Um estudo da Universidade Portucalense, desenvolvido pelo REMIT (Research on Economics, Management and Information Technologies) conclui que um em cada três profissionais de saúde apresentam níveis de "burnout" severo. Os altos níveis de contágio, e consequente rutura do setor de saúde estão a provocar efeitos colaterais para além da exaustão física em quem está na linha de frente, é o caso de síndromes emocionais.
O diretor do serviço de infeciologia do Centro Hospitalar de Setúbal, José Poças, defende que o impacto da pandemia vai fazer sentir-se a vários níveis, mas sobretudo nas doenças oncológicas e na saúde mental de doentes e profissionais de saúde.

O bastonário da Ordem dos Médicos considerou "urgente uma resposta organizada e coordenada" para "travar o impacto" da pandemia em "vários indicadores", exemplificando com a "diminuição da esperança média de vida nas idades mais avançadas".

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) alertou para a necessidade, mesmo havendo uma pandemia, de se cuidar de “todos os doentes”, e salientou que os cuidados paliativos “não podem deixar de existir”.

A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares apelou ao sentido de responsabilidade para garantir e adequar as respostas no combate à covid-19, com a “redução do ruído, causador de alarme social”.

A Ordem dos Médicos manifestou apreensão pela “rutura” do Serviço Nacional de Saúde, “preocupação” pela exigência que recai sobre os profissionais de saúde e quer que o alívio das restrições no combate à covid-19 só avance com cobertura vacinal adequada.

O Governo português assinalou ontem o Dia Internacional dos Direitos Humanos, destacando o impacto negativo que a pandemia está a ter nesta matéria e reafirmando o compromisso do país “na promoção, proteção e realização de todos os direitos humanos”.

A pandemia de covid-19 levou já a uma diminuição do número de rastreios para a infeção pelo VIH em Portugal, avisou a diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH, SIDA e Tuberculose.

Para que se fale mais do que é realmente eficaz no combate à pandemia um médico de medicina familiar lançou uma petição pública “em sentido inverso”, apelando para a cooperação do “único órgão de soberania” capaz de a travar: os portugueses.

Um em cada quatro doentes que na pré-pandemia levantava a sua medicação no hospital passou a recebê-los em casa ou a levantar na farmácia do bairro, uma situação que, em muitos casos, trouxe poupanças superiores a 15 euros.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, esclareceu que os dados do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) são de vigilância epidemiológica e não científica, com informação que permite acompanhar a epidemia e tomar medidas.

O Governo vai hoje auscultar os parceiros sociais sobre a evolução da pandemia da Covid-19, no âmbito de uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS).

Portugal está numa fase crítica da pandemia de Covid-19, admitiu o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, indicando que a taxa de letalidade global é de 1,9%, situando-se em 10,8% acima dos mais 70 anos.
O coronavírus que provoca a Covid-19 já infetou 6.596 profissionais de saúde em Portugal, maioritariamente enfermeiros e assistentes operacionais, desde o início da pandemia, revelou hoje o secretário de Estado e Adjunto da Saúde.
O secretário de Estado e Adjunto da Saúde insistiu hoje na importância de um equilíbrio no combate à pandemia de Covid-19 entre as medidas de saúde pública necessárias e a manutenção da “normalidade possível”.

O Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), no distrito de Lisboa, vai dispor a partir de novembro de uma nova unidade de urgência dedicada à Covid-19, num investimento de 1,2 milhões de euros, foi hoje anunciado.

A Federação Nacional do Médicos (FNAM) lamenta que a ministra da Saúde “anuncie um número completamente arbitrário de 200 horas de trabalho extraordinário, a partir do qual serão pagas horas”, pelo trabalho prestado pela comunidade médica desde o início da pandemia até ao momento.

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Alexandre Borges

Uma rubrica da autoria de Alexandre Borges

Escritor, cronista, argumentista integrou as equipas responsáveis por Zapping, Equador, 5 para a Meia-noite ou A Rede.
Colaborou com o Rádio Clube Português, o Observador, O Inimigo Público e a revista Atlântico.
Foi editor de cultura de A Capital e crítico de cinema do jornal i.
É Creative Director da LPM.