Valongo questiona ARS-N sobre “risco” de 1.700 utentes de Alfena perderem MF
DATA
21/09/2015 13:00:33
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Jornal Médico
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Valongo questiona ARS-N sobre “risco” de 1.700 utentes de Alfena perderem MF

csvalongo
O presidente da câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, questionou a Autoridade Regional de Saúde do Norte (ARS-N) sobre o "risco" de 1.700 utentes em Alfena virem a perder o seu médico de família.

Em causa está o concurso para contratação de médicos de família na Região Norte e, conforme se lê na carta que o autarca enviou quarta-feira à ARS-N, esta câmara teme que "1.700 cidadãos de Alfena percam a sua médica de família", referindo-se a uma profissional que integra o Agrupamento de Centros de Saúde Maia/Valongo.

Aproveitando para lembrar que os autarcas dos dois municípios, referindo-se a Valongo e à Maia, ambos do distrito do Porto, "nunca estiveram de acordo" com a organização deste agrupamento, José Manuel Ribeiro recorda à ARS-N compromissos assumidos designadamente aquando do encerramento do Serviço de Urgência Básica do Hospital Nossa Senhora da Conceição, unidade que integra o Centro Hospitalar de São João.

"Ainda existem alguns milhares de cidadãos no nosso município que infelizmente não possuem médico de família", lê-se na carta que o autarca de Valongo dirigiu à ARS-N que solicita esclarecimentos com "caráter de urgência".

É também objetivo da autarquia de Valongo, referiu o presidente, "tranquilizar o município sobre a inexistência de situações similares nas restantes unidades de saúde públicas que existem no concelho".

A agência Lusa contactou a ARS-N que, em resposta escrita, garantiu que "não há qualquer utente, nem de Alfena, nem do concelho de Valongo que, agora, tenha ficado sem médico de família".

"E a ARS-N pode garantir que não serão reduzidos os atuais níveis de cobertura assistencial", lê-se na resposta.

A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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