OMS reúne de urgência para avaliar síndrome respiratória do médio oriente
DATA
14/05/2014 16:27:32
AUTOR
Jornal Médico
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OMS reúne de urgência para avaliar síndrome respiratória do médio oriente

JM_025 - 1A Comissão de Emergência da Organização Mundial de Saúde, reuniu hoje, de emergência para avaliar a propagação da síndrome respiratória por coronovírus no médio oriente (MERS-CoV, na sigla inglesa) tendo manifestado grande preocupação com o aumento do número de casos.

A reunião contou a presença de três especialistas na área e de representantes dos 13 países actualmente afectados.

Até ao momento já se registaram 145 pessoas.

Em comunicado, a organização informa que a comissão “enfatizou que a sua preocupação com a situação aumentou significativamente”.

As preocupações centram-se no rápido aumento do número de casos, na fragilidade sistémica na prevenção e controlo da infecção, assim como nas falhas existentes na informação clínica e na possível exportação de casos para países especialmente vulneráveis.

Ainda assim, e apesar de “a seriedade da situação ter aumentado em termos de impacto para a saúde pública”, a OMS sublinha que não há evidência de transmissão sustentada entre humanos. Deste modo, a Comissão de Emergência deliberou que não estão ainda reunidas as condições para uma Emergência de Saúde Pública de Envergadura Internacional (PHEIC), figura definida pelo Regulamento Internacional de Saúde que permitiria a emissão de recomendações temporárias aos Estados membros.

Ainda assim, a Comissão “apelou fortemente” aos países, particularmente os que já registaram casos, que tomem medidas imediatas para melhorar as políticas para a prevenção e o controlo da infecção.

Iniciar e acelerar a investigação para entender a epidemiologia, os factores de risco e a eficácia das medidas de controlo; apoiar países particularmente vulneráveis, especialmente na África Subsaariana; reforçar a identificação e gestão de casos e melhorar a sensibilização e a comunicação do risco ao público, profissionais de saúde, grupos de risco e decisores políticos são outras recomendações da OMS, que apela ainda à disseminação de informação em caso de grandes concentrações de pessoas para evitar o contágio.

O coronavírus do MERS é considerado um 'primo', mais mortal mas menos contagioso, do vírus responsável pela Síndroma Respiratória Aguda Severa, que em 2008 vitimou cerca de 800 pessoas em todo o mundo.

Tal como aquele vírus, o MERS-CoV provoca uma infecção pulmonar e os afectados sofrem de febre, tosse e dificuldades respiratórias, não havendo por enquanto tratamento preventivo para a doença.

O último balanço mundial aponta para 538 casos de infecção, 145 mortais, a maioria dos quais na Arábia Saudita, que regista já 450 casos e 112 mortos

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Editorial | António Luz Pereira, Direção da APMGF
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