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Cerca de 200 utentes de Loures reivindicam centro de saúde frente ao ministério
DATA
30/04/2015 13:00:44
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Cerca de 200 utentes de Loures reivindicam centro de saúde frente ao ministério

Sinalética centro de saúde

Cerca de duas centenas de pessoas concentraram-se ontem frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para reivindicar a construção de um novo centro de saúde na freguesia de Santa Iria da Azóia, concelho de Loures.

A manifestação foi convocada pela comissão de utentes de saúde de Santa Iria da Azóia, onde vivem cerca de 18 mil pessoas, tendo sido entregue no final da acção uma carta no Ministério da Saúde, a solicitar uma reunião com o ministro Paulo Macedo.

Em declarações aos jornalistas, Carlos Machado, da comissão de utentes, referiu que as actuais instalações do centro de saúde funcionam num prédio de habitação de três andares sem elevador, “prejudicando o seu acesso a pessoas com mobilidade reduzida”.

“Não faz mais sentido nesta altura obrigar milhares de utentes a subir mais de 70 degraus para chegar ao terceiro andar para ter um médico”, apontou.

Carlos Machado sublinhou que a reivindicação pelo centro de saúde “já é muito antiga” e que a população da freguesia “está cansada de promessas dos sucessivos Governos”.

“Os vários governos assumiram a promessa, o compromisso de construção, o reconhecimento deste problema, mas o facto é que desde 1986, nenhum dos ministros resolveu este problema”, queixou-se.

Carlos Machado ressalvou que, mais do que problemas no funcionamento dos serviços, as dificuldades de acesso à unidade de saúde são o que mais preocupa os cerca de 18.000 utentes.

No mesmo sentido, alguns dos utentes presentes no protesto queixaram-se à Lusa das dificuldades que têm em aceder à unidade de saúde: “Tenho uma doença na anca e não consigo subir. Não podemos aguentar mais”, afirmou Belmira Pereira, 65 anos.

Já Nazaré Moita, 59 anos, referiu que existem alguns médicos que descem ao rés-do-chão para ver os doentes, mas só “em casos excepcionais”.

O presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (CDU), relembrou que a Autoridade Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) já tinha demonstrado disponibilidade para assinar com a autarquia um protocolo para a construção de um novo centro de saúde, lamentando, no entanto, a demora na evolução do processo.

“Aguardamos a todo o momento que nos seja feita essa proposta de protocolo que foi anunciada pela secretária de Estado. Ainda não há mais novidades, mas temos expectativa que a ideia seja avançada”, perspectivou.

Numa resposta escrita enviada à Lusa há duas semanas, fonte da ARSLVT disse que reconhece “a importância e a necessidade da construção de uma nova unidade de saúde” e que “decorrem conversações entre a ARSLVT e a Câmara de Loures no sentido de dar seguimento à elaboração de um protocolo de colaboração.

Relatório Primavera: verdades e consequências
Editorial
Rui Nogueira
Relatório Primavera: verdades e consequências

“Ó Costa aguenta lá o SNS” foi o pedido de António Arnaut em maio do ano passado, poucos dias antes de nos deixar. Mas o estado da saúde em Portugal está mal ou bem ou vai indo? Está melhor ou pior? O SNS dá as respostas úteis às necessidades de saúde da população? O Relatório de Primavera ajuda a fazer interpretações fundamentadas.

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