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segunda-feira, 29 dezembro 2014 11:04

SNS foi o serviço estatal com menor redução de pessoal

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Em 2013 trabalhavam para o Ministério da Saúde 124.423 pessoas, uma redução de 1,7% (face ao ano anterior) que a tutela destaca como a menor de toda a administração pública, que viu encolher a sua força de trabalho 4,1%.

O balanço social do Serviço Nacional da Saúde (SNS) referente ao ano passado, divulgado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) a 26 de Dezembro, mostra que foram admitidos, em 2013, 7.935 novos trabalhadores e que saíram 8.962, o que dá um saldo negativo de 1.027 pessoas. A maior parte das saídas do SNS resultaram da reforma (2.361), mas houve mais de mil por iniciativa do trabalhador, o que corresponde a mais 200 que no ano anterior.

A ACSS destaca a redução dos contratos de prestação de serviços e de contratos precários. Já os primeiros três meses de vigência da lei que alargou o horário de trabalho no Estado para 40 horas contribuíram para um aumento de 7,5% nas horas normais de trabalho e uma redução de 8% nas horas de trabalho extraordinário. A taxa geral de absentismo, que em 2011 era de 10%, manteve a tendência decrescente dos últimos anos, fixando-se nos 8,6%.

De acordo com o balanço, cerca de 67,4% dos trabalhadores do Ministério da Saúde têm um salário inferior a 1.500 euros, não tendo sido abrangidos por cortes salariais. Menos de dois em cada dez trabalhadores (18%) ganham mais de dois mil euros. Os encargos com pessoal totalizaram uma despesa de três mil milhões de euros, sensivelmente um terço da despesa com saúde no país. Em 2013, estes custos aumentaram 4,5% face a 2012, o equivalente ao pagamento de subsídio de férias a todos os trabalhadores após o chumbo do Tribunal Constitucional.

Os dados da ACSS revelam, ainda, que apenas 22% dos trabalhadores (25.879) se encontram vinculados aos cuidados de saúde primários, reforçando a ideia de um SNS “hospitalocêntrico”. Embora o pessoal nos hospitais tenha sido reduzido 1,8% em 2013, não houve qualquer reforço nos centros de saúde. No Alentejo o desfasamento ainda é maior, com um terço dos profissionais a trabalhar nos hospitais.

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Jovens Médicos 1

O Ministério da Saúde prorrogou, até segunda-feira, o prazo para os jovens médicos escolherem o local da sua especialidade médica, segundo informação da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

O processo de escolha das 1.548 vagas por parte dos candidatos teve início ontem, às 14H30, e estava previsto terminar até sexta-feira, com representantes dos médicos a reclamarem o adiamento desta data.

A Ordem dos Médicos do Norte sugeriu mesmo a possibilidade de prorrogar o início de funções por 15 dias de forma automática para quem o solicitar.

A ACSS divulgou, na segunda-feira à noite, o mapa de vagas para ingresso no primeiro ano da especialidade do Internato Médico, a ter início a 2 de Janeiro de 2015.

“Foi cumprido o objectivo de atribuir uma vaga para cada candidato”, afirma a ACSS em comunicado, sublinhando que o mapa divulgado “contempla vagas para todos os candidatos que se apresentaram à área profissional de especialização, num total de 1.548, número que representa um acréscimo de mais 71 vagas relativamente ao ano passado (1.477)”.

Em comunicado divulgado ao início da noite de ontem, a ACSS anunciou que foi prorrogado o prazo para a escolha de especialidade médica, que assim passou a ter como data limite a próxima segunda-feira.

Este adiamento levou em conta “a evolução do processo de escolhas durante o dia de hoje”, lê-se no comunicado emitido ontem.

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Jovens Médicos 1

A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) justificou hoje o atraso na publicação do mapa de vagas para escolha da especialidade médica com a necessidade de arranjar vagas para todos os candidatos, “objectivo que foi cumprido”.

A ACSS divulgou na segunda-feira à noite o mapa de vagas para ingresso no primeiro ano da especialidade do Internato Médico, a ter início a 2 de Janeiro de 2015.

“Foi cumprido o objectivo de atribuir uma vaga para cada candidato”, afirma a ACSS em comunicado enviado à Lusa, sublinhando que o mapa divulgado “contempla vagas para todos os candidatos que se apresentaram à área profissional de especialização, num total de 1.548, número que representa um acréscimo de mais 71 vagas relativamente ao ano passado (1.477)”.

A especialidade com maior acréscimo de vagas é a de Medicina Geral e Familiar com mais 55 vagas, acrescenta.

Há cerca de um mês, a Ordem dos Médicos denunciou a falta de 200 vagas, problema que a ACSS diz ter conseguido ultrapassar, garantindo vaga para todos os candidatos, à custa de um ligeiro atraso na publicação do mapa.

Fonte da ACSS sublinha contudo que a falta de vagas era um problema maior do que o tempo mais reduzido que os candidatos agora têm para escolher a especialidade.

“Vamos tentar condensar o prazo do período de escolha para evitar que coincida com o período natalício. Caso haja necessidade o período de selecção poderá ser alargado um dia ou dois”, adiantou.

O processo de escolha das 1.548 vagas por parte dos candidatos terá início hoje, a partir das 14H30, e está previsto terminar até sexta-feira, período que a ACSS admite prorrogar.

Fora de questão está o adiamento de 48 horas pedido pelo Conselho regional do Norte da Ordem dos Médicos para início das escolhas, segundo a ACSS, assegurando que começa hoje ao início da tarde.

Quanto à data prevista para início de funções – 2 de Janeiro – a ACSS diz também que para já não se põe a possibilidade de qualquer adiamento.

A Ordem dos Médicos do Norte sugeriu a possibilidade de prorrogar o início de funções por 15 dias de forma automática para quem o solicitar.

A ACSS adiantou ainda ter tido já o apoio da Associação de Estudantes de Medicina, que terá admitido que o importante era que houvesse vagas para todos e que isso justificaria o atraso de um dia, na publicação do mapa de vagas.

Segundo a ACSS, a data prevista para publicação das vagas era sexta-feira, pelo que na prática verificou-se um atraso de um dia útil.

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Sinalética centro de saúde

O número de utilizadores dos cuidados de saúde primários aumentou este ano, com 6,4 milhões de utentes a terem pelo menos uma consulta médica, indicou ontem a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Os dados dizem respeito ao período de Janeiro a Setembro deste ano, tendo aumentado o número de utilizadores dos cuidados de saúde primários em 2,2 por cento relativamente a igual período do ano passado. As consultas médicas também subiram no mesmo período 2,7 por cento.

Nos hospitais, de acordo com a mesma fonte, as primeiras consultas aumentaram 1,4 por cento e as subsequentes 2,5 por cento, num total de mais 187.816 consultas do que no mesmo período do ano passado.

Em relação às cirurgias foram feitas mais 4.584 do que no mesmo período de 2013, representando um crescimento de 1,2 por cento. Do total de cirurgias 58 por cento foi feito em ambulatório.

Nas urgências houve um decréscimo de 0,1 por cento, com menos 3.001 casos, e nos internamentos “constatou-se uma ligeira redução do número de doentes saídos (-2,1%), essencialmente devido à desejável transferência da cirurgia convencional para a cirurgia de ambulatório”, segundo um comunicado da ACSS.

De acordo com o boletim de monitorização mensal referente a Setembro deste ano, a ACSS resume assim a evolução no Serviço Nacional de Saúde: “Até Setembro de 2014 continua a registar-se um aumento do acesso aos cuidados de saúde primários, não só em termos do número de utilizadores como também em relação ao aumento da produção de consultas médicas realizadas”.

E acrescenta: “Em relação aos cuidados hospitalares, regista-se uma estabilização da actividade realizada em relação ao período homólogo, com ligeiras variações positivas no número de consultas e de intervenções cirúrgicas, e um desejável ajustamento em baixa da actividade de urgência e de internamento”.

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quinta-feira, 16 outubro 2014 09:00

Mais 159.119 consultas médicas hospitalares em 2014

Consulta01

De acordo com o relatório semestral de actividade assistencial das instituições do Serviço Nacional de Saúde, realizado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), de Janeiro a Julho deste ano realizaram-se mais 159.119 consultas médicas hospitalares do que em igual período de 2013.

As primeiras consultas aumentaram em 1,5% e as consultas subsequentes em 2,6%, refere o documento, disponível na página da internet daquela instituição.

Em ciclo ascendente estiveram também a actividade cirúrgica: nos primeiros sete meses de 2014 foram realizadas mais 11.983 cirurgias que em igual período de 2013, o que corresponde a um crescimento de 3,7% (para um total de 335.633) e mais 15.048 cirurgias de ambulatório (8,4%).

Pelo contrário, constatou-se uma ligeira redução do número de doentes saídos (2,1%), essencialmente devido à desejável transferência da cirurgia convencional para a cirurgia de ambulatório.

A tendência de crescimento registada nos cuidados secundários também se manteve ao nível das consultas médicas nos cuidados de saúde primários, com mais 364.041 (2,2%) consultas realizadas.

Já o número total de utilizadores de consultas médicas no primeiro nível de cuidados tem vindo a diminuir, registando no primeiro semestre do ano uma diminuição de 1,4%.

O maior crescimento percentual face ao período homólogo de 2013 registou-se, porém, nas consultas médicas não-presenciais (mais 3,5%) uma realidade que de acordo com especialistas contactados pelo nosso jornal se poderá ficar a dever a uma melhoria dos registos desta tipologia de atendimento, que há alguns anos atrás não era contabilizada para efeitos do cálculo de actividade assistencial.

No relatório semestral, a ACSS sublinha o facto de o aumento das consultas médicas não presenciais (+3,5%) e das consultas domiciliárias médicas (+2,5%) ter sido superior ao aumento registado nas consultas médicas presenciais (+1,7%) ”. Um facto que para os técnicos da ACSS pode “ser reflexo do esforço de adequação das estruturas às necessidades das populações servidas, nomeadamente a prestação de cuidados de forma mais flexível e com maior proximidade”.

Já no que toca ao recurso às urgências hospitalares, registou-se “conforme esperado e desejável, uma diminuição de 0,9% da actividade, face a igual período de 2013 (menos 31.470 episódios)”, aponta o relatório.

Igualmente com saldo positivo no cômputo semestral da ACSS estão as consultas de enfermagem: mais 22.828 (2,2%) do que no período homólogo e as consultas domiciliárias médicas, que registaram um aumento de 2,5%.

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ACSS
Rui Ivo, que ocupava as funções de vice–presidente da Administração Central do Sistema da Saúde (ACSS), é o novo presidente deste organismo, que gere os recursos financeiros do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

As novas funções de Rui Ivo foram iniciadas no passado dia 11 de Setembro, tendo substituído no cargo João Carvalho das Neves, cujo mandato tinha terminado a 31 de Julho.

O conselho directivo da ACSS é agora composto por Rui dos Santos Ivo (presidente), Carla Gonçalo (vice-presidente) e os vogais Pedro Alexandre e Luís Matos.

Entre os vários cargos que desempenhou, Rui dos Santos Ivo foi presidente da autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) e director executivo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma).

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EndoscopiaA Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) esclareceu ontem que a sedação para as colonoscopias realizada por gastrenterologistas foi validada pela Ordem dos Médicos, em resposta ao bastonário, que a considerou uma "má prática clínica".

Em comunicado, a ACSS refere que "a sedação realizada por gastrenterologista está disponível na tabela de nomenclaturas e preços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) desde 2007, tendo sido validada pela Ordem dos Médicos e pelo painel de gastrenterologistas que regularmente colabora com a ACSS".

Em declarações à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, sustentou que "fazer sedação por um gastrenterologista é má prática clínica", considerando que "não é possível que o mesmo gastrenterologista que está a fazer colonoscopia esteja a sedar o doente, porque o doente ficava em risco".

José Manuel Silva, que assumiu o cargo em 2011, defendeu que a tabela de preços sobre colonoscopias pode fazer com que o sector privado deixe de ter interesse em fazer estes exames (de detecção do cancro colo-rectal) por convenção, lamentando que o Colégio de Gastrenterologia não tenha sido ouvido na matéria.

Na nota, a ACSS salienta que "os contributos dos colégios da Ordem dos Médicos", incluindo o de Gastrenterologia, "são sempre considerados na elaboração da tabela de nomenclaturas e preços do SNS", sendo que o preço a praticar para a colonoscopia, a partir de 1 de Abril, "contempla a possibilidade de realização de sedação por gastrenterologista de acordo com a vontade expressa do doente e prática do gastrenterologista".

Segundo a Administração Central do Sistema de Saúde, o preço fixado "representa um enorme esforço orçamental do Ministério da Saúde na resolução de uma dificuldade crónica de acesso ao exame de colonoscopia e à detecção precoce do cancro colo-rectal".

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medicosA Administração Central do Sistema de Saúde, I.P. (ACSS) concluiu ontem o Concurso de Habilitação ao Grau de Consultor aberto em 2005, com a homologação da última lista de classificação final, cujo processo de constituição de júris, uma responsabilidade conjunta da ACSS e da Ordem dos Médicos, arrancou em 2010 após a publicação das listas de todos os candidatos admitidos pelas Administrações Regionais de Saúde (ARS) e Regiões Autónomas, informa a instituição em comunicado.

Na mesma nota, a ACSS dá conta de que de um total de 1325 candidatos admitidos a concurso foram aprovados 983, distribuídos pela seguinte forma: Carreira Hospitalar (888), Medicina Geral e Familiar (85) e Saúde Pública (10).

Todos os concursos de Carreira Hospitalar, Medicina Geral e Familiar e Saúde Pública encontram-se encerrados. No total, foram constituídos 118 júris para avaliar os 1325 candidatos admitidos.

A ACSS refere ainda que, a estes 983 candidatos aprovados acrescem outros 1833 candidatos admitidos no concurso de 2002 (de um universo de 2034 candidatos admitidos), o qual foi concluído em maio de 2013.

A obtenção do grau de consultor na sequência de exercício profissional em áreas de especialização médica, resulta de um processo de candidatura individual junto de cada ARS ou Região Autónoma, podendo candidatar-se todos os médicos com pelo menos cinco anos de exercício de funções, contados após a obtenção do grau de especialista. Após a obtenção deste grau, os médicos contratados em funções públicas adquirem de imediato a categoria de assistente graduado.

Com este procedimento, pretende-se garantir a qualificação dos serviços médicos para a formação no âmbito do Internato Médico. Um dos critérios aplicados pela Ordem dos Médicos para o reconhecimento da capacidade formativa de uma instituição de saúde consiste no cumprimento de um rácio entre a proporção de assistentes graduados séniores e os restantes médicos do serviço. Deste modo, a existência de um maior ou menor número de colaboradores médicos detentores da categoria de assistente graduado sénior influencia decisivamente o número de capacidades formativas atribuídas a cada serviço, o que naturalmente se reflete no número de internos que cada serviço pode, em cada ano, acolher para frequentar o internato médico na respectiva especialidade.

Por outro lado, um dos objectivos do Ministério da Saúde com o lançamento destes concursos diz respeito à adequada nomeação das direcções dos departamentos e serviços do SNS, nomeadamente no que se refere à substituição de lugares vagos devido a aposentações. O exercício de funções de direcção, chefia, ou coordenação de departamentos, serviços ou unidades funcionais do SNS deve

 

 

 

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Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.