
As autoridades sanitárias angolanas decidiram prorrogar por mais uma semana a campanha de vacinação contra a poliomielite, prevista para terminar ontem, 16 de agosto, informou fonte ligada à atividade.
Segundo a chefe de vacinação na província de Luanda, Felismina Neto, na capital angolana a campanha vai terminar apenas na sexta-feira para uma maior cobertura.
A responsável avançou que nesses dias a campanha será reforçada em escolas, hospitais, creches, igrejas e mercados.
Felismina Neto, citada pela agência noticiosa angolana Angop explicou que a possibilidade de algumas mães se terem "distraído", levou à referida decisão.
Em Luanda, estava prevista a vacinação de mais de um milhão de crianças menores de cinco anos.
A campanha nacional, que teve início na sexta-feira passada, previa a imunização de perto de cinco milhões de crianças.
Angola vai avançar em novembro com o processo de certificação da erradicação da poliomielite do país, doença sobre a qual as autoridades nacionais não têm registo de qualquer caso há quatro anos.
Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.
Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.