Uma em cada quatro mulheres falha consulta anual de ginecologia
DATA
06/05/2014 11:42:30
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Uma em cada quatro mulheres falha consulta anual de ginecologia

Consulta 1

Cerca de um quarto das mulheres falha a consulta anual de ginecologia, segundo um inquérito on-line realizado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, no qual apenas 1% das inquiridas mostrou preocupação com o cancro do ovário.

A propósito do Dia Mundial do Cancro do Ovário, que se assinala na quinta-feira, a Liga divulgou alguns dados de um estudo realizado através do seu site a 40 mil mulheres com o objectivo de perceber o nível de conhecimento das portuguesas relativamente a esta doença.

Cerca de 79% das inquiridas reconhecem que o desconhecimento geral sobre a doença e os escassos progressos dos tratamentos têm contribuído para a “elevada taxa de mortalidade por cancro do ovário”.

De acordo com informação da Liga, este tipo de cancro é a sétima causa de morte no sexo feminino e a sua incidência está a aumentar nos países desenvolvidos. Só a vigilância regular da saúde da mulher e um diagnóstico precoce pode inverter esta tendência.

Os sintomas do cancro do ovário são pouco específicos e entre eles estão a pressão ou dor abdominal, abdómen inchado, sensação de enfartamento, perda de apetite ou prisão de ventre.

A esmagadora maioria das mulheres que responderem ao inquérito da Liga reconhece a dificuldade de diagnóstico por falta de especificidade de sintomas, mas ainda assim uma em cada quatro falha a consulta anual com o ginecologista.

No inquérito, apenas 1% das mulheres questionadas mostrou preocupação com o cancro do ovário, enquanto 61% considera o da mama o tipo de tumor mais preocupante. Os resultados indicam ainda que só 3% das inquiridas reconhece que o risco de a doença aparecer se torna mais elevado a partir dos 60 anos.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Mais lidas