITAB, que refere como exemplo "o iogurte que reduz o colesterol".

O evento conta ainda com um workshop que "atesta benefícios da utilização de cannabis em medicamentos" versando-se "na produção de cannabis para fins medicinais e sobre as utilizações fitoterapêuticas da planta".

O 62.º Congresso Internacional e Encontro Anual da Sociedade de Plantas Medicinais e Investigação em Produtos Naturais (GA2014) decorre até 4 de Setembro e, segundo a UMInho, são esperados mais de 170 cientistas.

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2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos
Editorial | Rui Nogueira
2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos

Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.

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