Administradores do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga deixam o cargo
DATA
28/01/2015 18:00:21
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

Administradores do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga deixam o cargo

Hospital da Feira

Vários elementos do conselho de administração do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) pediram para não ser reconduzidos no cargo, tendo o mandato já terminado em 2014, revelaram hoje diversas fontes.

Em declarações aos jornalistas, no Algarve, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou hoje desconhecer que tenha havido qualquer pedido de demissão da administração do hospital de Santa Maria da Feira, cujas Urgências visitou na terça-feira.

Por seu lado, em comunicado, o serviço de Relações Públicas do CHEDV, que tutela os hospitais da Feira, Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira, recorda que o mandato do conselho presidido por Fernando Martins Silva "terminou a 31 de Dezembro de 2014", pelo que esse órgão terá cessado o período oficial das suas funções "nessa data".

O comunicado acrescentou ainda que a saída dos administradores se deve a "razões de natureza estritamente pessoal" e observa que "alguns membros do conselho de administração comunicaram oportunamente a sua excelência o ministro da Saúde a vontade de não integrarem o novo conselho de administração", entidade ainda "a nomear".

Também a Administração Regional de Saúde do Norte emitiu uma nota a dar conta da decisão de "alguns membros do conselho de administração" que, "por razões de natureza pessoal", manifestaram a sua vontade de não integrar a nova estrutura dirigente.

Segundo o ministro da Saúde, o conselho de administração daquela unidade hospitalar cessou o seu mandato a 31 de Dezembro e, como tal, terá que ser nomeada uma nova administração.

"É um conselho que vai ter que ser nomeado e há pessoas que querem ser reconduzidas e outras que não querem, mas isso é em todo o lado", concluiu Paulo Macedo.

Rejeitando que os administradores do CHEDV tenham desejado marcar hoje uma posição após as notícias divulgadas terça-feira sobre a falta de camas para internamento, o adiamento sucessivo de cirurgias e a visita do próprio ministro da Saúde ao Hospital da Feira, o CHEDV refere: "tendo o conselho de administração cessado o mandato nessa data [a 31 de Dezembro], não haveria lugar ao pedido de demissão de qualquer dos membros que o integram".

Quanto à data prevista para início de exercício dos novos administradores, o serviço de Relações Públicas do CHEDV não responde.

O (Des)alento da Medicina Geral e Familiar no Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Joana Torres
O (Des)alento da Medicina Geral e Familiar no Serviço Nacional de Saúde

A atual pressão que se coloca nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) em Portugal é um presente envenenado para os seus utentes e profissionais de saúde.