Associação Portuguesa de Bioética defende profissionais de saúde nas escolas
DATA
01/07/2016 14:06:46
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Jornal Médico
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Associação Portuguesa de Bioética defende profissionais de saúde nas escolas

Escola

O presidente da Associação Portuguesa de Bioética e professor da Faculdade de Medicina do Porto, Rui Nunes, afirma ser necessária a existência de profissionais de saúde no ensino escolar: “Cada escola será uma escola, mas provavelmente haverá a necessidade de um ou, porventura, mais do que um profissional de saúde dentro dos estabelecimentos ou no agrupamento. Enfim, será uma questão organizativa, mas obviamente tem de haver profissionais para as questões da saúde escolar”.

A propósito de um seminário Sobre Carreiras Especiais para os Não Docentes que hoje terá lugar no auditório da Escola Secundária da Lixa, Rui Nunes defende que é crucial dar "novos passos para a modernidade”, por exemplo através de rastreios auditivos, visuais e orais nos estabelecimentos de ensino.

Rui Nunes alerta para os problemas auditivos que muitas crianças têm e que passam despercebidos na sociedade, afirmando que deveriam ser feitos rastreios no sentido de acompanhar de perto situações que possam ocorrer também a nível da visão, locomoção ou de possíveis problemas respiratórios.

Na sua intervenção, o presidente da Associação de Bioética abordará o caso das crianças com necessidades educativas especiais que, defende, merecem particular atenção, sobretudo a nível de integração social. Casos de surdez profunda ou autismo têm de ser tidos em conta, mas para tal, há que investir em profissionais adequados: “a minha experiência noutros domínios diz-me que, muitas vezes, não são precisos mais recursos materiais, é uma questão de melhor gestão, melhor distribuição e melhores escolas. Se calhar, com os mesmos recursos, podemos fazer mais (…) temos uma demografia que ajuda. Ao contrário da saúde, em que a procura é cada vez maior, nas escolas há menos jovens, logo é teoricamente mais fácil resolver os problemas”, frisou.

Segundo Rui Nunes, é preciso apostar “na dimensão preventiva, não só de rastreio e de diagnóstico, mas de prevenção. No fundo, na educação para a saúde, que tem de ser levada a cabo e concretizada por especialistas na matéria”.

O seminário sobre Carreiras Especiais para os Não Docentes é organizado pela Federação Nacional da Educação (FNE) e pelo Sindicato dos Técnicos Superiores, Assistentes Técnicos e Assistentes Operacionais (STAAEZN), que representa os trabalhadores não docentes da zona Norte.

A iniciativa conta com a presença do secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, de representantes dos diretores escolares (ANDE e ANDAEP), de deputados dos diferentes partidos, da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) e de autarcas.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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