Câmara de Boticas paga a médicos para aumentar horas de consulta

Consulta
A Câmara de Boticas anunciou ontem que vai assegurar o pagamento a médicos com vista ao aumento do número de horas de consultas no centro de saúde local.

Para o efeito, o município assina hoje, 29 de julho, um protocolo com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte).

O presidente da autarquia, o social-democrata Fernando Queiroga, disse à agência Lusa o objetivo é reforçar o número de horas de consulta no Centro de Saúde de Boticas, aumentando em 12 horas semanais (seis às quintas e seis às sextas-feiras) o horário de atendimento médico.

Os clínicos vão trabalhar no serviço de atendimento permanente do centro de saúde local.

“Para garantir este aumento de horas de consultas, o município irá assegurar na íntegra o pagamento dos encargos mensais com o vencimento dos médicos decorrente desta atividade assistencial suplementar”, explicou o autarca.

Esta medida vai custar cerca de 250 mil euros anuais aos cofres desta câmara do distrito de Vila Real.

Fernando Queiroga salientou que este protocolo é o culminar de uma luta que o município trava há cerca de meio ano devido à falta de médicos no centro de saúde local, de onde saíram dois profissionais, que se reformaram, e onde se mantêm três ao serviço.

O autarca referiu ainda que existem atualmente 1600 utentes sem médico de família no concelho.

“A saúde é uma das maiores prioridades e das maiores preocupações que eu tenho no concelho neste momento, porque, efetivamente, a minha população não está a usufruir de todos os seus direitos”, salientou.

Fernando Queiroga referiu ainda que se trata de uma população idosa, que está suscetível a mais doenças, com fracos recursos económicos e com maiores dificuldades em que deslocar.

“Hoje e amanhã (quarta-feira) sou um presidente muito feliz. Hoje recebemos também uma ambulância INEM. Esta era também uma lacuna que havia no nosso concelho”, frisou ontem, dia de julho.

O INEM entregou aos bombeiros 36 ambulâncias, que se destinam à estabilização e transporte de doentes que necessitem de assistência durante o transporte.

O autarca disse estar “muito satisfeito com estas duas vitórias” porque a população “vai ficar

Um ano depois…
Editorial | Susete Simões
Um ano depois…

Corria o ano de 2020. A Primavera estava a desabrochar e os dias mais quentes e longos convidavam a passeios nos jardins e nos parques, a convívios e desportos ao ar livre. Mas quando ela, de facto, chegou, a vida estava em suspenso e tudo o que era básico e que tínhamos como garantido, tinha fugido. Vimos a Primavera através de vidros, os amigos e familiares pelos ecrãs. As ruas desertas, as mensagens nas varandas, as escolas e parques infantis silenciosos. Faz agora um ano.

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