
Administrar antibióticos às crianças com menos de dois anos aumenta o risco de obesidade infantil, mais agravado nos casos em que recebem doses maiores, segundo um estudo publicado esta segunda-feira.
“Na medida em que a obesidade resulta de múltiplas causas, reduzir a prevalência depende da identificação e controlo de todos os factores de risco”, explicou Charles Bailey, do hospital pediátrico de Filadélfia (Pensilvânia), principal autor da investigação publicada no Journal of the Medical American Association.
Os investigadores estudaram os dossiers médicos de mais de 64 mil crianças, desde a nascença até aos cinco anos, entre 2001 e 2013, e descobriram que 69% das crianças tinham tomado antibióticos duas ou três vezes antes dos dois anos.
A taxa de prevalência de obesidade nas crianças era de 10% aos dois anos, 14% aos três anos e 15% aos quatro anos, enquanto o excesso de peso era de 23% aos dois anos, 30% aos três anos e 33% aos quatro anos.
Os cientistas determinaram que as crianças tratadas com antibióticos quatro, ou mais vezes antes dos dois anos corriam um risco ainda maior de obesidade.
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.