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O presidente da Câmara Municipal de Amarante, José Luís Gaspar, criticou hoje o hospital da cidade, referindo que “40 milhões de euros de investimento estão votados ao abandono”.

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Os hospitais de Penafiel e Amarante vão ser reforçados com a contratação de 23 médicos de várias especialidades, avançou à agência Lusa fonte do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS).

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Hospital_Penafiel

A deputada do PCP, Diana Ferreira, alertou ontem, após a visita aos hospitais de Penafiel e Amarante, para a necessidade de reforço dos quadros de anestesistas e enfermeiros no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, prometendo questionar o Governo.

"Há dificuldades e carências, transversais a todo o país, que residem muito na carência dos profissionais na área da saúde", afirmou. A parlamentar comunista, eleita pelo círculo eleitoral do Porto, defendeu que a contratação de mais profissionais naquelas áreas geográficas poderá melhorar a qualidade dos serviços de saúde prestados à população, salientando que, apesar das dificuldades identificadas, "são unidades recentes do ponto de vista do edificado, com uma boa resposta nos atendimentos aos utentes".

"A ideia que temos quando saímos daqui é que há uma dedicação muito grande dos profissionais de saúde destes hospitais para dar resposta às necessidades da população", comentou Diana Ferreira. Apesar de ter sido aberto concurso para a contratação de três médicos anestesistas, a deputada considera as medidas ainda insuficientes, tendo em conta as necessidades do centro hospitalar: "é um passo, mas não resolve o problema no concreto", declarou.

Quanto aos enfermeiros, a deputada recordou que se os horários dos profissionais forem alargados, ao abrigo dos contratos individuais de trabalho, há que reforçar os recursos humanos. O centro hospitalar conta atualmente com cerca de 550 enfermeiros, metade com contrato individual de trabalho, de acordo com a administração, que também alertou para a falta de pessoal auxiliar.

Em relação aos acessos ao hospital de Penafiel, a deputada referiu a necessidade de intervenção do Governo relativamente à questão do IC35, no estabelecimento de prioridades a nível de construção daquela infraestrutura rodoviária, reclamada há décadas, referindo também a importância de ser criada uma rede de transportes públicos para assegurar melhores ligações aos hospitais, sobretudo para os cidadãos residentes no interior do distrito do Porto mais carenciados.

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Nova Ala Hospital de Amarante 2

O director clínico do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) disse ontem que está a ser garantida a qualidade dos cuidados, apesar do corte de mais de 6%, em dois anos, no orçamento imposto pela tutela.

"Tem havido muito cuidado e não tenho impedido nada do que seja necessário para o hospital, em termos de dispositivos, exames ou medicamentos necessários", afirmou Barros da Silva, em entrevista à agência Lusa.

Em cada um dos dois últimos anos, explicou, o corte no orçamento foi superior a 3%, mas tem havido "uma capacidade muito grande de envolvimento de todos os profissionais na procura e redução do desperdício".

Elogiando "o cuidado extremo de todos os profissionais", Barros da Silva vincou que aquele trabalho tem permitido ao centro hospitalar "manter as contas ao nível dos melhores do país", destacando-se o pagamento a fornecedores abaixo dos 60 dias.

Apesar dos cortes, o director insistiu não haver "qualquer tipo de constrangimento" e não ter ocorrido "nenhuma situação de falta de tratamento por insuficiência económica".

Contudo, admitiu o responsável, as limitações financeiras têm-se traduzido na menor renovação dos equipamentos, uma matéria que disse preocupá-lo, porque grande parte do material, sobretudo da unidade de Penafiel, tem mais de 10 anos.

"Gostaria de investir em algumas áreas, nomeadamente em equipamentos que vão ficando obsoletos", reforçou.

O CHTS, formado pelas unidades de Penafiel e Amarante, é o segundo maior do norte do país, servindo um universo superior a 550.000 pessoas, do território do Tâmega e Sousa.

Barros da Silva sublinha que aquele centro hospitalar apresenta em várias áreas alguns dos melhores indicadores nacionais, destacando-se o segundo lugar entre os hospitais do norte do país no tempo de permanência dos doentes na urgência, menor ou igual a quatro horas.

"Estes números significam que há qualidade na prestação, aferida por uma monitorização permanente do director da urgência", frisou.

Em média, no conjunto das urgências de Penafiel e de Amarante, são atendidas 16.900 pessoas mensalmente, o que corresponde a mais de 600 por dia.

Também são realizadas no CHTS mais de 1.100 consultas externas, por dia útil. Em 2013, foram feitos mais de dois milhões de exames ou análises. O CHTS realizou naquele ano 20.800 cirurgias.

Outro indicador que, segundo o director clínico, confirma os avanços alcançados por aquele centro hospitalar é a entrada em funcionamento de novas especialidades médicas que não existiam, como oncologia, em fase de concurso, e nefrologia, já em funcionamento.

Segundo Barros da Silva, foram também reforçadas as quatro especialidades mais carenciadas (pneumologia, otorrinolaringologia, urologia e cardiologia) com a contratação de mais médicos, em curso ou já realizada.

"É um trabalho que se vai acentuar nos próximos anos, porque é estratégico para o desenvolvimento do centro hospitalar", previu.

Em termos de cirurgias, há duas especialidades com listas de espera mais prolongadas, que são urologia e otorrinolaringologia, situação que o CHTS espera poder evoluir positivamente com a contratação de mais especialistas.

Já em curso está o processo de certificação da qualidade de todos os serviços do CHTS, acompanhada pela Direcção-geral de Saúde. "Queremos certificar a qualidade e provar que fazemos com qualidade", realçou. A pensar na qualidade, a formação contínua, acrescentou, é outra prioridade da actual administração, para permitir a todos os profissionais, adquirem competências a todos os níveis".

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Nova Ala Hospital de Amarante 2O Hospital de Dia do novo Hospital de Amarante foi inaugurado no passado dia 7. A nova unidade permite prestar cuidados de saúde em ambulatório, evitando o internamento de doentes.

Com carácter polivalente, o Hospital de Dia permite acolher utentes de várias especialidades como Urologia, Gastrenterologia, Pediatria, Cardiologia e Medicina Interna.

Particularmente importante no tratamento de doentes crónicos, a nova unidade permite um acompanhamento mais eficaz dos diabéticos, que, além dos tratamentos clínicos, recebem ensinamentos sobre a doença e formas de autocontrolo. O acompanhamento de doentes oncológicos é outra área em desenvolvimento a nível de Hospital de Dia, nomeadamente na Urologia, com a administração de quimioterapia.

Com evidentes benefícios clínicos já comprovados com a experiência do Hospital de Dia em funcionamento no Hospital Padre Américo, em Penafiel, a unidade agora inaugurada permitirá também a implementação, no âmbito da Pediatria, de testes de pesquisa de alergias.

Além da área agora inaugurada, o Hospital de Amarante tem já em funcionamento Hospital de Dia de Psiquiatria e de Medicina Física e Reabilitação, onde se desenvolvem, por exemplo, actividades de reabilitação após colocação de próteses ósseas, treino de ajudas técnicas e de actividades da vida diária, reabilitação de doentes com AVC e sessões de preparação pré e pós-parto.

O Hospital de Dia é uma estrutura organizacional com um espaço físico próprio onde se concentram meios técnicos e humanos qualificados, que fornecem cuidados de saúde de modo programado a doentes em ambulatório, em alternativa à hospitalização clássica, por um período não superior a 12 horas, com substancial incremento da qualidade de vida dos utentes e redução de custos inerentes ao internamento hospitalar tradicional.

 

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Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.