Ataque a equipa de vacinação contra poliomielite no Paquistão provoca 12 mortos
DATA
03/03/2014 10:09:50
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Jornal Médico
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Ataque a equipa de vacinação contra poliomielite no Paquistão provoca 12 mortos

vacina_polioPelo menos 12 pessoas morreram e 11 ficaram feridas quando três bombas dirigidas a uma equipa de vacinação contra a poliomielite explodiram, no noroeste do Paquistão.

Pelo menos 11 paramilitares, que protegiam a equipa, e uma criança morreram quando as bombas foram detonadas, na área de Lashora Jamroud Tehsil, zona tribal de Khyber, um reduto talibã localizado no noroeste do Paquistão, 30 quilómetros a sudoeste de Peshawar, disse à Agência France Presse (AFP) Jahangir Khan, um alto funcionário local.

Este é o mais recente ataque, junto da fronteira com o Afeganistão, contra os esforços em erradicar a poliomielite no Paquistão, que é um dos três países onde a doença prevalece endémica.

Os paramilitares estavam a proteger um comboio de responsáveis da campanha de vacinação contra a poliomielite, afirmou Khan, adiantando que dois veículos que pertenciam à equipa médica ficaram danificados nas explosões.

As campanhas de vacinação contra a poliomielite continuam no Paquistão, apesar de algumas resistências, com alguns grupos a considerarem que estas servem de cobertura para acções de espionagem ou ainda quem aponte que a vacina causa infertilidade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), foram registados 91 casos de poliomielite no Paquistão ano passado, contra 58 em 2012. A OMS tem alertado que Peshawar é "o maior reservatório" da doença no mundo.

Enquanto o Paquistão enfrenta a doença, o seu país vizinho e rival, a India, comemorou recentemente três anos sem qualquer sinal de poliomielite no país.

Afeganistão e Nigéria são os outros dois países onde a doença permanece.

 

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.