Um quinto dos portugueses inquiridos acredita que a sida se transmite por beijo
DATA
11/04/2014 13:09:22
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Jornal Médico
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Um quinto dos portugueses inquiridos acredita que a sida se transmite por beijo

Laço

Um em cada cinco portugueses inquiridos num estudo para avaliar o conhecimento da população sobre o VIH/Sida consideram que esta infecção se transmite pelo beijo e que atinge sobretudo os homossexuais.

Trinta anos após o primeiro caso de sida em Portugal, o estudo “VIH: 30 Anos, 30 Mitos”, encomendado por um laboratório e realizado por uma empresa de estudos de mercado, revelou que 22 por cento dos inquiridos considera que esta infecção se pode transmitir pelo beijo, o que não é verdade. Essa percentagem sobe para 35 por cento na população com 65 ou mais anos.

O estudo contou com as respostas de 600 pessoas, inquiridas no final do ano passado, das quais 37 por cento considera que “estar infectado com VIH é o mesmo que um diagnóstico de morte prematura”.

Um quinto dos inquiridos acredita que a infecção pelo VIH/Sida pode transmitir-se em piscinas, casas de banho e transportes, o que é falso. Igualmente errada é a ideia de 50 por cento dos inquiridos, para quem “ser picado por um insecto que picou uma pessoa infectada é uma forma de transmissão”.

Outras ideias erradas apontadas pelos inquiridos referem-se ao teste do VIH: 12 por cento pensa que uma empresa pode obrigar os seus funcionários a fazerem este teste, enquanto 51 por cento acredita que uma empresa pode fazer o teste aos seus funcionários sem eles saberem.

Ao nível do tratamento, 66 por cento considera que “o tratamento da infecção pelo VIH/Sida tem muitas contra-indicações e muitos efeitos adversos”, embora “desde o desenvolvimento da terapêutica antiretrovírica combinada que têm vindo a ser desenvolvidos regimes terapêuticos mais efectivos, simples e com melhor perfil de tolerabilidade”.

Sobre as atitudes face ao VIH/Sida, o estudo indica que 70 por cento contaria aos seus amigos se estivesse infectado pelo vírus e que 89 por cento não se importa de cumprimentar uma pessoa infectada pelo VIH. Menos de metade (35 por cento) afirmou não se importar de ter uma relação afectiva com uma pessoa infectada pelo VIH.

O estudo “VIH: 30 Anos, 30 Mitos” vai ser apresentado hoje, numa conferência que decorre no auditório do Diário de Notícias.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.