Roche vai investir 20 milhões de euros em Portugal nos próximos dois anos
DATA
26/06/2015 11:22:11
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Jornal Médico
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Roche vai investir 20 milhões de euros em Portugal nos próximos dois anos

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A farmacêutica Roche, que desenvolve atualmente mais de 50 ensaios clínicos em Portugal, anunciou hoje que vai investir nesta área mais 20 milhões de euros, em dois anos.

Em comunicado, a empresa refere que os 50 ensaios clínicos decorrem em 30 hospitais, 143 centros de ensaio, envolvendo 400 doentes em tratamento e mais de 500 profissionais de saúde, em 16 áreas terapêuticas.

“Os ensaios clínicos representam apenas uma fase em todo o processo de criação de um medicamento, já que desde a fase da descoberta da molécula até ao dia em que um novo fármaco chega aos doentes passam-se, em média, 12 anos, que correspondem a sete milhões de horas de trabalho, 6.585 experiências e ao envolvimento de uma equipa de 423 investigadores”, lê-se no comunicado.

O anúncio do investimento de 20 milhões de euros em Portugal foi feito hoje, no dia em que a Roche realiza uma conferência que pretende “promover o debate e apontar novos caminhos para a investigação clínica desenvolvida em Portugal”.

A conferência sobre novos caminhos da investigação clínica em Portugal contará com a presença do secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, e da secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira.

O organismo que regula o setor do medicamento revelou à Lusa, em maio, que estão atualmente a decorrer em Portugal 353 ensaios clínicos.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) adiantou que “a grande maioria destes ensaios clínicos decorrem em hospitais e centros de ensaios” e que “as principais áreas terapêuticas de investigação destes ensaios clínicos são a oncologia, doenças do sistema nervoso e doenças infeciosas”.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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