Centro vai ter mais 60 médicos de família ao longo do ano
DATA
20/05/2015 12:45:41
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Jornal Médico
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Centro vai ter mais 60 médicos de família ao longo do ano

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A Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro anunciou ontem que 60 médicos de Medicina Geral e Familiar deverão ser colocados na região, ainda em 2015.

“Está prevista a progressiva entrada em funções de cerca de 60 médicos de Medicina Geral e Familiar, o que permitirá (…) aumentar substancialmente o número de utentes com médico de família na região, até 2016”, afirma a ARS em comunicado.

A ARS do Centro “reitera a estratégia prática de contratação de todos os médicos de Medicina Geral e Familiar disponíveis para o efeito”, com o objectivo de “melhorar a cobertura” da região, em especial “nas zonas actualmente mais carenciadas”.

“Actualmente, 7,6% dos utentes inscritos nas unidades de cuidados de saúde primários da Região Centro não têm médico de família atribuído, registando-se maior carência nos agrupamentos de centros de saúde do Pinhal Litoral, com 11,2% de utentes a descoberto, Dão Lafões com 10,3%, e Baixo Mondego com 7,3%”, segundo a nota.

Este ano, a ARS do Centro “ultrapassou as 100 unidades funcionais activas (unidades de saúde familiar e unidades de cuidados na comunidade, UCC) nos seis agrupamentos de centros de saúde da sua área de influência, o que se traduz em mais cuidados de saúde primários de qualidade e em proximidade para as populações”, refere.

A ARS acrescenta que “atingiu as 52 UCC activas na região, o que representa, no universo dos 1.727.186 habitantes, uma cobertura assistencial na ordem dos 83,3%”.

“Relativamente às unidades de saúde familiar (USF), foi ultrapassado, em 2014, o meio milhão de utentes inscritos, número que tem vindo progressivamente a aumentar com a abertura de seis novas unidades, elevando para 52 as USF actualmente em funcionamento na região”, destaca ainda a ARS.

Na segunda-feira, a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) alertou para a falta de médicos de família e para problemas no exercício da profissão em várias unidades de saúde da região.

“Há uma grande desmotivação dos profissionais de saúde por causa das condições de trabalho”, disse o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, indicando que a falta de médicos de família na região afecta especialmente os distritos de Leiria, Guarda e Castelo Branco.

No Centro, há “entre 130 e 150 mil pessoas sem médico de família”, o que corresponde à necessidade de colocar pelo menos 70 destes profissionais, afirmou à Lusa Carlos Cortes, que visitou ontem diversos centros de saúde, nos distritos de Aveiro e Coimbra, no âmbito de um programa para assinalar o Dia Mundial do Médico de Família.

Também a organização não-governamental Saúde em Português e a Unidade Curricular de Medicina Geral e Familiar da Universidade de Coimbra assinalaram ontem o Dia Mundial do Médico de Família.

“O médico de família faz com que a saúde seja mais importante que a doença, que o conhecimento técnico e científico seja adaptado às necessidades, que a família cuide melhor”, afirma o médico Hernâni Caniço, numa proclamação conjunta daquelas entidades, intitulada “Nós somos médicos de família”.

A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Joana Romeira Torres
A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
A Organização Mundial de Saúde alude que os Cuidados de Saúde Primários (CSP) são cruciais para a obtenção de promoção da saúde a nível global. Neste sentido, a Organização Mundial dos Médicos de Família (WONCA) tem estabelecido estratégias que têm permitido marcar posição dos mesmos na comunidade médica geral.

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