Portugal é o país europeu com maior taxa de mortalidade por pneumonia, com valores de mortalidade superiores a 57 mortes por cada 100 mil habitantes, ultrapassando, assim, o dobro da média dos países da União Europeia.

Mais de 40 mil portugueses poderão morrer na sequência de infeções por bactérias resistentes a antibióticos até 2050. Estima-se que em Portugal morram todos os anos mais de 1.100 pessoas.

Portugal é o país da União Europeia (UE) com a maior percentagem de população a confiar nas vacinas, considerando-as seguras, efetivas e importantes para as crianças.

Cerca de metade dos portugueses não tem acesso a reumatologista nos hospitais públicos, havendo apenas cinco unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com o quadro completo de especialistas, alerta a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR).

Os partos por cesariana quase duplicaram em todo o mundo em 15 anos, passando de 12% para 21% de todos os nascimentos, segundo estudos hoje divulgados pela The Lancet.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) considerou “fundamental” criar uma base de dados sobre o cancro da mama. O objetivo é melhorar a qualidade, rapidez e equidade do tratamento desta doença.

Este ano, o número de novos casos de cancro em Portugal poderá ultrapassar os 58 mil, com mortes por doença oncológica a ascenderem a quase 29 mil, segundo estimativas da Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC, na sigla inglesa).

Mais de um quarto da população mundial tem níveis insuficientes de atividade física. Em Portugal, mais de 40% dos adultos apresentam níveis de atividade abaixo do que é recomendado.

A cooperação portuguesa entregou ao Ministério da Saúde de São Tomé um lote de medicamentos e consumíveis no valor de 40 mil euros, indicou fonte oficial.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), Portugal tem baixo risco de importação de poliomielite. Apesar da doença estar erradicada, o vírus ainda circula em África e na Ásia.

Portugal está entre o grupo de países europeus mais bem-sucedidos na luta contra o VIH, revelou hoje um responsável da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Portugal aderiu à EATRIS, uma rede europeia de investigação clínica que reúne 12 países e mais de 80 infraestruturas, anunciou hoje o Infarmed.

Durante os próximos dias, as concentrações de pólenes no ar vão estar muito elevadas em quase todas as regiões de Portugal continental. A informação foi avançada pelo Boletim Polínico da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).

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Através de um comunicado do Conselho de Ministros, o Governo da Guiné-Bissau confirmou três casos de pessoas infetadas na ilha de Bubaque, através de amostras enviadas para análise em Dakar (Instituto Pasteur) e em Lisboa (Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge – INSA).

Plácido Cardoso lembrou que o Ministério da Saúde Pública guineense mantém "uma estreita colaboração" com o INSA desde o surgimento do vírus Ébola em alguns países da África Ocidental. Para tal, o INSA investiu em ações de formação a técnicos guineenses e num laboratório em Bissau para rastreio da doença que, entretanto, não chegou a afetar o país.

Plácido Cardoso afirmou que se está a tentar apurar a origem e tipo de vírus mediante análise laboratorial em Dakar, uma vez que os casos infetados alegam não ter tido contacto com indivíduos provenientes de Cabo Verde ou do Brasil, os países mais próximos da Guiné-Bissau, onde se tem registado a doença. O responsável acrescenta que o Ministério da Saúde Pública guineense "vai montar armadilhas" nos portos, aeroportos e nas ilhas Bijagós, para capturar mosquitos e analisar o perfil entomológico do vírus que chegou ao país.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estão a decorrer vários trabalhos de investigação para desenvolver tratamentos e vacinas através do reforço da vigilância, de formação de capacidades em laboratórios, de colaboração com outros países e monitorização das pessoas infetadas, mas a melhor forma de prevenção é a proteção contra a picada do mosquito.

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Portugal deve suprimir “restrições injustificadas à exportação de medicamentos” na União Europeia (UE), segundo um parecer fundamentado ontem divulgado pela Comissão Europeia, no âmbito do pacote de processos por infração de maio.

Segundo o texto, o executivo comunitário solícita a Portugal e à Eslováquia que “suprimam a imposição de requisitos de notificação injustificados e desproporcionados à exportação de medicamentos para uso humano para outros Estados-membros” porque criam “obstáculos à livre circulação de mercadorias dentro do mercado único da UE”.

Bruxelas lembrou que as importações e exportações paralelas de medicamentos são legítimas, ou seja, os fármacos são comprados num determinado Estado-membro e, em seguida, vendidos noutros países da UE. Mas, podem haver restrições nas exportações por proteção da saúde pública.

“Em Portugal, os distribuidores grossistas de medicamentos para uso humano têm de notificar a sua intenção de exportar medicamentos considerados pelas autoridades 'em risco de escassez' e fornecer informações sobre as operações de exportação que tenham sido efetuadas”, considerou a Comissão Europeia.

Bruxelas exige que Portugal e a Eslováquia alterem a sua legislação e considerem a aplicação de medidas menos restritivas ao comércio intra-UE, mediante dois pareceres fundamentados.

Se os países não atuarem no prazo de dois meses, a Comissão poderá instaurar uma ação no Tribunal de Justiça da UE.

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De acordo com os resultados do estudo realizado pela consultora McKinsey, divulgados no passado dia 16, a maioria dos portugueses estaria disponível a trabalhar mais e por mais tempo, bem como a sacrificar alguns dos seus benefícios sociais em troca, principalmente, de mais rendimento disponível, de melhor educação, e de melhores cuidados de saúde, segurança pública e proteção ambiental. A unanimidade é quase total quando se trata do desejo de melhorar estes últimos benefícios sociais

As conclusões são do estudo “Portugal: Escolhas para o futuro” e resultam de um inquérito a 2.000 portugueses com mais de 18 anos, que se baseou num sistema de trocas de incentivos e custos, para saber que compromissos os portugueses estariam dispostos a sacrificar para melhorar o seu bem-estar socioeconómico.

Ao contrário dos estudos de opinião tradicionais, que tendem a abordar as questões de forma isolada, ignorando ligações entre si e, mais importante ainda, limitações reais, que frequentemente têm como resultado “listas de desejos” não exequíveis e não retratos realistas que possam ajudar a definir políticas coerentes, no estudo da McKinsey foi pedido aos inquiridos que escolhessem entre pares de cenários equivalentes, cada um apresentando quatro atributos. Os trade-offs entre atributos foram apresentados de forma explícita. Por exemplo, uma educação muito melhor implicaria uma ligeira redução de rendimento disponível.

Os cenários apresentados foram desenhados de modo a garantir a sua equivalência em termos económicos, e que a melhoria de um atributo ocorreria sempre à custa de outro.

Os oito atributos utilizados na análise foram a saúde, educação, ambiente, proteção social, segurança pública, rendimento disponível, horas de trabalho e maior esforço/meritocracia no trabalho (como indutor de produtividade). Entre os atributos testados, as horas de trabalho e o esforço adicional e meritocracia no trabalho permitiam aumentar (ou diminuir) diretamente o output económico. Nos cenários propostos, sacrificar um dos atributos libertaria recursos para alcançar melhorias noutros atributos.

Mais sacrifícios… mais dinheiro, educação, saúde…

Da análise das respostas obtidas, os portugueses inquiridos “estariam, em média, dispostos a trabalhar mais e por mais tempo, bem como a sacrificar alguns dos seus benefícios sociais em troca, principalmente, de mais rendimento disponível, de melhor educação, e de melhores cuidados de saúde, segurança pública e proteção ambiental”.

Num cenário de consenso generalizado entre os inquiridos, 76% dos portugueses estariam disponíveis para trabalhar sob maior pressão sobre o desempenho individual, com compensações associadas à produtividade, 18% para trabalhar mais horas e 7% disponíveis para reduzir ligeiramente o nível da proteção social.

Como moeda de troca do esforço suplementar, 39% dos inquiridos colocam no topo das prioridades o aumento do rendimento disponível, 25%, a qualidade dos serviços de saúde, 24% dos da educação, 9% da segurança pública e 3% das políticas ambientais.

De acordo com estimativas da McKinsey, “os compromissos revelados no cenário de consenso poderiam elevar o crescimento anual do PIB [Produto Interno Bruto] para níveis de 2,0 a 2,5% ao longo da próxima década, aproximadamente o dobro da taxa de crescimento projetada pela União Europeia”.

Comparando o cenário de consenso em Portugal com o verificado em outros 10 países europeus também estudados pelo McKinsey Global Institute (MGI), as preferências dos portugueses “estão em geral alinhadas com as dos inquiridos de países com menor rendimento per capita, como a Polónia, a Roménia, a Espanha e a Itália, onde os inquiridos se mostraram mais “disponíveis para sacrificar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional”. Já os cidadãos de países mais ricos, como o Reino Unido, França, Alemanha, Holanda e Suécia, mostraram maior disponibilidade para abdicar da proteção social.

Este é um cenário de consenso, ou seja, que seria aceite pela maior parte dos inquiridos com um nível baixo de controvérsia entre a sociedade, mas a consultora apresenta ainda um segundo cenário que contaria com o total apoio de dois terços dos inquiridos, mas com a total oposição de um terço dos portugueses, um cenário que, considera, poderia ser, ainda assim, “politicamente viável”.

Neste caso, 52% dos portugueses estariam dispostos a aumentar a pressão no trabalho e 48% a aumentar as horas de trabalho, mantendo o nível atual de proteção social. Em troca, 54% dos inquiridos exigiram um aumento do rendimento disponível, 22% uma melhoria dos serviços de saúde, 15% na educação, 8% na segurança pública e 1% no ambiente. Neste cenário, o acréscimo de produtividade permitiria “um aumento médio de crescimento económico entre os 2,5% e os 3% durante os próximos 10 anos”, admite a McKinsey.

Trabalhar mais horas?... nem por isso!

A possibilidade de aumentar as horas de trabalho “foi um dos atributos mais controversos do estudo”, com 44% dos inquiridos a declararem disponibilidade para trabalhar mais horas, 33% a manifestarem preferir manter o status quo e 23% que prefeririam trabalhar menos horas.

Refira-se que os inquiridos portugueses mostraram-se menos interessados em trabalhar mais horas do que os demais trabalhadores europeus, possivelmente porque já trabalham mais do que a maioria. Em 2014, os trabalhadores portugueses trabalharam, em média, 39 horas por semana, cerca de 10 por cento mais do que a média da UE e cerca de 10 horas mais do que os trabalhadores alemães. Adicionalmente, quase 10 por cento dos trabalhadores portugueses trabalhou, em média, mais de 50 horas por semana, quase o dobro da média da UE.

Outro dado relevante é o que informa que a disponibilidade para trabalhar mais horas aumentaria para 76% caso houvesse uma maior flexibilidade de horários (35% até mais duas horas e o restante acima dessas horas).

“É interessante notar que os inquiridos portugueses revelaram uma elevada predisposição para aceitar uma remuneração associada ao desempenho. Quando lhes foi perguntado especificamente, 74% disseram que uma componente variável dos salários deveria refletir o desempenho do trabalho, em comparação com uma média de 64% nos outros países europeus abrangidos pelo estudo”, considera a consultora, lembrando que atualmente apenas 36% dos empregos em Portugal tem um sistema de remuneração baseado no desempenho.

Melhorar produtividade e qualidade dos serviços públicos

Além disso, o estudo revelou igualmente “a vontade de melhorar a produtividade do sector público e a qualidade geral dos serviços públicos. Os inquiridos [onde se incluem, propositadamente, funcionários públicos] afirmaram pretender que os serviços públicos reduzissem os custos através do aumento da eficácia e da produtividade, bem como da simplificação da estrutura do sector público”. Sublinhe-se, todavia, que muito embora os funcionários públicos e os inquiridos em geral se tivessem mostrado genericamente alinhados relativamente a este item, há assinalar uma exceção relevante: melhores condições de trabalho para funcionários públicos, incluindo aumentos salariais, cujo apoio foi três vezes superior entre os funcionários públicos.

“No entanto, os funcionários públicos e a generalidade dos inquiridos, neste estudo, divergiram quanto ao alinhamento das condições laborais do sector público, por exemplo salários, com as do sector privado. Três quartos dos inquiridos concordaram com a padronização das condições de trabalho entre os sectores público e privado, sendo esta opinião, por outro lado, partilhada por apenas 53 por cento dos funcionários públicos”, informa o estudo.

Já no que diz respeito à proteção social, a maioria dos portugueses inquiridos “revelaram disponibilidade para sacrificar uma pequena parte da proteção social e libertar recursos para os outros fins”.

Contudo, esta é uma medida “especialmente controversa”, uma vez que os inquiridos “repartiram-se de forma bastante equitativa entre os que afirmaram querer uma maior proteção social, os que não quiseram mudança nenhuma, e os que quiseram menos benefícios”.

A nível europeu, a tensão em torno da proteção social foi mais evidente entre os inquiridos de países com menores rendimentos, enquanto os inquiridos de países com rendimentos mais elevados revelaram uma inclinação muito maior para cortar benefícios.

Quando questionados sobre como sustentar a Segurança Social em Portugal, 37% dos inquiridos apresentaram como primeira ou segunda escolha o aumento das contribuições empresariais. A redução de benefícios, o aumento da idade de reforma e o aumento de outros impostos indicados foram as soluções apontadas por menos de 20% dos inquiridos.


Em Portugal nasceram menos crianças em 2014 face ao ano anterior, o que não impediu o crescimento da taxa da natalidade explicado pela redução da população residente, mostram dados da Direção-Geral de Saúde (DGS) ontem divulgados.

A taxa de natalidade em Portugal aumentou dos 7,87% em 2013 para os 7,92% em 2014.

“Observou-se para Portugal (Continente, R.A. dos Acores e R.A. da Madeira), um acréscimo da taxa de natalidade de 7,87 para 7,92/1000 habitantes, apesar da diminuição em cerca de 420 nados-vivos em 2014, face aos valores de 2013. Este aumento resultou da diminuição da população residente em 56 233 habitantes”, explica a DGS no relatório “Natalidade, Mortalidade Infantil, Fetal e Perinatal, 2010-2014”.

Em 2014 nasceram em Portugal 82.367 crianças, menos 420 do que as 82.787 nascidas em 2013, e menos 19.014 do que as 101.381 nascidas em 2010.

Numa análise regional, os dados da DGS mostram que as regiões do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo representam mais de metade dos nascimentos no país, com quase 60 mil crianças das nascidas em 2014.

A taxa de natalidade em Portugal, tendo em conta dados desde 1996, atingiu o seu pico mais alto no ano 2000, com um valor de 11,7%, e o seu pico mais baixo em 2013, com um registo de 7,87%.

Lusa/Jornal Médico

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Alexandre Borges

Uma rubrica da autoria de Alexandre Borges

Escritor, cronista, argumentista integrou as equipas responsáveis por Zapping, Equador, 5 para a Meia-noite ou A Rede.
Colaborou com o Rádio Clube Português, o Observador, O Inimigo Público e a revista Atlântico.
Foi editor de cultura de A Capital e crítico de cinema do jornal i.
É Creative Director da LPM.