Ministro confirma descida de portugueses sem médico de família para 500 mil
DATA
16/09/2016 12:31:51
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Jornal Médico
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Ministro confirma descida de portugueses sem médico de família para 500 mil

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O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou ontem em Coimbra, que, no final deste ano, o número de portugueses sem médico de família baixará para cerca de 500 mil.

As declarações surgem aquando do 37.º aniversário do SNS, promovidas pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e a Administração Regional de Saúde do Centro, tendo como tema "O Serviço Nacional de Saúde e o resgate da dignidade". O encontro contou com a presença do primeiro ministro, António Costa, entre outras entidades governamentais.

Nos últimos meses foi feita "a maior colocação de médicos de família de que há memória em Portugal", afirmou o governante, sublinhando que "fecharemos este ano com pouco menos de 500 mil portugueses sem médico de família".

Quando "chegámos [ao Governo], em novembro, havia um milhão e 100 mil portugueses sem médico de família", salientou o Ministro da Saúde, que falava na sessão de homenagem ao SNS, que hoje comemora o 37.º aniversário, e ao seu criador António Arnaut.

Além desta, outras importantes medidas, como a instalação (em curso) de 684 camas de cuidados continuados, têm sido adotadas pelo Governo, exemplificou Adalberto Campos Fernandes.

No mesmo dia "foi aprovado um documento importantíssimo" pelo Governo, durante a reunião de Conselho de Ministros dedicada exclusivamente à saúde, que decorreu em Coimbra, sobre a regulamentação dos atos de saúde por parte dos diferentes profissionais ligados ao setor.

O documento, cuja validação pelas diversas ordens profissionais foi sublinhada pelo governante, procura garantir a sinergia entre os grupos profissionais envolvidos, simultaneamente ou de forma articulada, na prestação de cuidados de saúde, valorizando o trabalho em equipa e a interdependência.

"Eu sei que hoje as notícias são mais saber se é proibido fumar à porta" de escolas ou unidades de saúde "porque isso é que é a espuma da comunicação social", pois é "mais interessante e mais apelativo".

Mas "nós assumimos que no SNS está muita coisa por fazer e há muita coisa que está mal", reconheceu Adalberto Campos Fernandes.

"A escassez de recursos implica que em cada momento o país faça escolhas criteriosas, objetivas, onde não será possível em cada momento dar tudo a todos em iguais condições", sublinhou.

O ministro frisou que a obrigação da tutela "é começar por definir prioridades e dar àqueles que mais precisam aquilo que ‘emergentemente’ necessitam".

As cerimónias de homenagem ao advogado António Arnaut, autor da lei que criou o SNS em 1978, incluiu a inauguração de um busto do advogado de Coimbra, que ficou localizado no centro de uma rotunda que dá acesso ao auditório dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Na sessão, o primeiro-ministro, António Costa, disse que a melhor forma de defender o SNS é desenvolver mais políticas de saúde na rede pública.

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Editorial | Nuno Jacinto
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