Número de dadores de órgãos e de transplantes aumentou no primeiro semestre do ano
DATA
10/08/2014 10:00:24
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Jornal Médico
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Número de dadores de órgãos e de transplantes aumentou no primeiro semestre do ano

Bloco operatório
O número de transplantes realizados no primeiro semestre do ano subiu 17 por cento em relação ao mesmo período de 2013, devido ao aumento de dadores cadáver e de órgãos colhidos.

Segundo o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), nos primeiros seis meses do ano realizaram-se 395 transplantes, mais 57 do que em igual período de 2013, quando foram efectuados 338.

Os dados da actividade de transplantação indicam também que, no primeiro semestre, o número de dadores aumentou 20 por cento, passando dos 131, em 2013, para 157.

O IPST destaca “o aumento do número de dadores cadáver para níveis semelhantes aos de 2009 e 2011”.

Nos primeiros seis meses do ano foram colhidos 459 órgãos, verificando-se um aumento de 19% em relação ao mesmo período de 2013, com mais 73 órgãos colhidos.

A coordenadora da área da transplantação, Ana França, disse à agência Lusa que o número de órgãos colhidos conseguiu atingir, no primeiro semestre, um nível superior ao de 2009, melhor ano de sempre registado em Portugal.

Os dados do IPST indicam também que 80% dos dadores morreram por razões clínicas, enquanto no ano passado eram 78 por cento.

O resumo da actividade do primeiro semestre refere que se registou um aumento do transplante renal, hepático, pancreático e cardíaco para valores superiores aos dos últimos dois anos e o transplante pulmonar alcançou níveis superiores a qualquer dos anos anteriores.

Ana França destacou o número de transplantes pancreático (15), cardíaco (24) e hepático (109) já realizados este ano.

“Este crescimento só foi possível graças ao trabalho dos Gabinetes Coordenadores de Colheita e Transplantação (GCCT) e dos Coordenadores Hospitalares de Doação (CHD), sem os quais não podíamos atingir estes valores de colheita e, consequentemente, o aumento do número de órgãos transplantados”, refere ainda o IPST, em comunicado, sublinhando que o "aumento do número de transplantes pelo segundo trimestre consecutivo contraria a diminuição verificada desde 2011".

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Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.