Altas temperaturas nos últimos dias com "pequeno aumento da mortalidade"
DATA
01/07/2015 18:45:54
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Jornal Médico
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Altas temperaturas nos últimos dias com "pequeno aumento da mortalidade"

Sol
Os últimos dias que foram marcados por altas temperaturas tiveram um “pequeno aumento da mortalidade”, mas os efeitos do calor ainda não foram significativos na saúde dos portugueses, segundo a subdiretora geral da Saúde.

De acordo com Graça Freitas, o calor que se registou nos últimos dias poderá ter causado perto de uma centena de mortos, que é o aumento da mortalidade registado nesse período, mas que ainda não foi oficialmente atribuída às altas temperaturas recentes.

A especialista em saúde pública ressalvou que Portugal ainda não enfrentou nesta época uma onda de calor, apesar das altas temperaturas que se registaram nos últimos dias.

No entanto, esclareceu, os dias seguidos de calor foram poucos, além do arrefecimento noturno que se tem registado e que impede piores consequências na saúde das pessoas.

Graça Freitas adiantou que a Direção Geral da Saúde (DGS) tem acompanhado a resposta das instituições de saúde – hospitais e centros de saúde – a um eventual aumento da procura devido aos efeitos do calor.

“Está tudo dentro do que é expetável”, afirmou.

A Linha de Saúde 24 registou, desde o dia 20 de junho, um aumento de chamadas devido a sintomas relacionados com as altas temperaturas, passando da média de nove chamadas diárias para as 13.

Segundo Sérgio Gomes, que coordena esta linha de aconselhamento telefónico, o maior número de chamadas relacionadas com o calor registou-se no dia 21, com 26 telefonemas.

Desde 15 de maio que Portugal tem acionado o módulo calor do Plano de contingência para temperaturas extremas adversas.

Da responsabilidade da DGS, este plano visa “promover a proteção da saúde das populações contra os efeitos negativos dos períodos de calor intenso, através de uma avaliação eficaz do risco e do desenvolvimento de respostas apropriadas pelas entidades competentes da saúde, baseada num sistema de previsão, alerta e resposta adequada”.

Trata-se da 11.ª edição deste plano desde que o Ministério da Saúde elaborou o primeiro documento que visou responder a situações como a registada em 2003.

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Editorial | Jornal Médico
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