Investigador de Coimbra distinguido em França para estudar doença de Machado-Joseph
DATA
13/02/2015 10:20:15
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Jornal Médico
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Investigador de Coimbra distinguido em França para estudar doença de Machado-Joseph

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O investigador Clévio Nóbrega, do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) foi distinguido com 80 mil euros pela Associação Francesa contra Miopatias para estudar a doença de Machado-Joseph.

O projecto financiado pela Associação Francesa contra Miopatias (AFM) propõe-se investigar “o papel e relevância da proteína ‘ataxina-2’ nesta doença neurodegenerativa”, revelou a UC, numa nota divulgada hoje.

A doença de Machado-Joseph (DMJ) que é hereditária e não tem cura, é caracterizada pela “descoordenação motora, atrofia muscular e rigidez dos membros” e provoca “dificuldades na deglutição, fala e visão”.

Nesta como em “quase todas as patologias neurodegenerativas, os mecanismos moleculares que conduzem à doença são complexos e variados”, sublinha o investigador da UC agora distinguido.

“O nosso projecto coloca a hipótese de que a proteína ‘ataxina-2’, que apresenta uma função celular importante, se encontra reduzida na DMJ e especulamos que a reposição dos níveis desta proteína possa alterar a progressão da doença e até contribuir para uma melhoria da mesma”, explica Clévio Nóbrega.

Com este projecto, que deverá ser desenvolvido nos próximos dois anos, “pretende-se validar um novo alvo molecular (‘ataxina-2’) que possa, no futuro, contribuir para o desenvolvimento de terapias eficazes para a DMJ e doenças neurodegenerativas”, acrescenta o investigador do CNC.

O estudo vai desenvolver-se no grupo de investigação liderado por Luís Pereira de Almeida, do CNC da UC, que, por sua vez, está inserido no Grupo de Vectores e Terapia Génica.

A AFM, que é uma “associação francesa focada em doenças neuromusculares, composta por profissionais, voluntários, doentes e seus familiares”, avalia e atribui financiamentos a “programas de investigação internacionais com qualidade”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.