Ministério da Saúde reconhece que medicamento para doentes de Parkinson faltou nas farmácias
DATA
20/03/2014 12:25:28
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Jornal Médico
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Ministério da Saúde reconhece que medicamento para doentes de Parkinson faltou nas farmácias

Farmácia 2O Ministério da Saúde reconheceu que um medicamento genérico para doentes de Parkinson esteve indisponível nas farmácias "durante algum tempo", numa resposta ao Bloco de Esquerda (BE), ontem divulgada, mas alegou que o tratamento dos pacientes não foi afectado.

Os deputados João Semedo e Helena Pinto questionaram, a 14 de Fevereiro, o Ministério da Saúde sobre a falta nas farmácias, desde Novembro, do medicamento Pramipexol, exigindo medidas.

Na pergunta dirigida à tutela, o BE descrevia que os doentes se viram obrigados a ir ao estrangeiro para comprar o medicamento em falta ou foram confrontados com a alteração da sua medicação, com a substituição do Pramipexol por um outro fármaco, o Ropinirol, que não tem a mesma substância activa.

Numa carta dirigida na terça-feira ao BE, e ontem divulgada pelo partido, o Ministério refere que o fármaco "não esteve disponível no mercado durante algum tempo", embora assegure que tal facto "não colocou em causa a saúde pública, atendendo à existência de outros medicamentos no mercado para a mesma indicação terapêutica".

A tutela apresenta como justificação para a indisponibilidade temporária do medicamento nas farmácias o "encerramento do local de fabrico em Espanha e a respectiva transferência para um novo local de fabrico em Portugal".

O Pramipexol voltou a estar disponível a 19 de Fevereiro, assinala o Ministério, acrescentando que, face ao sucedido, "foi autorizada a comparticipação de outro medicamento genérico (Pramipexol Aurobindo), pelo que se prevê que o abastecimento no mercado nacional seja brevemente reforçado através de duas origens distintas".

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Editorial | Susete Simões
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