Campanha em farmácias alerta para perigos de compra de medicamentos ilegais
DATA
19/06/2015 13:01:49
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Jornal Médico
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Campanha em farmácias alerta para perigos de compra de medicamentos ilegais

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A Cooperativa dos Proprietários de Farmácia – Cooprofar anunciou hoje o lançamento de uma campanha com o objectivo de combater “um dos maiores flagelos de saúde pública da sociedade global da actualidade”: a venda de medicamentos ilegais.

Com o lema “A compra de medicamentos on-line  pode matar. Quer arriscar?”, esta campanha, que vai ser divulgada nas farmácias, pretende “alertar as pessoas para os elevados perigos para a sua saúde e incentivar a compra de medicamentos nas farmácias”.

Em comunicado, a Cooprofar esclarece que a campanha dá um enfoque à venda de medicamentos pela Internet, uma vez que é “um veículo facilitador de comércio à escala global, mas que muitas vezes é difícil de controlar pelas autoridades, pelo que a consciencialização das pessoas é muito importante”.

“Estes medicamentos são produzidos em laboratórios clandestinos, por organizações criminosas e muitas vezes fabricados graças à exploração laboral. Não são alvo de qualquer controlo por parte das entidades reguladoras, não oferecendo por isso qualquer garantia de qualidade ou segurança a quem os consome”, acrescenta.

Dados disponibilizados pela Cooperativa dos Proprietários de Farmácia referem que, em 2014, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos da Saúde (Infarmed) emitiu 5.731 pareceres relativamente a medicamentos ilegais, resultando na apreensão de 23.834 embalagens, correspondentes a 476.829 unidades possivelmente medicamentosas.

Os principais medicamentos detectados correspondem aos utilizados para tratamento da disfunção eréctil (30%), com efeito no aparelho cardiovascular (9%), com acção analgésica e/ou antipirética (9%) e psicofármacos/medicamentos com acção no Sistema Nervoso Central (7%).

Segundo dados oficiais, em 2013, a União Europeia apreendeu 3.690.786 medicamentos ilegais, o que corresponde a um valor de 11.974.020 euros

Nesta quinta-feira, uma operação policial contra o tráfico de medicamentos na Internet permitiu apreender 20,7 milhões de fármacos falsificados ou ilegais, no valor aproximado de 81 milhões de dólares (71,8 milhões de euros), em 115 países, informou a Interpol.

Em comunicado, a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) indicou que a operação “Pangea VIII”, realizada entre 9 e 16 de Junho, resultou ainda em 156 detenções, na abertura de 429 inquéritos, no encerramento de 2.414 páginas web e na suspensão de 550 anúncios.

Na operação, a maior realizada até agora contra o mercado negro e o tráfico de medicamentos através da Internet, participaram serviços da polícia, alfândega, agências reguladoras e empresas privadas do sector.

Os 20,7 milhões de medicamentos apreendidos constituem um recorde e são o dobro da quantidade alcançada numa operação semelhante em 2013, segundo a Interpol.

Produtos nutricionais e medicamentos contra o cancro e a disfunção eréctil ou para regular a tensão arterial foram alguns dos fármacos apreendidos.

“Cada vez mais pessoas recorrem à Internet para comprar artigos e os criminosos aproveitam-se dessa tendência para enganar os consumidores para que comprem medicamentos falsos e inclusivamente perigosos (…), sem qualquer consideração pelos riscos para a saúde”, assinala a organização no comunicado.

A Cooprofar - Cooperativa dos Proprietários de Farmácia – é um dos principais distribuidores nacionais de medicamentos e produtos de saúde e a maior de capital exclusivamente português.

Portugal impede entrada de mais de 18 mil unidades de medicamentos ilegais

Portugal fez parte dos 115 países envolvidos na “Pangea VIII”, considerada a maior operação internacional de sempre de combate a fármacos ilícitos, e as autoridades nacionais impediram a entrada no País de mais de 18 mil unidades de medicamentos ilegais, no valor superior a 40 mil euros, informou hoje a GNR.

Em comunicado, a GNR refere que, em Portugal, foram controladas 6.140 encomendas de fármacos, tendo sido apreendidas 1.051.

A apreensão das encomendas permitiu impedir a entrada de 18.381 unidades de medicamentos ilegais no País, no montante estimado de 40.135 euros, adianta a nota.

Em Portugal, a operação, “Pangea VIII”, de combate aos medicamentos falsificados e comercializados via Internet, foi realizada pela GNR, Autoridade Tributária e Aduaneira e Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

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Sejam Felizes
Editorial | António Luz Pereira, vice-presidente da APMGF
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O início de cada ano é também o início do percurso de milhares de novos médicos. A todos, mas especialmente aqueles que como nós escolheram como futuro ser Médico de Família, queremos receber-vos com um desejo e um desafio. Que sejam felizes e façam com que aqueles que se cruzam convosco sejam felizes. Desejamos profundamente que este internato de formação específica em MGF seja um caminho de felicidade. Que se sintam totalmente realizados por terem escolhido a melhor especialidade do mundo. Que sejam felizes no internato, para que possam ser ainda mais felizes fora dele.

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