Conhecidos primeiros candidatos à presidência da SRNOM
DATA
01/03/2016 11:29:57
AUTOR
Jornal Médico
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Conhecidos primeiros candidatos à presidência da SRNOM

Ordem Medicos

O presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes, anunciou ontem a sua candidatura à presidência da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos para o triénio 2017-2019 cujas eleições deverão ser marcadas no final do ano.

O anúncio da candidatura de Rui Nunes, médico e professor catedrático da Faculdade de Medicina do Porto, “surge na sequência de uma série de apelos de profissionais médicos de todo o país e de todas as especialidades, para que possa pôr a sua vasta experiência em todos os domínios da saúde ao serviço dos médicos, numa altura em que a profissão se depara com uma série de desafios novos”, refere o comunicado ontem divulgado.

Numa altura em que “o exercício da profissão médica passou a estar sob forte escrutínio social” Rui Nunes candidata-se à liderança da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos sob o lema “Dignidade e Afirmação”.

"A interpelação sistemática dos valores que orientam a profissão médica é uma preocupação crescente", revela o também diretor do Departamento de Ciências Sociais e Saúde da Faculdade de Medicina do Porto para quem “as fortes restrições sociais e económicas que o país e os serviços de saúde sofreram nos últimos anos ditaram até dificuldades na boa aplicação das práticas médicas”.

Grande impulsionador do Testamento Vital e primeiro presidente da Entidade Reguladora da Saúde, Rui Nunes assume ainda a preocupação com as questões éticas e deontológicas e com as questões da formação de jovens médicos, que “pela primeira” estão a enfrentar o desemprego.

“Estes são pontos fortes de uma candidatura que apresentará muito em breve de forma exaustiva todo o programa que submeterá ao sufrágio dos médicos do Norte, no ato eleitoral que está marcado para o final do corrente ano”, explica o documento.

O diretor do serviço de oncologia do Centro Hospitalar do Porto, António Araújo, anunciou também a sua candidatura, pretendendo “continuar na defesa do ato médico”.

“Esta candidatura surge na sequência do trabalho feito pelo atual corpo de gestão da Secção Regional do Norte, pela continuação do trabalho até aqui efetuado”, afirmou à agência Lusa o candidato, que é também vice-presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos.

Presidente da Pulmonale, Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro, e professor no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, António Araújo junta-se assim à corrida à presidência da secção regional do Norte da Ordem.

“Estamos pelos médicos e na defesa do ato médico para os doentes”, realçou o candidato.

António Araújo explicou ainda que a sua candidatura reflete a vontade de “continuar na defesa do ato médico, da ética e deontologia médica” e que pretende também “apoiar Miguel Guimarães [atual presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos] na sua candidatura a bastonário”.

Sobre o trabalho desenvolvido na Secção Regional do Norte, António Araújo destacou a “ação muito grande a nível de defesa da qualidade de formação pré-graduada”, nomeadamente ao nível da definição de numerus clausus.

Já no ensino pós-graduado, lembrou a atividade desenvolvida na defesa dos internos e para “assegurar o maior número de vagas possível com qualidade para formar o maior número de especialistas”.

“A secção regional do Norte tem participado em todos os problemas que afetam a classe, como agora a questão da eutanásia. Queremos envolver todos os colegas médicos em todas estas questões para promover a qualidade da medicina”, assinalou.

As eleições para o triénio 2017-2019 da Ordem dos Médicos deverão ser marcadas para a terceira semana de janeiro de 2017.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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