Mais de um milhão de portugueses sofrem de obesidade e cerca de metade da população adulta tem excesso de peso, lembra a Ordem dos Nutricionistas, que reclama mais profissionais nos centros de saúde.
“A obesidade é um peso muito além do peso e tem faltado atuação governamental para a resolução deste problema”, refere a Ordem dos Nutricionistas numa nota a propósito do Dia Nacional e Europeu da Obesidade, que se assinala a 21 de maio.
A Ordem considera que é essencial aumentar o número de nutricionistas nos cuidados de saúde primários, permitindo a aplicação de um “sistema integrado de vigilância alimentar e nutricional”.
Também a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, que organizou um seminário sobre o tema, lembra que, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 16,4% da população adulta portuguesa sofre de obesidade e que 52,8% da população tem excesso de peso.
“Vivemos numa sociedade que incentiva o consumo de comida rápida, altamente prejudicial para a saúde, e o sedentarismo das oito horas de escritório”, indicam os especialistas da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO).
O seminário “Obesidade: uma responsabilidade de todos” pretende abordar o contributo de todo a sociedade para a prevenção do excesso de peso, segundo explicou a presidente da SPOE, Paula Freitas, lembrando que professores, médicos, enfermeiros, nutricionistas, políticos, autarcas, todos podem contribuir.
As implicações do excesso de peso estendem-se a outros problemas de saúde, com a obesidade a estar intrinsecamente relacionada com diabetes, hipertensão ou doenças cardiovasculares.
Também para assinalar o Dia Nacional e Europeu da Obesidade, a Direção-geral da Saúde (DGS) vai começar a lançar um conjunto de vídeos de curta duração com receitas saudáveis, partilhadas nas redes sociais.
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.