GBI Research: mercado de medicamentos para a hepatite C valerá 13,6 biliões em 2019
DATA
30/01/2014 15:08:13
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Jornal Médico
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GBI Research: mercado de medicamentos para a hepatite C valerá 13,6 biliões em 2019

[caption id="attachment_6360" align="alignleft" width="300"]solvadi o mercado de medicamentos indicados no tratamento da hepatite C registou o seu maior impulso em 2013, com a aprovação do Sovaldi (sofosbuvir), medicamento da Gilead com potencial para transformar o algoritmo de tratamento da doença. Devido ao potencial clínico do novo fármaco, o Solvadi deverá ser comercializado por cerca de 63 mil euros doente/ano, um valor muito elevado, que os analistas pensam que servirá de referência para novos fármacos que venham a ser lançados no futuro[/caption]

Devido ao elevado número de doentes por tratar e à recente aprovação de novas terapias, o mercado de fármacos indicados no tratamento da hepatite C irá quase triplicar em valor, de 4,17 biliões de euros em 2012, para 13,6 biliões, em 2019, avança a consultora GBI Research. De acordo com um relatório da empresa, hoje divulgado, o mercado de medicamentos indicados no tratamento da hepatite C registou o seu maior impulso em 2013, com a aprovação do Sovaldi (sofosbuvir), medicamento da Gilead com potencial para transformar o algoritmo de tratamento da doença. Devido ao potencial clínico do novo fármaco, o Solvadi deverá ser comercializado por cerca de 63 mil euros doente/ano, um valor muito elevado, que os analistas pensam que servirá de referência para novos fármacos que venham a ser lançados no futuro.

Dominic Trewartha, analista da GBI Research explica que: “o Sovaldi demonstrou uma excelente tolerabilidade e uma resposta virológica sustentada, próxima dos 100%, sem especificidade relativamente ao genótipo 1. E em doentes com genótipos 2 e 3, o Sovaldi é administrado apenas com ribavirina, reduzindo a necessidade do tratamento com o Pegasys (peginterferão alfa-2ª) ou com o Pegintron (peginterferão alfa 2b), reduzindo deste modo a percentagem de efeitos adversos associados à toma destes dois fármacos. Em resultado deste facto, muitos doentes que optaram por adiar o início do tratamento, poderão vir a optar agora pela terapia com Sovaldi.”

De acordo com a GBI Research outros medicamentos aprovados em 2013, como o Olysio (simeprevir), da Janssen, e o daclatasvir, da Bristol-Myers Squibb, muito embora possam vir a competir com o Sovaldi, não demonstraram a mesma eficácia e só estão indicados no tratamento das infecções por genotipo 1.

De acordo com a análise da GBI Research, a combinação Sovaldi/ledipasvir numa triterapia com o antiretroviral ABT-450, da Abbott poderão ganhar mercado, removendo, até 2015, as terapias mais antigas ainda disponíveis. Isto porque, explica a GBI Research, estes medicamentos podem ser utilizados sem o peginterferão, tendo demonstrado praticamente 100% de eficácia no tratamento da infecção pelo genótipo 1, com excelente tolerabilidade e baixa dosagem.

 

Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro
Editorial | Conceição Outeirinho
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O início da segunda década deste século, foram anos de testagem. Prova intensa, e avassaladora aos serviços de saúde e aos seus profissionais, determinada pelo contexto pandémico. As fragilidades do sistema de saúde revelaram-se de modo mais acentuado, mas por outro lado, deu a conhecer o nível de capacidade de resposta, nomeadamente dos seus profissionais.