Hospital de Coimbra diz que rácio máximo é de um enfermeiro por seis macas
DATA
10/02/2015 15:59:36
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Jornal Médico
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Hospital de Coimbra diz que rácio máximo é de um enfermeiro por seis macas

CHUC

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), face à afirmação do PCP na segunda-feira de que haveria um enfermeiro encarregado de 25 macas, afirmou hoje que o rácio máximo é de um enfermeiro por seis macas.

A deputada Rita Rato, numa visita ao CHUC realizada na segunda-feira, afirmou que há assistentes operacionais "a operar em 33 camas", um enfermeiro "encarregue de 25 macas" e trabalhadores "com 18 dias de férias por gozar do ano anterior".

Face a estas declarações, o CHUC, num comunicado enviado hoje, afirma que no serviço de urgência existe "um máximo de 84 macas e que estão distribuídos 23 enfermeiros de manhã, 23 à tarde e 18 à noite", havendo um rácio máximo de "um enfermeiro para seis macas", sendo este um "indicador de segurança para os cidadãos".

O centro hospitalar refere ainda que "numa enfermaria de 33 camas há, no mínimo, três assistentes operacionais no turno da manhã, no qual a actividade é mais intensa e representa pelo menos 55% da actividade total do dia".

Sobre a situação de trabalhadores com 18 dias de férias por gozar do ano anterior, este caso "só poderá ser devido a atestados médicos ou outros impedimentos relativos ao próprio profissional para o gozo de férias, ou, no limite, ao apelo individual ao direito de transição de férias para o ano seguinte".

Relativamente à questão dos mais de cem assistentes operacionais que cumprem horários de 35 horas a receber abaixo do salário mínimo, informação confirmada pelo director enfermeiro do CHUC, António Marques, o centro hospitalar não desmente a denúncia feita pelo PCP, acrescentando apenas que "todos os contratos a 40 horas celebrados" têm, de base, "pelo menos o salário mínimo".

A deputada comunista afirmou na segunda-feira em Coimbra que mais de 100 assistentes operacionais têm um contrato individual de trabalho, continuando a trabalhar 35 horas semanais e estando a receber 487 euros por mês devido à ordem do Governo para "não se pagar o salário mínimo" a esses trabalhadores.

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Editorial | Mário Santos
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No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: