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A abertura da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Abrantes, prevista para abril, vai permitir uma redução de cerca de 40% do número de utentes sem médico atribuído, que corresponderá a cerca de 4.500 utentes.

Em resposta enviada à Lusa pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), pode ler-se que o concelho de Abrantes, no distrito de Santarém, tem hoje cerca de 35.800 utentes inscritos, dos quais cerca de 10.900 utentes sem médico de família.

"Com o arranque da nova Unidade de Saúde Familiar (USF) de Abrantes prevê-se uma descida significativa, na ordem dos 40%, de redução do número de utentes sem médico atribuído do concelho, que corresponderá a cerca de 4.500 utentes", referiu fonte oficial da ARSLVT.

A Câmara de Abrantes fez um investimento de um milhão e cinquenta mil euros no novo equipamento de saúde, no centro da cidade, que vem substituir o antigo centro de saúde, a funcionar dentro do hospital de Abrantes, em instalações cedidas pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

Os processos de aquisição de equipamento diverso para recheio da nova USF, conduzidos pelos serviços centrais da ARSLVT, tiveram um encargo que ascendeu aos 80 mil euros, informou a entidade de saúde.

"O processo para o equipamento informático e respetivos circuitos que vão ser instalados, para cerca de 28 postos de trabalho, está a decorrer dentro dos prazos previstos", observou a mesma fonte, tendo referido que "o arquiteto responsável pelo empreendimento por parte da Câmara de Abrantes considera que a entrega do edifício poderá ser realizada no fim de março. A proposta de abertura da unidade no mês de abril pode ser avançada, assim que estejam reunidas as condições".

Na mesma nota informativa pode ler-se que "o CHMT voltará a disponibilizar das instalações onde funciona atualmente o centro de saúde de Abrantes, e atualmente cedidas ao ACES do Médio Tejo".

A nova USF de Abrantes tem, nesta fase inicial, uma equipa de profissionais que conta com cinco médicos, cinco enfermeiros e quatro administrativos.

O município é composto por 19 freguesias e tem uma população de perto de 40 mil habitantes.

Em declarações à agência Lusa, Maria do Céu Albuquerque (PS) congratulou-se com a conclusão de uma obra que "vai permitir dar resposta ao problema da falta de médicos, uma preocupação sentida há alguns anos".

A autarca notou que a construção desta obra era "fundamental no âmbito da regeneração urbana em curso e para criar as melhores condições para poder atrair mais profissionais de saúde" para Abrantes, município ligado ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo.

A direção do ACES Médio Tejo, que abrange 11 municípios e um universo de cerca de 227 mil utentes, referiu que, atualmente, o problema de falta de médicos se faz sentir em especial nos concelhos de Abrantes, Ferreira do Zêzere, Sardoal, Torres Novas e Ourém, tendo referido que, à data de fevereiro, "seriam necessários mais 17 médicos para os cerca de 33 mil utentes que se encontram atualmente sem médico de família".

A Câmara Municipal de Abrantes aprovou já este mês, no dia 1 de março, os procedimentos para que seja lançado o concurso público referente à empreitada de construção de uma outra Unidade de Saúde Familiar, em Rossio ao Sul do Tejo, num investimento de cerca de 350 mil euros.

Com um prazo de execução de 210 dias, a USF do Rossio vai nascer no edifício do antigo mercado, sendo que o financiamento para a obra já está assegurado, disse Maria do Céu Albuquerque, presidente da autarquia.

Enquanto decorrem as obras de requalificação, o atual Polo do Rossio ao Sul do Tejo, onde estão inscritos à presente data 4.000 utentes, "manter-se-á em atividade", assegurou a ARSLVT.

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A nova Unidade de Saúde Familiar (USF) de Abrantes vai ficar concluída na quarta-feira e iniciar funções em abril, contando já com cinco médicos para o atendimento a 10 mil utentes, informou hoje o município.

A Câmara de Abrantes fez um investimento de um milhão e cinquenta mil euros no novo equipamento de saúde, no centro da cidade, que vem substituir o antigo centro de saúde e já tem, nesta fase inicial, uma equipa de profissionais para a sua que conta ainda com cinco enfermeiros e quatro administrativos.

A equipa “vai, para já, prestar cuidados a mais de 10 mil utentes, dos quais aproximadamente 4.500 não têm, de momento, médico de família", destacou a presidente da autarquia.

Em declarações à agência Lusa, Maria do Céu Albuquerque (PS) congratulou-se com a anunciada conclusão de uma obra que "vai permitir dar resposta ao problema da falta de médicos, uma preocupação sentida há alguns anos".

A autarca notou que a construção desta obra era "fundamental no âmbito da regeneração urbana em curso e para criar as melhores condições para poder atrair mais profissionais de saúde" para Abrantes, município ligado ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo.

Em informação enviada à Lusa, a direção do ACES Médio Tejo, que abrange 11 municípios, referiu que, atualmente, o problema de falta de médicos se faz sentir em especial nos concelhos de Abrantes, Ferreira do Zêzere, Sardoal, Torres Novas e Ourém.

"Num universo de cerca de 227 mil utentes, seriam necessários mais 17 médicos para os cerca de 33 mil utentes que se encontram atualmente sem médico de família", apontou

A presidente da Câmara de Abrantes, município composto por 19 freguesias e com uma população de perto de 40 mil habitantes, fez notar que, embora não tenha competências específicas nesta área, "a autarquia não se podia desresponsabilizar, assumindo ser parte ativa na procura de soluções que pudessem minorar as dificuldades e arcando por inteiro este investimento na sua componente nacional", num projeto financiado por fundos comunitários.

Maria do Céu Albuquerque referiu que o município de Abrantes criou ainda um incentivo financeiro de nove mil euros/ano à permanência dos médicos que sejam reconhecidos pelo ACES e que vierem a integrar a USF de Abrantes.

O incentivo financeiro, que "servirá de complemento salarial", será suportado pelo orçamento camarário e durará dois anos, podendo ser prorrogado por mais um.

O futuro Centro de Saúde de Abrantes terá três pisos, um deles subterrâneo, com 41 lugares de estacionamento e áreas técnicas, e será dotado de elevador comunicante com todos os pisos.

O projeto do novo edifício que vai albergar a USF de Abrantes incluiu a demolição parcial da antiga garagem rodoviária, um edifício que foi construído em meados do século XX e apresentava sinais de degradação.

 Lusa

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A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes (CUSPCA) anunciou ontem a recolha de quase 7.000 assinaturas pela manutenção da maternidade no hospital de Abrantes, no distrito de Santarém.

No Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), os diversos serviços estão repartidos, em regime de complementaridade, entre as três unidades hospitalares que o constituem – Abrantes, Tomar e Torres Novas –, estando a maternidade instalada em Abrantes, a cerca de 150 quilómetros de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, no pólo da União de Freguesias de Rossio ao sul do Tejo, o porta-voz da CUSPCA, Manuel Soares, congratulou-se com os resultados da campanha em defesa da maternidade, referindo que "as 6.895 assinaturas recolhidas só foram possíveis com a colaboração de muito do comércio local".

A iniciativa "teve para já o mérito de o Ministério da Saúde vir dizer que não está decidido o encerramento da maternidade" em Abrantes, concelho com cerca de 40 mil habitantes.

O porta-voz da CUSPCA destacou a importância do lançamento de um abaixo-assinado para "reafirmar a necessidade de cuidados de proximidade e qualidade", sublinhando as "constantes informações oficiais que colocam em causa a permanência de muitos serviços hospitalares, nomeadamente a maternidade".

O coordenador da CUSPCA afirmou "continuar a temer pelo encerramento da maternidade num futuro mais ou menos próximo".

"A publicação da portaria 82/2014, que visa a reclassificação das unidades hospitalares, o contínuo decréscimo de partos na maternidade de Abrantes (muito longe dos 1.500, que é o número mínimo referenciado como ideal para um serviço de qualidade), a incerteza quanto a anunciados encerramentos, e a apatia das sucessivas administrações do CHMT na promoção e dinamização da maternidade de Abrantes" são os motivos apontados.

As assinaturas recolhidas ao longo dos últimos dois meses vão ser enviadas ao ministro da Saúde e o resultado obtido vai ser dado a conhecer aos grupos parlamentares, autarcas e aos responsáveis das unidades de saúde da região.

"A importância social e humana do serviço de maternidade para o concelho de Abrantes e para toda a região merece que continuemos atentos e mobilizemos as populações em sua defesa", reforçou Manuel Soares, tendo defendido ainda que a cobertura de todo o território concelhio, ao nível de cuidados primários de saúde, "obriga à existência de unidades de saúde móveis e à colocação de médicos de família nas freguesias com mais população".

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hospitaldeabrantesA Câmara Municipal de Abrantes recebeu autorização da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para avançar com incentivos financeiros de 9 mil euros por ano aos médicos de família que queiram instalar-se no concelho.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), disse que a ARSLVT informou "não ter nada a opor" aos incentivos financeiros que a autarquia quer dar a médicos para estes se fixarem em Abrantes, concelho com cerca de 40 mil habitantes e que tem actualmente 40% dos utentes sem médico de família atribuído.

No início do ano, a ARS-LVT havia negado a pretensão da autarquia, tendo então considerado que o incentivo financeiro criado pela autarquia para a instalação de médicos na futura Unidade de Saúde Familiar (USF) era um "factor de promoção de desigualdade entre municípios", uma leitura assente na disponibilidade financeira que Abrantes demonstrou ter e que poderia diferir em outros municípios.

Maria do Céu Albuquerque, presidente da autarquia, não concordou com o chumbo aos incentivos à contratação de médicos e reclamou da decisão, tendo referido que a decisão "não fazia sentido" e vincado a "enorme quantidade de utentes do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo sem médico de família", em particular no concelho de Abrantes. "Sem mais explicações, a ARS-LVT simplesmente informou agora nada ter a opor", disse a autarca.

Além dos incentivos, o município já adjudicou as obras no valor de um milhão de euros para requalificar o edifício da antiga rodoviária de Abrantes, no centro da cidade, e ali colocar a funcionar a USF e o novo centro de saúde, que será deslocalizado da unidade hospitalar de Abrantes, onde está actualmente sediado.

"A obra física já está adjudicada, está agora no Tribunal de Contas, mas precisamos de profissionais de saúde que queiram integrar esta equipa no âmbito da Unidade de Saúde Familiar", reforçou Maria do Céu Albuquerque.

O incentivo financeiro, que servirá de complemento salarial, será suportado pelo orçamento camarário e durará dois anos, podendo ser prorrogado por mais um.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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