OMS: Discriminação pela idade está generalizada, sobretudo nos países ricos
DATA
30/09/2016 12:01:58
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Jornal Médico
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OMS: Discriminação pela idade está generalizada, sobretudo nos países ricos

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Os resultados de um inquérito da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 60% das pessoas consideram que os idosos não são respeitados, levando aquele organismo a lançar um alerta para a generalização da discriminação em função da idade, sobretudo nos países ricos, com impacto negativo na saúde física e mental dos idosos, contribuindo para a depressão e isolamento.

A chamada de atenção, decorrida ontem a propósito do Dia Internacional das Pessoas Idosas, resultada de um estudo que abrangeu mais de 83 mil pessoas em 57 países com o objetivo de avaliar as atitudes perante os idosos em todas as faixas etárias, que permitiu concluir que os níveis mais baixos de respeito surgem nos países de alto rendimento.

"Esta análise confirma que o etarismo [discriminação em função da idade] é extremamente comum. No entanto a maioria das pessoas não tem qualquer consciência dos estereótipos subconscientes que mantém sobre as pessoas mais velhas", afirmou o diretor da OMS para o Envelhecimento e Curso de Vida, John Beard.

O responsável compara esta forma de discriminação com o sexismo e o racismo e lembra que é possível mudar as normas sociais. "É tempo de parar de definir as pessoas pela sua idade. Isso resultará em sociedades mais prósperas, mais igualitárias e mais saudáveis."

“As atitudes negativas sobre o envelhecimento e os idosos podem ter "consequências significativas para a saúde física e mental" dos idosos, alertou a OMS.

Outros estudos igualmente recentes, citados pela OMS, demonstram que as pessoas mais velhas que têm uma ideia negativa do seu próprio envelhecimento não recuperam tão bem das doenças e vivem em média menos 7,5 anos do que as pessoas com uma atitude mais positiva.

Estima-se que, até 2025, o número de pessoas com mais de 60 anos duplique, e até 2050 deverá alcançar os dois mil milhões em todo o mundo.

A coordenadora do departamento de Envelhecimento e Curso de Vida na OMS, Alana Officer, recordou que "o etarismo pode ter muitas formas", incluindo a representação das pessoas idosas como frágeis, dependentes e desligadas da realidade nos media, práticas discriminatórias como o racionamento dos cuidados de saúde por idade ou políticas institucionais como a reforma obrigatória a uma determinada idade.

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Editorial | António Luz Pereira, vice-presidente da APMGF
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