MSD na luta contra o Ébola
DATA
20/01/2016 17:58:42
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Jornal Médico
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MSD na luta contra o Ébola

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A MSD juntou-se à aliança GAVI (Aliança Global para Vacinas e Imunização) - órgão de referência no acesso à vacinação em países sub-desenvolvidos - para a elaboração de um plano de ataque a novos surtos de Ébola.

Este acordo assenta no desenvolvimento e fornecimento de uma vacina que poderá ser armazenada preventivamente pela GAVI em proteção contra possíveis surtos da doença.

Embora a vacina esteja ainda em desenvolvimento, a MSD assegura que 300 mil doses do medicamento estarão disponíveis a partir de maio deste ano para uso em ensaios clínicos ou em situações de emergência.

Seth Barkley, CEO da GAVI, relembra que “o sofrimento causado pela crise do Ébola foi uma chamada de atenção para muitos na comunidade internacional de cuidados de saúde. Novas ameaças requerem soluções inteligentes e o nosso inovador acordo com a MSD irá assegurar que estamos preparados para futuros surtos que possam surgir.”

Barkley chama também a atenção para o facto de que “sabemos que ainda existem reservatórios de Ébola (…) quanto mais aprendermos com o devastador impacto desta crise, mais preparados estaremos para outros potenciais surtos de doença. O mundo ainda está muito mal preparado para futuras ameaças à saúde pública e é necessária uma mudança de mentalidade para assegurar que investimos em investigação hoje de modo podermos proteger-nos no futuro”.

A 14 de janeiro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tinha anunciado que nenhum novo caso de Ébola tinha sido indicado nos três países mais afetados no último mês. Contudo, pouco depois deste anúncio, a Serra Leoa reportou uma morte causada por esta doença infecciosa.

Embora o desenvolvimento de uma vacina para o Ébola tenha começado há mais de uma década, na altura do surto nenhuma das vacinas estava sequer em fase III de ensaios clínicos.

Esta epidemia tirou a vida a mais de 11 mil pessoas e teve um efeito devastador em diversos sistemas de saúde, nomeadamente nos programas de imunização pediátrica.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: