População e Câmara do Barreiro exigem novo centro de saúde no Alto Seixalinho
DATA
14/04/2014 17:04:44
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Jornal Médico
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População e Câmara do Barreiro exigem novo centro de saúde no Alto Seixalinho

Sinalética centro de saúde

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Alto Seixalinho e a Câmara do Barreiro exigiram hoje a construção de um novo centro de saúde na freguesia, alertando que o fecho da Unidade do Bocage causa problemas à população.

António Pacheco, da Comissão de Utentes, disse à agência Lusa que a população está contra o encerramento da Unidade de Saúde do Bocage e a transferência para a unidade de Santo André, considerando que vão ser causados problemas de acessibilidade e financeiros. "Estamos preocupados com os cerca de 16 mil utentes deste centro de saúde que vai encerrar. A sua transferência para Santo André, que é insuficiente para os absorver, vai também trazer problemas aos utentes desse centro de saúde", afirmou.

No dia em que se realizou um protesto junto às actuais instalações, este responsável acrescentou que o edifício actual da Unidade de Saúde do Bocage é "inadequado", defendendo que a solução passa por construir um novo equipamento de raiz na freguesia. "Grande parte da população que aqui está é idosa, com dificuldades de mobilidade e financeiras, e não está disponível para esta mudança, que vai causar também um pandemónio no hospital. Queremos a urgente construção de um centro de saúde de raiz digno para utentes e profissionais", salientou, referindo que existe um terreno cedido pela autarquia para o efeito.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) confirmou recentemente que a Unidade de Saúde do Bocage, no Barreiro, vai ser encerrada depois da conclusão do novo Centro de Saúde de Santo António da Charneca, pois não reúne condições. Segundo aquela entidade, a decisão de construção do Centro de Saúde de Santo António da Charneca, que está prestes a ser inaugurado, vem dar resposta às necessidades no concelho.

Carlos Humberto (PCP), presidente da Câmara do Barreiro, afirmou-se, por seu turno, “solidário” com os utentes no protesto de hoje. "A minha presença é sinal de solidariedade para com os utentes que vão perder a proximidade e uma parte dos utentes são pessoas idosas. O encerramento cria problemas financeiros mas, acima de tudo, de proximidade e de acesso à saúde", disse.

O autarca lembrou que a autarquia tem colocado à disposição das entidades oficiais terrenos e equipamentos, criticando a decisão de transferência dos utentes. "Cria um problema sério às pessoas que precisam com regularidade do médico ou postos de enfermagem", frisou.

A Comissão de Utentes, em conjunto com a autarquia e a União de Freguesias vai pedir reuniões com o ministro da Saúde e a Comissão de Saúde da Assembleia da República, bem como avançar com uma petição para reunir 4.000 assinaturas e levar a discussão ao parlamento.

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Editorial | Jornal Médico
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