Os valores mais elevados de mortalidade por cancro colorretal tendem a localizar-se nas regiões d Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e do Alentejo, revela um estudo que será hoje divulgado.

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A Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo obteve aprovação da candidatura ao Portugal 2020 – Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE) para  promoção de ações de sensibilização e campanhas no domínio da igualdade de género, prevenção e combate à violência doméstica.

De acordo com notícia avançada no website da ARS, estas ações têm por objetivo a promoção da igualdade, em particular a equidade em saúde, bem como a prevenção da violência interpessoal no ciclo e nos vários contextos de vida das pessoas. O projeto terá a  duração de 36 meses, e será desenvolvido entre setembro de 2016 e setembro de 2019.

De âmbito regional, o público-alvo são todos os profissionais de saúde, preferencialmente os que constituem os Núcleo de Apoio e Crianças e Jovens em Risco, N(H)ACJR, e Equipas de Prevenção da Violência nos Adultos (EPVA) com inclusão de profissionais de entidades da comunidade da rede de parceiros.

De referir a importância do envolvimento e participação de todos os profissionais de saúde nas campanhas de sensibilização nas referidas temáticas dirigida a vários públicos-alvo, configurada na lema: “Na violência, Não se Trabalha Sozinho e Todas as Pessoas são Importantes”.

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O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, reconheceu ontem a falta de médicos de família no litoral alentejano, situação que afeta "cerca de 30 por cento" dos utentes, comprometendo-se com o reforço de profissionais no próximo verão.

"Não há muita população sem médico de família [no Alentejo], o litoral alentejano é talvez a pior situação no contexto da região, com 28 a 30 por cento de cidadãos sem médico de família", disse o governante em declarações aos jornalistas, após a tomada de posse do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

O secretário de Estado assegurou que os serviços de saúde no Alentejo serão reforçados com mais "12 ou 13" médicos de família, a partir do verão, alguns dos quais destinados ao litoral alentejano.

"Vamos ter médicos de família novos a partir de junho e uma parte necessária virá para aqui para a região do litoral alentejano", declarou.

Questionado a propósito da falta de médicos de outras especialidades na ULSLA, que inclui o Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, Manuel Delgado disse ter como objetivo "trabalhar com o conselho de administração para criar linhas de financiamento especiais para o recrutamento de profissionais".

O secretário de Estado da Saúde terminou ontem em Santiago do Cacém uma visita de dois dias a várias unidades do Serviço Nacional de Saúde no Alentejo, que teve como objetivo perceber "a realidade", "os problemas" e as "virtudes do trabalho que se faz na região".

Após a tomada de posse, o presidente do conselho de administração da ULSLA, Paulo Espiga, assegurou aos jornalistas que, até ao final deste ano, o novo Centro de Saúde de Sines, também no Alentejo Litoral, deverá entrar em funcionamento.

"Em final de novembro, princípio de dezembro estará certamente a funcionar", disse, quando questionado pelos jornalistas a propósito das novas instalações do Centro de Saúde de Sines, cujo auto de consignação da obra foi assinado no final de 2014.

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terça-feira, 12 janeiro 2016 11:57

108 novos médicos internos na região do Alentejo

Jovem Médico
O Alentejo conta com 108 novos médicos internos para realizarem o seu internato numa das unidades de saúde da região, revelou hoje a Administração Regional de Saúde (ARS).

Dos 108 clínicos colocados na região, 57 vão iniciar o Ano Comum (um ano) e 51 vão começar internatos de especialidades hospitalares, de Cuidados de Saúde Primários e de Saúde Pública (entre quatro e seis anos).

A sessão oficial de boas-vindas destes novos médicos decorreu no Hospital do Espírito Santo (HESE), em Évora, e foi transmitida, por videoconferência para as três Unidades Locais de Saúde da região: Baixo Alentejo, Litoral Alentejano e Norte Alentejano.

Lusa

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A dívida do Estado às farmácias disparou mais de 30% no último mês, informa em comunicado enviado à nossa redação a associação nacional das farmácias (ANF), que afirma, ainda, ter garantido "mais uma vez o pagamento integral às farmácias, recorrendo a financiamento bancário".

De acordo com a nota de imprensam, o valor em atraso ultrapassou 132 milhões de euros no passado dia 10 de novembro, face os mais de 99 milhões vencidos no final de outubro.

A ANF destaca a dívida da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, "cujo pagamento já regista três meses de atraso, atingindo quase 100 milhões de euros em falta".

"As dívidas às farmácias também aumentaram no Alentejo e na região Centro. No caso da ARS do Alentejo, o valor vencido ultrapassou 13 milhões de euros e há cerca de dois meses e meio de pagamentos em atraso", conclui a associação.

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quinta-feira, 24 setembro 2015 15:00

Sindicato dos Médicos abre sede no Alentejo

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O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) vai abrir a sua nova sede do Alentejo na vila de Grândola, no sábado, anunciou hoje a estrutura sindical.

A abertura desta sede demonstra, segundo o SIM, “o apoio ao desenvolvimento do interior, tão carenciado em recursos humanos”.

Lusa

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Hospital Evora
O bastonário da Ordem dos Médicos disse ontem recear que o Alentejo fique “desprotegido” na área da Oncologia, com a saída de clínicos do hospital de Évora, mas, segundo a Administração Regional de Saúde, tal “não vai acontecer”.

“Esta situação vai deixar o Alentejo quase completamente desprotegido na área da Oncologia, o que é tremendo num hospital onde havia vários internos e que agrava a nossa preocupação”, porque, “saindo os especialistas, terão de sair também”, alertou José Manuel Silva.

José Manuel Silva falava à agência Lusa depois de a Ordem dos Médicos (OM) ter tido conhecimento da “saída de vários médicos oncologistas” do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), que é a unidade de referência nesta área para a região Alentejo.

Contactado pela Lusa, o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo, disse que, recentemente, saiu o diretor do serviço de Oncologia do HESE, que “rescindiu o contrato”, devendo sair, “no final deste mês, outra médica” do mesmo serviço.

“A equipa tem outros três elementos” e, “a partir do próximo mês, esperamos que já haja algumas prestações de serviços”, por tarefeiros especialistas em Oncologia, que permitam “até ultrapassar as necessidades regionais”, para “impedir qualquer perturbação da prestação de cuidados aos utentes”, frisou.

A saída oncologistas do HESE, a par de profissionais de radiologia do mesmo hospital, já levou a Câmara e a Assembleia Municipal de Évora, na passada sexta-feira, a manifestarem-se preocupadas e a pedirem uma reunião à ARS.

Para o bastonário da OM, esta situação é “mais um exemplo” das “crescentes dificuldades que o Serviço Nacional de Saúde coloca ao exercício da medicina e ao tratamento dos doentes de acordo com as boas práticas”.

“A culpa do que está a acontecer no Alentejo, e que vai prejudicar todos os doentes oncológicos da região, é do Ministério da Saúde e é resultado dos cortes” no setor, acusou.

O responsável disse também ter tido conhecimento de que “vão ser contratados médicos tarefeiros” para o HESE “para procurar colmatar esta falha grave” na Oncologia.

“Tarefeiros não permitem um tratamento adequado dos doentes. Um doente oncológico não pode ser tratado hoje por um oncologista, amanhã por outro, sem qualquer tipo de seguimento”, criticou.

Questionado sobre se estas saídas afetam os hospitais da região (não só Évora, mas também Portalegre, Elvas, Litoral Alentejano e Beja), o presidente da ARS frisou que “tal não vai acontecer” e disse que a contratação de tarefeiros é temporária.

“De um mês para o outro não se conseguem arranjar contratos individuais de trabalho e, portanto, até conseguirmos fechar esses contratos, vamos ter algumas prestações de serviço que estão a colmatar todas as nossas carências”, referiu.

Segundo José Robalo, “neste momento, não só o HESE mantém a sua prestação de cuidados de Oncologia, mas também os outros hospitais da região continuam a manter essa prestação".

"Não houve qualquer falha”, assegurou.

Em comunicado divulgado ontem, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) informou que, “em resultado das diligências efetuadas, continua a estar assegurada a manutenção da prestação de cuidados de Saúde no âmbito da Oncologia, com a substituição do médico por um outro médico da mesma especialidade”.

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CS Alvito

O PCP manifestou-se hoje preocupado com a "grave carência" de clínicos em centros de saúde do Baixo Alentejo, onde mais de 15 mil utentes, cerca de 12% da população abrangida, estarão sem médico de família.

Num comunicado enviado à agência Lusa, o Grupo Parlamentar do PCP refere que fez um levantamento e percebeu que faltam 12 médicos de família na área de intervenção da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA).

A falta dos 12 clínicos "corresponde a mais de 15 mil utentes sem médico de família", ou seja, "cerca de 12% da população", considerando que a Unidade Territorial para Fins Estatísticos (NUT) do Baixo Alentejo tinha 125 mil habitantes em 2011, aponta o PCP.

Trata-se de "uma carência acima da média nacional, que rondará os 10%", frisa o PCP, precisando que a falta de clínicos afecta os centros de saúde de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Ferreira do Alentejo e, com destaque, Moura, onde há "cerca de 7.500 utentes" sem médico de família.

O PCP manifestou-se também preocupado com a "carência" de assistentes operacionais e técnicos, "com maior acuidade para a área administrativa", o que "põe em causa o atendimento dos utentes".

O número de enfermeiros, apesar de não apresentar "uma falta com a gravidade da dos clínicos", poderia ser reforçado, defende o PCP, referindo que o reforço das equipas de enfermagem nos centros de saúde de Aljustrel, Almodôvar, Ferreira do Alentejo e Moura, com um total de sete enfermeiros, "melhorava a capacidade de respostas dos serviços em alguns programas de saúde concretos".

De acordo com o PCP, "em apenas quatro" dos 13 centros de Saúde do Baixo Alentejo "não se registam quaisquer carências ao nível dos recursos humanos".

No passado dia 17, a ULSBA anunciou hoje ter contratado seis médicos de família, que começaram a trabalhar esta semana para "colmatar a carência" de clínicos nos centros de saúde de Aljustrel, Moura, Ferreira do Alentejo, Vidigueira e Almodôvar.

A ULSBA reafirmou "o seu propósito de tomar todas as providências para assegurar que todos os utentes da responsabilidade da ULSBA tenham um médico de família".

A contracção dos seis médicos de família, embora "minorando o problema, é manifestamente insuficiente para a falta que existe", lamenta o PCP, referindo que os deputados comunistas João Ramos e Carla Cruz já questionaram o Ministério da Saúde sobre o "problema" da falta de clínicos na ULSBA.

Através da pergunta, os deputados querem saber se o Ministério da Saúde confirma os números apontados pelo PCP e que diligências está a desenvolver para cumprir a resolução aprovada na Assembleia da República, que partiu de um projecto do grupo parlamentar comunista e recomenda ao Governo que "estabeleça medidas políticas de colocação de recursos humanos médicos no distrito de Beja".

Os deputados também querem saber se o Ministério da Saúde confirma a falta de assistentes operacionais e técnicos e qual a sua implicação nos serviços e se está prevista a colocação de profissionais desta categoria e de algum procedimento para recrutamento de enfermeiros.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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