Campanha de informação sobre Registo de Não Dadores de órgãos arranca hoje
DATA
25/06/2014 13:31:31
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Jornal Médico
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Campanha de informação sobre Registo de Não Dadores de órgãos arranca hoje

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O Instituto Português do Sangue e da Transplantação lança hoje nos centros de saúde de todo o país uma campanha de informação sobre o Registo Nacional de Não Dadores de órgãos.

“Esta campanha insere-se num programa do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), que está a fazer tudo para aumentar o número de dadores de transplantes em Portugal. O instituto quer também dar a liberdade aos portugueses que não querem doar os seus órgãos depois de morrer”, explicou Ana França, coordenadora do projecto e coordenadora da área da transplantação do IPST.

O Registo Nacional de Não Dadores (RENNDA) foi criado em 1994 com o objectivo de viabilizar um eficaz direito de oposição à dádiva. “Todos os cidadãos nacionais residentes que não estejam inscritos no RENNDA são considerados possíveis dadores de órgãos e tecidos”, lembrou.

A mesma responsável informou que a campanha é lançada hoje nos centros de saúde de todo o país com a colaboração das Administrações Regionais de Saúde (ARS). “Vão ser distribuídos cartazes informativos sobre como as pessoas se podem registar. Destina-se ao público em geral, mas também aos profissionais dos centros de saúde, uma vez que é nesses serviços que é feita a inscrição”, esclareceu.

De acordo com Ana França, a campanha visa informar os cidadãos sobre a possibilidade de não ser dador e assegurar que, caso opte por ser dador, “alguém ficará grato”.

“As pessoas podem registar-se nos centros de saúde. O IPST não tem acesso à base de dados, só quando existe um possível dador se vai confirmar junto da mesma”, explicou.

Ana França adiantou ainda que, desde a criação do RENNDA em 1994, o número de inscritos tem-se mantido estável, com 37.580, correspondendo a 0,36% da população portuguesa.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.