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terça-feira, 26 junho 2018 11:48

INE: Despesa com Saúde aumentou 3% em 2017

A despesa com a Saúde cresceu 3% em 2017, o que significa uma redução em relação aos dois anos anteriores, tendo atingindo os 17,3 milhões de euros (ME), divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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Em 2016, as doenças do aparelho circulatório e tumores malignos foram responsáveis por mais de metade das 110.970 mortes registadas em Portugal, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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No último ano, Portugal registou o valor mais baixo desde que há registo de óbitos de crianças com menos de 1 ano, segundo as “Estatísticas Vitais” do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgadas.

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Na sequência da habitual publicação do Instituto Nacional de Estatística (INE) alusiva ao Dia Mundial da Saúde, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) “destaca o contributo significativo e crescente dos hospitais privados para o sistema português de saúde e interpreta-o como um sinal claro da preferência dos portugueses”.

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Dinheiro & saúde 02

Os dados da Conta Satélite da Saúde do INE revelam que “em 2014, a despesa corrente das famílias cresceu 2,7% devido, principalmente, ao aumento da despesa em hospitais privados (10,3%), em outras vendas de bens médicos (7,1%) e em prestadores privados de cuidados em ambulatório (2,1%)”.

“Em 2013 e 2014, em média, 89,6% da despesa corrente em saúde das famílias centrou-se no financiamento em prestadores privados de cuidados de saúde em ambulatório, em farmácias, em hospitais privados e em todas as outras vendas de bens médicos”, especifica o INE.

Em 2014, e face ao período de 2000 a 2003, destacou-se o aumento do peso relativo da despesa em hospitais privados e em prestadores privados de cuidados em ambulatório. Por outro lado, observou-se uma diminuição do peso da despesa das famílias em farmácias.

No âmbito dos prestadores de cuidados de saúde, em 2013 e 2014, ao nível dos principais prestadores, registou-se a diminuição da importância relativa da despesa em hospitais públicos (32,0% em 2013 e 31,3% em 2014) e em farmácias (15,5% em 2013 e 15,3% em 2014).

Por outro lado, registou-se um aumento do peso da despesa em prestadores privados de cuidados de saúde em ambulatório (19,4% em 2013 e 19,5% em 2014), em hospitais privados (10,2% em 2013 e 10,7% em 2014), em prestadores privados de cuidados auxiliares (4,2% em 2013 e 4,3% em 2014) e em todas as outras vendas de bens médicos (4,1% em 2013 e 4,2% em 2014).

Os dados da Conta Satélite da Saúde do INE indicam ainda que, globalmente, a despesa corrente em saúde aumentou 2% em 2015, sendo que o peso deste crescimento no PIB foi o mais baixo desde 2003, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados. Os dados da Conta Satélite da Saúde do INE mostram que a despesa corrente em saúde aumentou 2% no ano passado, ainda assim, uma taxa de crescimento inferior à do PIB (3,4%).

No entanto, o peso relativo da despesa corrente em saúde no PIB continua a diminuir, representando 8,9% em 2015, o valor mais baixo desde 2003. O INE revela ainda que já em 2014 se tinha verificado um aumento da despesa corrente em saúde de 0,7%, invertendo a tendência de decréscimo que se registava desde 2011.

“Em 2013, a despesa corrente em saúde diminuiu 1,7%, atingindo 15.476,7 milhões de euros, correspondendo a 9,1% do PIB e a 1.479,99 euros per capita”, revelou fonte do INE.

A partir desse ano, a despesa corrente em saúde tem vindo a inverter a tendência de decréscimo que se registava desde 2011, tendo aumentado 0,7% em 2014, fixando-se em 15.582,7 milhões de euros (9% do PIB e 1.498,18 euros por pessoa). O aumento de 2% da despesa corrente em saúde verificado em 2015, traduz-se num total de 15.887,7 milhões de euros (8,9% do PIB e 1.533,85 euros por pessoa).

“Em 2014 e 2015, a importância relativa da despesa corrente pública face à despesa privada voltou a baixar (66,2% em 2014 e 66% em 2015)”, acrescenta o INE.

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INE

Mais de metade das 105.219 mortes ocorridas em Portugal, em 2014, deveram-se a doenças do aparelho circulatório (30,7%) e a tumores malignos (24,9%), segundo dados do INE ontem divulgados, que apontam para um aumento do número de suicídios.

Segundo a publicação do Instituto Nacional de Estatística “Causas de morte 2014”, registaram-se menos 106.885 mortes (1.6%) do que em 2013, a grande maioria (95,4%), por doença.

As causas externas de lesão e envenenamento estiveram na origem de 4,6% das mortes, destacando-se os acidentes e sequelas (2,2%), e o suicídio (1,2%), que aumentaram 16,1% face a 2013, totalizando 1.223 óbitos.

Os dados indicam que as mortes devido a doenças circulatórias, que continuam a ser a primeira causa de morte no país, aumentaram 2,4% face a 2013, assim com os óbitos por tumores malignos (1,2%).

As doenças do aparelho circulatório mataram mais mulheres (54,9%) do que homens e atingiram os homens cerca de seis anos mais cedo, que morreram com uma idade média de 77,7 anos.

Estas doenças registaram um aumento na mortalidade prematura (idades inferiores a 70 anos) face a 2013, de 12,3% para 13,9%, tendo-se perdido 564,8 anos potenciais de vida, por cada 100 mil habitantes, adianta o INE.

No conjunto destas patologias, as doenças cerebrovasculares (AVC) provocaram 11,2% do total de mortes (11.808 óbitos), próximo do ano anterior (11,5%), a doença isquémica do coração, 7.456 óbitos (7,1%), e o enfarte agudo do miocárdio, 4.619 (4,4%).

Os tumores malignos, responsáveis por 26.220 óbitos, vitimaram mais homens (59,7%) do que mulheres (40,3%), tendo a idade média ao óbito se situado nos 72,7 anos, para os homens, e nos 73,7 anos, para as mulheres.

A mortalidade prematura situou-se em 37,5%, mais elevada para os homens (39,8%) do que para as mulheres (34,3%), adianta o INE, sublinhando que o número de anos potenciais de vida perdidos no país, em 2014, foi de 112.817 anos (113.408, em 2013).

Os dados do INE observam um aumento de 4,3%, nas mortes devido a cancro da próstata.

De entre os tumores malignos, evidenciaram-se as mortes causadas por cancro da traqueia, dos brônquios e pulmão, representando 3,7% dos óbitos em Portugal (3.937 óbitos), menos 1,8% do que em 2013 (4 010 óbitos).

No caso das mulheres, o cancro da mama vitimou 1.664 pessoas, mais 1,1% face ao ano anterior. Nos homens, o cancro da próstata fez 1.791 vítimas, mais 4,3% face a 2013.

Os dados apontam para uma redução de 3,7% nas mortes causadas por doenças do aparelho respiratório, que vitimaram 12.164 pessoas, em 2014.

Estas doenças atingiram mais homens (51,9%) do que mulheres (48,1%), sendo a idade média ao óbito mais elevada para as mulheres (84,4 anos), do que para os homens (80,9 anos).

A pneumonia, com 5.629 óbitos (5,4%), e a doença pulmonar obstrutiva crónica, com 2.567 óbitos (2,4%), foram as principais causas de morte neste conjunto de doenças.

Em 2014, também se observou uma descida de 6% das mortes causadas por diabetes mellitus, que totalizaram 4.275.

As perturbações mentais e do comportamento foram responsáveis por 2.639 óbitos, 93,7% dos quais devido a demência. A idade média ao óbito situou-se nos 84,2 anos.

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quarta-feira, 30 dezembro 2015 16:40

INE: Recursos humanos melhor aproveitados na Saúde

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O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje o Anuário Estatístico de Portugal 2014, documento no qual constam números reveladores das últimas tendências no setor da Saúde.

O Anuário Estatístico de Portugal 2014, a que o nosso jornal teve acesso, está dividido em quatro grandes capítulos – O Território; As Pessoas; A Atividade Económica e O Estado – e vinte e oito subcapítulos. E antes dos resultados relativos à área da Saúde, é importante expor alguns dados de ordem populacional e socioeconómica, que estão intimamente ligados ao estado da Saúde de qualquer sociedade.

Assim, no que diz respeito à população, em 2014 verificou-se uma diminuição da população residente em Portugal, uma tendência já iniciada em 2010, mas que agora se impõe de forma bastante mais acentuada. A população estimada é de 10.374.822 indivíduos, menos 198.657 do que em 2009, ano em que se alcançou o nível máximo. Este resultado está associado a uma taxa de crescimento efetivo na ordem de -0,50% (que compara com a taxa de -0,57% verificada em 2013).

De acordo com o Anuário Estatístico do INE, esta diminuição resulta, por um lado, da taxa de crescimento natural que manteve um perfil moderadamente descendente desde 2001, passando a evoluir negativamente a partir de 2007, estando, atualmente, num patamar de cerca de -0,22%; e por outro lado, da taxa migratória que foi a principal contribuição para a variação positiva da população entre 1995 e 2010, mas, desde o início da crise, há sensivelmente quatro ano, tem vindo a registar valores negativos, situando-se em -0,29% em 2014.

Já o peso da população idosa manteve um perfil ascendente, uma consequência das tendências de diminuição da fecundidade e de aumento da longevidade. Desde 1990 que a proporção de indivíduos com 65 e mais anos por 100 residentes com menos de 15 anos (índice de envelhecimento) apresenta uma tendência sistemática de crescimento (72,1 em 1991 e 141,3 em 2013).

Outro dado importante presente no Anuário Estatístico do INE diz respeito à taxa de atividade que, em 2014, registou uma quebra face a 2013, fixando-se em 50,3%. Na verdade, desde 2008 que esta taxa vem exibindo uma tendência de quebra. Relativamente a 2014, descida verificou-se tanto em valor absoluto, com menos 59,1 mil indivíduos ativos, como também na proporção de ativos da população residente, com uma variação de -0,3 pontos percentuais (p.p.), menos intensa do que a verificada em 2013 (-0,6 p.p.).

A população ativa e o emprego, que tinham vindo a crescer desde 1998 (com exceção de 2004 e 2009 no caso da população ativa e do período 2003-2005 no caso do emprego), registaram uma inflexão dessa tendência em 2011 (população ativa) e 2009 (emprego). Em 2014 registaram-se um crescimento do emprego e uma quebra no desemprego, movimentos que conjugados mantiveram a tendência de quebra da população ativa (-1,1%).

Por outro lado, a tendência de quebra do emprego que se verificou nos últimos cinco anos – correspondendo à extinção de aproximadamente 687 mil empregos – inverteu-se em 2014, ano em que se registou um acréscimo de 1,6%. Contudo, as sucessivas quebras no emprego entre 2009 e 2013, conduziram o nível de emprego para valores inferiores aos registados anteriormente a 1998.

Portugal com risco de pobreza cada vez mais elevado

Também o rendimento e as condições de vida das famílias foram indicadores avaliados e os resultados do INE mostram que, em 2013 registou-se um novo agravamento da desigualdade na distribuição do rendimento, à semelhança do que já se verificara nos três anos precedentes. O risco de pobreza aumentou em 0,8 p.p., tal como já acontecera em 2012, passando a situar-se em 19,5%. Subsistem, além disso, diferenças apreciáveis quando se consideram diferentes estratos da população.

Recursos humanos aumentam, internamentos diminuem

De acordo com a informação disponível, parte apenas referente até 2013, mantêm-se as tendências anteriormente detetadas de aumento dos recursos humanos no setor da Saúde, com aumentos da capacidade de oferta em segmentos mais especializados e com maior intensidade de aproveitamento dos recursos disponíveis.

Analisando a componente de recursos humanos, manteve-se a melhoria contínua do rácio número de médicos por mil habitantes, que foi de 4,5 em 2014, o que corresponde ao aumento de um médico por 1000 habitantes na última década. A mesma tendência, e até mais intensa, continuou a detetar-se no rácio número de enfermeiros por mil habitantes, que alcançou o valor de 6,4 no mesmo ano, quando em 2003 se situara em 4,2. O número de médicos especialistas também continuou a aumentar, à taxa de 2,2%, entre 2014 e 2013, e o mesmo se verificou com o número de não especialistas, à taxa de 4,8%. De acordo com o documento divulgado pelo INE, a proporção de especialistas encontra-se relativamente estabilizada nesta primeira metade da década, em torno de 62,0% do total.

Já o número de internamentos diminuiu em -1,3% em 2013, no seguimento da tendência iniciada em 2008. O número de dias de internamento também denotou uma tendência de diminuição, embora com significativas oscilações. Bastante mais nítida é a tendência de diminuição do número de camas, a uma taxa média anual de -0,6% entre 2000 e 2013, o que se traduziu numa quebra de -7,0% face ao valor de 2000. Em contrapartida, a taxa de ocupação manifestou uma tendência de aumento (78,5% em 2013, contra 75,8% em 2000).

Por outro lado, o número de salas de operação cresceu ao ritmo médio anual de 1,7%, durante o mesmo período. Tendências de aumento também se registaram quer nas intervenções de grande e média cirurgia por dia, cujo número aumentou ao ritmo médio anual de 3,5%, quer com as consultas nos hospitais por habitante, cujo número cresceu ao ritmo médio anual de 5,0%.

Quanto aos indicadores de saúde relacionados com a mortalidade, a taxa de mortalidade infantil em 2014 diminuiu para 2,8 óbitos por mil nados vivos, no seguimento do valor de 2,9 registado no ano precedente, valores que lembram uma anterior tendência longa de diminuição desta taxa. Recorde-se que em 1990 o seu valor fora de 10,9, tendo diminuído quase continuamente até 2008, ano em que alcançou o valor de 3,3; entre 2008 e 2012 o indicador teve um comportamento oscilatório, com um valor médio de 3,2.

No que se refere às principais causas de morte em Portugal, do total de óbitos ocorridos em 2013, 29,5% foram provocadas por doenças do aparelho circulatório e 24,3% por tumores malignos. Relativamente às respetivas taxas de mortalidade, a primeira retomou a tendência decrescente, situando-se em 3,0‰ em 2013 (4,0‰ em 2000), enquanto a segunda aumentou ligeiramente, passando para 2,5‰ e inserindo-se num perfil ascendente (2,1‰ em 2000).

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Cerca de 70% das pessoas em risco de pobreza e em privação material não têm capacidade financeira para realizar exames e tratamentos médicos, segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento das Famílias 2014 divulgado hoje pelo INE.

“O acesso aos cuidados de saúde constitui uma variável importante para a avaliação da inclusão social e bem-estar das pessoas”, refere o inquérito, divulgado a propósito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala no sábado.

Segundo os dados, em 2014, 5,5% da população com 16 ou mais anos referiu que, em pelo menos uma ocasião, necessitou de cuidados médicos e não os recebeu, e 18,8% necessitou de cuidados dentários e não os recebeu.

A falta de disponibilidade financeira foi a principal razão apontada para a não realização dos exames e tratamentos médicos (53,5%) ou dentários (82,5%) necessários, o que atinge particularmente as pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Esta situação “assumiu proporções bastante significativas”, tendo sido referida por 73,6% das pessoas que se encontravam simultaneamente em risco de pobreza e em privação material relativamente a exames ou tratamentos médicos, e 96,4% relativamente a exames ou tratamentos dentários”, salienta o INE.

De acordo com os dados sobre saúde recolhidos pelo Inquérito às Condições de Vida e Rendimento em 2014, 46% das pessoas com 16 ou mais anos avaliou a sua saúde como boa ou muito boa, enquanto 35,7% classificaram-na de razoável e 18,3% “má ou muito má”.

O estudo verificou que os homens tendem a referir uma avaliação boa ou muito boa com maior frequência (50,6% em 2014) do que as mulheres (42,0%) e o contrário para as autoavaliações de má ou muito má (14,5% no caso dos homens e 21,6% no caso das mulheres).

Aponta ainda que 35,2% da população residente com 16 e mais anos referiu ter alguma limitação (severa ou não) no desempenho das suas atividades devido a problemas de saúde, sendo a idade um fator relevante para o aumento desta proporção (67,9% para a população idosa em 2014).

O INE observa que o “risco de pobreza aumenta com a existência de algum tipo de limitação”: O risco de pobreza de 21,5% para as pessoas que referiram algum tipo de limitação foi superior ao das que referiram não terem limitações (16,7%).

Os dados recolhidos em 2014 sobre os rendimentos do ano anterior referem também que “o aumento do risco de pobreza em 2013 foi transversal a todos os grupos etários, todavia com diferentes grandezas".

As crianças foram o grupo populacional em que o risco de pobreza foi mais elevado: 25,6% contra 19,1% para a população em idade ativa e 15,1% para a população idosa.

“Esta condição tem vindo a manter-se desde 2007, e registou importância acrescida em 2012 e 2013, em que o risco de pobreza infantil foi, respetivamente, de 24,4% e 25,6%, ou seja, mais 5,7 pontos percentuais (p.p.) e mais 6,1 p.p. do que a população em geral”, observa o INE.

As famílias constituídas por um adulto com uma ou mais crianças e as famílias com três ou mais adultos com crianças foram as mais afetadas pelo aumento da pobreza

Em 2013, a população em idade ativa continuou a ser o segundo grupo mais afetado pelo aumento do risco de pobreza, com um valor de 19,1%, ou seja, mais 0,7 p.p. do que o valor relativo a 2012 (18,4%).

Lusa

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Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.