SINAS@2015: Hospital Eduardo Santos Silva novamente no top da excelência clínica
DATA
14/07/2015 11:49:16
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Jornal Médico
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SINAS@2015: Hospital Eduardo Santos Silva novamente no top da excelência clínica

Hospital Eduardo Santos Silva

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) divulgou há dias os resultados da avaliação da dimensão Excelência Clínica realizada no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS), que abrange atualmente 163 prestadores de cuidados de saúde de natureza hospitalar integrados no sistema (91 públicos, 46 privados e 26 sociais).

Uma vez mais, o Hospital Eduardo Santos Silva, de Vila Nova de Gaia, atualmente integrado no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, obteve o “pleno” da pontuação, conquistando a marca de “Excelência” nas 14 áreas avaliadas. Uma vez mais, alguns dos maiores hospitais nacionais ou declinaram a avaliação… Ou não foram avaliados por falta de dados.

Os resultados agora tornados públicos reportam-se a episódios com alta entre 1 de julho de 2013 e 30 de junho de 2014 e revelam que dos 130 prestadores que se submeteram a avaliação, 80% obtiveram resultados na dimensão Excelência Clínica. Destes, 82% demonstraram cumprir com os critérios de qualidade exigidos pela ERS, tendo obtido a “Estrela” do primeiro nível de avaliação. O mesmo não aconteceu com seis unidades, que viram recusada a estrela por “não ter sido possível aferir do cumprimento de todos os requisitos de qualidade exigidos pela ERS, na medida em que, ou se encontram ainda em fase de organização/submissão dos dados, ou os dados submetidos foram insuficientes para a realização de inferência estatística, ou ainda porque se verificou inconsistência nos dados fornecidos para a avaliação”, refere a ERS em comunicado.

Os 15 prestadores que optaram por não se submeter à avaliação do SINAS, não tendo enviado quaisquer dados relativos aos períodos em análise, foram classificados como “declinou avaliação”. Entre eles, contam-se algumas instituições “de peso” do SNS, com o Centro Hospitalar de S. João, no Porto, que declinou avaliação, ou o Centro Hospitalar do Oeste, que reúne os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras, Peniche e Barro. Também por avaliar no que toca à excelência clínica, ficaram os Hospitais de Lagos e o de Portimão, não tendo sido possível, neste último, aferir todos os parâmetros de qualidade exigidos. Isto nas duas únicas áreas avaliadas (artroplastias totais da anca e do joelho e tratamento cirúrgico da fratura proximal do fémur).

De salientar que muito embora a classificação atribuída pela ERS às instituições tenha sido, no geral, positiva, a verdade é que a maioria das instituições submeteu a avaliação apenas algumas – na maioria dos casos muito poucas – das 14 áreas passíveis de serem avaliadas. Por exemplo, o Hospital de S. José, em Lisboa, recebeu a marca “Excelente”, pela avaliação de apenas 4 áreas. O Hospital de D. Estefânia alcançou o mesmo “galardão” com apenas uma área avaliada e o Hospital de Santa Maria com 9.

De salientar, ainda, que para além dos 15 prestadores que declinaram submeter-se a avaliação, outros 39 não foram avaliados neste parâmetro, entre os quais algumas das mais emblemáticas instituições hospitalares portuguesas, de Norte a Sul do País.

Quanto aos melhores classificados, tal como já sucedeu na avaliação anterior, está o Hospital Eduardo Santos Silva, do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, com as 14 áreas de avaliação previstas no SINUS@Hospitais a receberem o selo de “Excelência”.

Seguem-se os Hospitais Garcia de Orta, em Almada, Idealmed, Unidade Hospitalar de Coimbra e Hospital de Guimarães, todos com 12 “Excelentes”.

Pesem alguma “incongruências” na atribuição do “carimbo” de excelência, a verdade é que os resultados agora alcançados permitem a retirada de conclusões comparativas face ao histórico da avaliação, iniciada em 2010, ano em que foram 36 os prestadores voluntários aderentes ao SINAS e refletem uma melhoria face às 11 avaliações precedentes.

De facto, a evolução dos prestadores que atingiram o primeiro nível de avaliação (estrela) registou um aumento de 23%, de 2012 para a agora divulgada. Esta subida verificou-se no setor público (de 29% em 2012 para 40%, no primeiro semestre de 2014), no setor privado (de 9% para 16%) e no setor social (de 5% para 9%).

Relativamente à última avaliação, e quanto ao segundo nível de avaliação (rating), verificou-se um incremento do número de prestadores que obtiveram nível de qualidade III, nas áreas de Enfarte Agudo do Miocárdio (75%), Cirurgia do Cólon (50%) e Obstetrícia (50%).

O registo da melhoria generalizada da dimensão excelência clínica, na totalidade das áreas clínicas avaliadas, tem vindo a ser denominador comum em todas as publicações. Quanto aos resultados, de uma forma global, verifica-se a melhoria do cumprimento dos indicadores associados a diferentes áreas.

É o que acontece relativamente à antibioterapia profilática, administrada na hora anterior à cirurgia e a sua interrupção no período previsto nas guidelines preconizadas pelo SINAS, no que concerne aos procedimentos cirúrgicos das artropatias da anca e do joelho, histerectomias, cirurgia do cólon e cirurgia vascular.

Outra área em que se registaram melhorias foi a da seleção do antibiótico profilático, em conformidade com as guidelines preconizadas pelo SINAS, nas áreas cirúrgicas, como a cirurgia do cólon e cirurgia vascular. E também a administração atempada e correta da profilaxia do tromboembolismo venoso nos procedimentos cirúrgicos das artropatias da anca e do joelho e das histerectomias.

A manutenção da eficácia do cumprimento dos indicadores, próximo dos 100%, para os indicadores associados ao diagnóstico de Enfarte Agudo do Miocárdio, nomeadamente o cumprimento de procedimentos nos cuidados prestados no momento inicial do internamento aos “doentes-padrão” com este diagnóstico, bem como a prescrição de terapêutica adequada no momento da alta é também destacada no relatório da ERS.

Segundo a instituição presidida por Jorge Simões, estes resultados, particularmente os referentes à seleção, administração e interrupção da antibioterapia profilática, contribuem de forma significativa para melhorar os indicadores relativos à infeção hospitalar, auxiliando à redução da sua incidência. Já os indicadores relativos à profilaxia do tromboembolismo venoso, de aplicação transversal nas instituições hospitalares, têm impacto direto na morbilidade dos doentes.

Refira-se que todos os indicadores utilizados no âmbito da avaliação do SINAS têm por base as mais atuais guidelines internacionais, assentes em evidência científica permitindo uma abordagem multidimensional da qualidade global dos serviços de saúde, cobrindo as dimensões da excelência clínica, segurança do doente, adequação e conforto das instalações, focalização no utente e satisfação deste.

Os dados agora tornados públicos respeitam apenas, insista-se, à avaliação da dimensão Excelência Clínica dado tratar-se da única dimensão do SINAS que é objeto de atualização semestral. De acordo com a ERS, “os resultados das restantes dimensões mantêm-se inalterados, face à última publicação (Dezembro de 2014), estando prevista a sua atualização para dezembro de 2015”.

Os resultados agora tornados públicos reportam-se a episódios com alta entre 1 de Julho de 2013 e 30 de Junho de 2014, no contexto das áreas de Neurologia (acidente vascular cerebral); Cirurgia de Ambulatório; Cardiologia (enfarte agudo do miocárdio); Ginecologia (histerectomias); Obstetrícia (partos e cuidados pré-natais); Ortopedia (artroplastias da anca e joelho e correção cirúrgica de fraturas proximais do fémur); Pediatria (pneumonia e cuidados neonatais); Cuidados Intensivos (unidade de cuidados intensivos); Cirurgia Geral (cirurgia do cólon); Angiologia e Cirurgia Vascular (cirurgia de revascularização arterial) e Cirurgia Cardíaca (cirurgia de revascularização do miocárdio e cirurgia valvular e outra cirurgia cardíaca não coronária).

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Sejam Felizes
Editorial | António Luz Pereira, vice-presidente da APMGF
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O início de cada ano é também o início do percurso de milhares de novos médicos. A todos, mas especialmente aqueles que como nós escolheram como futuro ser Médico de Família, queremos receber-vos com um desejo e um desafio. Que sejam felizes e façam com que aqueles que se cruzam convosco sejam felizes. Desejamos profundamente que este internato de formação específica em MGF seja um caminho de felicidade. Que se sintam totalmente realizados por terem escolhido a melhor especialidade do mundo. Que sejam felizes no internato, para que possam ser ainda mais felizes fora dele.

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