18º Congresso Português de Obesidade
DATA
23/10/2014 17:35:38
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Jornal Médico
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18º Congresso Português de Obesidade

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Aveiro vai receber o 18º Congresso Português de Obesidade, nos próximos dias 24, 25 e 26 de Outubro. Este ano, a realização do evento coincide com o 25º aniversário da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO).

É esperada a presença de mais de três centenas de participantes nesta reunião, desde médicos a nutricionistas e dietistas, especialistas do exercício, farmacêuticos e psicólogos, para debaterem os mais recentes avanços no tema. Estão também programadas várias actividades para a população geral. Especificamente para as crianças vão ser realizadas sessões lúdicas de educação alimentar, prevendo-se a participação de mais de 300 crianças.

Num país onde o excesso de peso e obesidade correspondem a 52,3% da população e, onde há mais de cinco milhões de pessoas com este problema, a SPEO apela ao uso de roupa de cor azul durante estes dias. Aliás, os participantes do Congresso vão ser convidados a usar um nó azul na lapela como sinal do seu empenhamento na luta contra esta epidemia.

Nas comemorações de um quarto de século de existência, a SPEO vê reconhecida internacionalmente a qualidade do seu trabalho nesta área tendo-lhe sido atribuída a organização no Porto, em Maio de 2017, do Congresso Europeu de Obesidade. Evento este que trará a Portugal mais de três mil especialistas mundiais da área.

Impacto económico da obesidade

A obesidade é responsável por 61% dos casos de diabetes, 17% dos casos de hipertensão, 17% dos casos de doença coronária, 30 % dos casos de litíase biliar, 24% dos casos de osteoartrite, 34% dos casos de cancro do útero, 11% dos casos de cancro da mama, 11% dos casos de cancro do cólon.

A obesidade tem assim significativo impacto económico. Em 2002, um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública indicou que os custos totais com esta doença em Portugal foram de cerca de 500 milhões de euros, representando 4,2% dos gastos em saúde em Portugal, isto é, um aumento de 29% em seis anos. Os custos directos foram estimados em 297 milhões de euros e correspondiam a 2,5% dos gastos em saúde, sendo os indirectos de 199,8 milhões de euros. Doze anos depois os custos serão seguramente maiores, como se comprova pelo aumento dramático da prevalência de diabetes.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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