Descoberto mecanismo sobre atraso no envelhecimento com redução de calorias
DATA
17/03/2015 10:54:53
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

Descoberto mecanismo sobre atraso no envelhecimento com redução de calorias

Investigacao_Cobaias

Investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) de Coimbra descobriram um novo mecanismo que explica o atraso no envelhecimento com a diminuição do consumo de calorias, anunciou hoje a Universidade daquela cidade.

Uma equipa de investigadores do CNC da Universidade de Coimbra (UC), liderada por Cláudia Cavadas, “descobriu um novo mecanismo que explica a forma como a diminuição do consumo de calorias atrasa o envelhecimento”, afirma a UC numa nota hoje divulgada.

O estudo foi publicado na última edição da revista norte-americana Procedings of National Academy of Sciences (PNAS).

A investigação do CNC “descreve um mecanismo inédito que explica que a redução de calorias aumenta a molécula ‘neuropeptídeo Y’ (NPY)”, a qual é responsável por estimular a ‘reciclagem celular’, acrescenta a UC.

A ‘reciclagem celular’, denominada autofagia, foi estudada nos “neurónios de uma zona cerebral responsável pelo envelhecimento do corpo, o hipotálamo”.

Os resultados obtidos sugerem que “a redução de calorias, em percentagens de 20% a 40%, sem se prescindir de nutrientes, pode atrasar o envelhecimento em ratinhos, por aumentar a produção de NPY, que estimula, por sua vez, a autofagia no hipotálamo”, explica a mesma nota.

A investigação, realizada durante “cerca de três anos no CNC” e que envolveu vários especialistas, “mostra, pela primeira vez, que o NPY no hipotálamo é um elemento fundamental para que ocorra um aumento da autofagia induzida pela restrição calórica”, sublinha Cláudia Cavadas.

A comunidade científica já sabia que a diminuição de calorias atrasa o envelhecimento, mas este estudo do CNC descobriu que “o NPY explica como esse atraso ocorre no hipotálamo, e é nesta molécula que poderá estar a chave para combater os impactos negativos do envelhecimento”, explica a investigadora.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Mais lidas