Médicos do Centro contra contratação por empresas privadas no SNS
DATA
31/03/2016 19:34:41
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Jornal Médico
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Médicos do Centro contra contratação por empresas privadas no SNS

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A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (OM) defendeu hoje que devem ser os hospitais e os centros de saúde a contratar os médicos de que precisam, para acabar com o pagamento destes profissionais à hora.

“Têm surgido muitas empresas privadas de contratação de médicos sem a mínima vocação para a área da saúde e que têm como único objetivo o lucro cego”, afirma o presidente da estrutura regional da OM, Carlos Cortes, em comunicado.

Para Carlos Cortes, “é urgente tomar uma decisão” nesta área e o Ministério da Saúde “não pode pactuar com este negócio que coloca em causa a qualidade” dos cuidados prestados no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“O monopólio da contratação dos médicos, nomeadamente para serviços de urgência, tem de ser obrigatoriamente dos hospitais e não de empresas cujo fim é lucrativo e não da qualidade da prestação dos cuidados de saúde”, preconiza.

O dirigente exige “o fim da hegemonia das empresas de subcontratação para os recursos humanos” no SNS, o qual, na sua opinião, “não pode ficar dependente destas empresas intermediárias”.

Em janeiro, perante “incumprimento e falhas graves nas escalas” em várias unidades de saúde do país, solicitou ao Governo a realização de uma auditoria às empresas de subcontratação de médicos.

“É urgente acabar com este negócio. A bem de uma saúde de qualidade e em nome dos doentes, os hospitais e centros de saúde deveriam contratar diretamente os seus profissionais, através de concursos públicos transparentes”, sublinhou.

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Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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