Centro Hospitalar da Cova da Beira quer medidas para fixar médicos no interior
DATA
30/07/2014 18:23:28
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS


Centro Hospitalar da Cova da Beira quer medidas para fixar médicos no interior

centrohospitalardacovadabeira

O presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), Miguel Castelo Branco, reiterou hoje a necessidade de o Governo adoptar medidas que contribuam para a fixação de médicos no interior.

"Acho que os hospitais e centros de saúde da região já fazem muito para criar dinâmicas que sejam, para os próprios profissionais, atractivas no sentido de as pessoas poderem vir, mas parece-me que faltam alguns aspectos de políticas nacionais que tenham a ver com o incentivo à fixação no interior", afirmou.

Miguel Castelo Branco falava à margem de um encontro público com alunos internacionais de medicina que, no último mês, realizaram estágio naquela unidade hospitalar ao abrigo de um protocolo com a Associação Internacional de Alunos de Medicina.

Questionado sobre as medidas que poderiam ser adotadas para resolver o problema da fixação de médicos, este responsável garantiu que o CHCB tem realizado várias acções com esse objectivo, mas assumiu que "são manifestamente insuficientes".

Para Miguel Castelo Branco, é "importante criar as condições que consigam fazer a diferença na decisão da pessoa", tais como a adopção de uma estratégia global que vise não só o próprio especialista, mas toda a família.

O presidente do Conselho de Administração informou, ainda, que foi entretanto aberto concurso para 18 novas vagas atribuídas ao CHCB, conforme despacho já publicado em Diário da República.

Entre as especialidades com vagas naquela unidade hospitalar estão as de Anestesiologia, Cirurgia Geral, Gastrenterologia, Hematologia Clínica, Medicina Física e de Reabilitação, Medicina Interna, Neurologia, Oftalmologia, Oncologia Médica, Otorrinolaringologista, Psiquiatria, Psiquiatria da Infância e da Adolescência, Radiologia e Reumatologia.

O CHCB integra os hospitais da Covilhã e do Fundão.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Mais lidas