Comissão de Utentes da Saúde de Aveiro aponta múltiplas carências
DATA
23/10/2014 10:59:52
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS



Comissão de Utentes da Saúde de Aveiro aponta múltiplas carências

hospitaldeaveiro

A Saúde no concelho de Aveiro “padece de vários males”, segundo a comissão de utentes de Saúde de Aveiro, que hoje realizou uma reunião pública, com vista a elaborar uma “Carta de intenções” para a Saúde.

Demora excessiva nas urgências hospitalares, aumento de listas de espera para consultas, falta de especialidades, médicos de família em número insuficiente e dificuldades no transporte de doentes são os traços do retrato à Saúde em Aveiro, feito pela comissão de utentes.

António Nabais, da comissão, relatou haver situações de demora na Urgência do Hospital de Aveiro “que chegou a 12 horas”, apesar da administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga “argumentar existir concentração de médicos” naquela unidade hospitalar.

A perda de algumas especialidades no Hospital de Aveiro é outro motivo de preocupação para a comissão de utentes, dando como exemplo a Maternidade ou o serviço de Hematologia, “que apenas está a seguir os doentes que já possuía, enquanto os novos são encaminhados para Coimbra”.

Noutras especialidades, segundo a comissão, as listas de espera são cada vez maiores e se os médicos não chegam no Hospital, o mesmo se passa nos Centros de Saúde: “faltam médicos de família porque há médicos que se estão a reformar e não são substituídos”.

O problema das dificuldades no transporte de doentes foi levantado por Milton Matos, para quem “há falta de fiscalização às empresas de ambulâncias, algumas das quais operam sem os meios adequados e sem pessoal qualificado”.

Quanto às corporações de bombeiros “não têm ambulâncias disponíveis em número suficiente” para transportar doentes aos tratamentos.

“Houve até uma situação extrema no princípio do ano, em Aveiro, em que não havia uma única ambulância disponível no concelho, porque estavam todas em espera no Hospital”, descreveu Milton Matos.

O custo das taxas moderadoras foi igualmente discutido na reunião alargada de utentes, sendo considerado elevado. A comissão entende que o preço a pagar por uma deslocação à urgência hospitalar, na ordem dos 20 euros, acrescido do custo dos exames que forem necessários realizar, é já um factor que leva alguns utentes a evitar deslocarem-se ao Hospital, mesmo quando precisam.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Mais lidas