OMS cria em Macau centro de cooperação para a medicina tradicional chinesa
DATA
18/08/2015 11:00:28
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Jornal Médico
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OMS cria em Macau centro de cooperação para a medicina tradicional chinesa

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) criou hoje em Macau o Centro de Cooperação de Medicina Tradicional chinesa, uma plataforma que servirá para a região se afirmar na formação de especialistas e na cooperação internacional.

Para o Secretário dos Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, a medicina tradicional chinesa, à qual recorreu 28% da população local ao longo de 2014, é "muito útil na prevenção de doenças" e "através dos tratamentos da medicina tradicional as pessoas poderão viver melhor".

Alexis Tam referiu que o novo centro demonstra a "confiança" da Organização Mundial de Saúde na "competência e capacidade" de Macau para a promoção das medicinas alternativas, como a tradicional chinesa, que na cidade tem "muitos anos de aplicação".

O Centro da OMS visa a "formação profissional" de médicos de medicina tradicional, quer locais, quer estrangeiros.

"Este centro de cooperação de medicina tradicional chinesa é um centro de ação de formação para as pessoas [aprenderem] como gerir serviços de saúde na área da medicina tradicional e obter uma formação continua no âmbito desta medicina", afirmou.

O lançamento do centro decorreu na abertura do Fórum Internacional de Medicina Tradicional, que reúne em Macau cerca de 300 especialistas e responsáveis políticos de 27 países ou regiões.

Para Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, a medicina tradicional tem vindo a conquistar adeptos, já que entre os Estados membros da instituição que dirige, entre 1999 e 2012, passaram de 25 a 69 aqueles que definiram políticas sobre a medicina tradicional, aumentaram de 65 para 119 os que regularam a utilização de ervas no tratamento de pacientes e subiram de 19 para 73 aqueles que passaram a dispor de um centro de investigação de medicinas alternativas.

A mesma responsável lembrou também que muitas pessoas sem recursos e doentes não se deslocam a clínicas ou centros de urgência, "porque nenhum deles está disponível ou acessível", recorrendo à medicina tradicional, "não como primeira escolha, mas como a única opção disponível".

Já o diretor da Administração Estatal de Medicina Tradicional Chinesa, Wang Guoqing, explicou que o desenvolvimento desta valência dos cuidados de saúde disponibiliza atualmente na China 3.590 hospitais com 600.000 camas.

No entanto, acrescentou, há que "potenciar a investigação para combinar os melhores elementos possíveis para prevenir doenças" para que a medicina cumpra o seu papel de "melhorar a qualidade de vida" das populações e garantir o maior número de beneficiários.

O Fórum, que se prolonga até sexta-feira, tem como tema principal "Como implementar as estratégias de medicina Tradicional da Organização Mundial de Saúde".

Além do centro da Organização Mundial de Saúde, Macau dispõe ainda de um laboratório criado pelas Universidades de Macau e de Ciência e tecnologia e do parque científico e industrial de medicina tradicional chinesa, criado no âmbito da cooperação com a província continental chinesa de Guangdong.

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