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Silva, José Manuel 6
O bastonário da Ordem dos Médicos assegurou hoje, em Luanda, que há cada vez mais interesse de médicos portugueses em conhecerem melhor as patologias africanas, vontade que considerou enriquecedora para ambos os lados.

José Manuel Silva, que falava à agência Lusa em Luanda, participa no XI Congresso Internacional dos Médicos em Angola, que hoje arrancou na capital angolana e que decorre até quarta-feira.

O responsável, que no evento vai moderar o tema sobre "Medidas no uso racional de medicamentos", referiu que as patologias africanas diferem em grande medida das europeias, sendo "interessante" para internos portugueses virem ao continente fazer estágios e manterem contacto com aquelas, "quer em quantidade quer em qualidade".

"Podemos ter aqui um processo de cooperação e de trocas de experiências direcional que é enriquecedor para ambos os lados. A nossa presença aqui é mais uma vez a continuação desta amizade e desta cooperação entre os nossos países e as respetivas ordens dos médicos", enalteceu.

Embora sem adiantar números, segundo José Manuel Silva já tem havido bastante presença de médicos portugueses em países africanos de expressão portuguesa, com destaque para as áreas de pediatria e obstetrícia.

Lembrou que à margem do congresso vai decorrer a reunião da Comunidade de Médicos de Língua Portuguesa (CMLP), em que estarão presentes todas as ordens de médicos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), na qual será estreitada a cooperação bidirecional, que facilita a pós-graduação.

A mesma opinião tem o médico e investigador português Manuel Sobrinho Simões, para quem a colaboração com os países de expressão portuguesa é uma oportunidade "notável" para a classe médica de Portugal desenvolver a sua capacidade de intervenção.

Para Manuel Sobrinho Simões, a experiência que se ganha em África vai capacitar a classe médica portuguesa, quando chamada a atuar em países onde doenças hoje existentes no continente africano começarem a surgir.

"Angola representa uma espécie de exemplo do que vai acontecer em muitos outros países que estão agora em desenvolvimento. Eu estou muito otimista sobre a capacidade que Portugal tem de ajudar a resolver problemas que vão ser de muitos outros países emergentes", referiu o médico, apontando como exemplos países da América do Sul e a China.

Manuel Sobrinho Simões, que em 2015 foi eleito pela revista britânica The Patologist, como o patologista mais influente do mundo, no âmbito do congresso ministrou um curso sobre oncologia para mais de 70 pessoas, entre médicos e estudantes do último ano de medicina.

Participam neste evento, os bastonários da Ordem de Médicos de Portugal, do Brasil, de Moçambique, de Cabo Verde, da Guiné-Bissau, de São Tomé e Príncipe, representantes das Associações Médicas de Moçambique e de Macau.

Lusa/Jornal Médico

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As autoridades sanitárias angolanas decidiram prorrogar por mais uma semana a campanha de vacinação contra a poliomielite, prevista para terminar ontem, 16 de agosto, informou fonte ligada à atividade.

Segundo a chefe de vacinação na província de Luanda, Felismina Neto, na capital angolana a campanha vai terminar apenas na sexta-feira para uma maior cobertura.

A responsável avançou que nesses dias a campanha será reforçada em escolas, hospitais, creches, igrejas e mercados.

Felismina Neto, citada pela agência noticiosa angolana Angop explicou que a possibilidade de algumas mães se terem "distraído", levou à referida decisão.

Em Luanda, estava prevista a vacinação de mais de um milhão de crianças menores de cinco anos.

A campanha nacional, que teve início na sexta-feira passada, previa a imunização de perto de cinco milhões de crianças.

Angola vai avançar em novembro com o processo de certificação da erradicação da poliomielite do país, doença sobre a qual as autoridades nacionais não têm registo de qualquer caso há quatro anos.

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Uma delegação do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), liderada pelo seu presidente, Francisco Brízida Martins, vai participar no terceiro congresso lusófono do sector, entre terça e quinta-feira, em Luanda.

Das 17 comunicações a apresentar no 3º Congresso de Medicina Legal e Ciências Forenses da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sete serão proferidas pelos membros da representação portuguesa, que inclui também o vice-presidente do INMLCF, João Pinheiro, mais seis especialistas do quadro deste instituto.

“À medida que Angola e outros países da CPLP vão evoluindo no sentido da normalidade da vida democrática, sentem também necessidade de ter este tipo de serviços”, disse hoje João Pinheiro à agência Lusa.

O desenvolvimento da Medicina Legal e das Ciências Forenses, registado nos últimos anos no mundo, “é cada vez mais necessário para uma melhor administração da justiça, sobretudo na área dos vivos”, acrescentou.

No seio da CPLP, o INMLCF “pode ter um grande papel, porque Portugal vai mais à frente”, especialmente em relação a antigas colónias portuguesas que viveram longos períodos de guerra, como é o caso de Angola, Moçambique e Timor-Leste.

“O percurso destes países é o que Portugal já empreendeu”, sublinhou João Pinheiro.

Hoje, em diferentes locais de Luanda, antecedendo o programa do congresso, já foram realizados quatro cursos práticos sobre “Investigação do local do crime e técnica de autópsia médico-legal”, “Técnicas de colheita, preservação e transporte de amostras para exame forense”, “Técnicas e noções básicas de antropologia forense” e “Avaliação do dano corporal pós-traumático – estado da arte”.

Os cursos foram orientados pelos especialistas do INMLCF Luísa Eiras, Teresa Ribeiro, Maria Cristina Mendonça, Fernanda Rodrigues e Susana Tavares.

Na terça-feira, na abertura dos trabalhos do congresso, às 9H30, Francisco Brízida Martins e João Pinheiro dissertarão em torno dos temas “Medicina Legal e Ciências Forenses: o contributo para a paz, justiça e segurança” e “INMLCF e organização médico-legal portuguesa: formação e potencialidades da cooperação”.

“A língua é um facilitador desta nossa colaboração”, realçou o médico legista João Pinheiro.

O Congresso de Medicina Legal e Ciências Forenses da CPLP realiza-se, de dois em dois anos, num dos países da comunidade.

As primeiras edições decorreram no Funchal (Portugal) e em Fortaleza (Brasil).

Durante três dias, o terceiro congresso vai reunir 250 participantes, maioritariamente médicos, juristas, investigadores, polícias e estudantes do país anfitrião, em instalações da Assembleia Nacional, na capital angolana.

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You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade
Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
You've got mail! - quando um aumento da acessibilidade não significa melhoria da acessibilidade

No ano de 2021, foram realizadas 36 milhões de consultas médicas nos cuidados de saúde primários, mais 10,7% do que em 2020 e mais 14,2% do que em 2019. Ou seja, aproximadamente, a cada segundo foi realizada uma consulta médica.