calendário

DATA: 22 a 24 de Maio

LOCAL: Hotel Mélia Capuchos, Costa da Caparica

A Costa da Caparica recebe as 3ªs Jornadas de Alergologia Prática em Medicina Familiar, presididas pelo Dr. Mário Morais de Almeida.

A iniciativa decorre de 22 a 24 de Maio, no Hotel Mélia Capuchos.

Secretariado:
Prismédica - Av. Miguel Bombarda, 61, R/c Esq.
1050-161 Lisboa
Telf.: 21 358 43 80
Fax: 21 358 43 89
Tlm: 91 849 44 68
Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Published in Agenda (expirada)

conceitos_doençasrespiratorias

Adelaide Alves esteve, no início de Abril, dois dias sem sair de casa, com as janelas fechadas, devido à elevada concentração de pólenes na atmosfera, problema que agrava os sintomas da sua rinite alérgica crónica.

À agência Lusa, a reformada, de 82 anos, confessou que a doença respiratória, diagnosticada há mais de duas décadas, lhe causa transtorno, impossibilitando-a de se deslocar à rua nos dias mais secos e ventosos.

Adelaide Alves faz parte do universo de 20 a 30% da população portuguesa que sofre de rinite alérgica, doença alérgica mais comum no país, segundo Elisa Pedro, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).

Em declarações à Lusa, Elisa Pedro revelou que a prevalência deste tipo de alergia tem vindo a aumentar nas últimas décadas, uma situação justificada pela poluição atmosférica e mudanças no estilo de vida.

“Sabe-se que a poluição urbana altera a estrutura dos pólenes, facilitando a sua entrada nas vias aéreas e tornando-os mais alergénicos”, afirmou a médica, que também é chefe do serviço de Imunoalergologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte – Hospital de Santa Maria.

O problema de Adelaide Alves piora durante a Primavera, altura em que se verifica uma maior concentração de pólenes, principais factores que contribuem para o aparecimento de alergias respiratórias sazonais.

“A Primavera é pior por causa das flores das ervas, dos pinheiros, dos eucaliptos, de toda a flor. E, no pino do Verão, por causa do pó que está no ar e do fumo dos incêndios”, admite a reformada, que vive em Ferreira do Zêzere, Santarém.

Ao contrário de Adelaide Alves, José Mendes apenas sente os efeitos da rinite alérgica na época primaveril.

“Isto acontece durante os meses de Maio e Junho e a partir daí não tenho mais problemas”, disse à Lusa o reformado, de 65 anos.

A doença, diagnosticada há cerca de 40 anos, também lhe causa transtorno, embora nunca o tenha obrigado a estar fechado em casa durante vários dias.

“Nunca faltei ao emprego por causa disto. Tinha que sair à rua para ir trabalhar e acabava por estar em contacto com esses pólenes. Não podia estar durante os meses de Maio e Junho enfiado em casa”, confessou José Mendes, salientando que o problema tem vindo a melhorar “significativamente” nos últimos anos.

De acordo com a vice-presidente da SPAIC, a rinite alérgica, apesar de não ser uma doença grave, “pode influenciar bastante a qualidade de vida dos doentes com interferência no rendimento escolar e laboral”.

A alergia aos pólenes manifesta-se ainda através de asma (respiração), conjuntivite (olhos) e eczemas (pele). Cerca de 40% dos doentes com rinite alérgica têm também asma, enquanto 18% conjuntivite, segundo a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

Nem Adelaide Alves nem José Mendes estão incluídos na classe etária mais afectada. Segundo revelou Carlos Nunes, director do Centro de Imunoalergologia do Algarve, os adultos, entre os 20 e os 50 anos, são os mais atingidos.

A rinite alérgica é uma patologia inflamatória crónica, que se caracteriza por espirros, obstrução nasal, pingo no nariz e comichão.

Quanto a tratamentos, Carlos Nunes destaca os anti-histamínicos via oral e anti-inflamatórios nasais, sublinhando ainda a “aplicação de vacinas anti-alérgicas”.

Como forma de minimizar o problema, os dois médicos imunoalergologistas aconselham a população a evitar actividades ao ar livre e manter as janelas das habitações e veículos fechadas quando a concentração de pólenes for elevada, assim como estar atento ao Boletim Polínico divulgado semanalmente pela Rede Portuguesa de Aerobiologia durante a Primavera.

Published in Mundo
terça-feira, 12 maio 2015 11:42

A tutela esqueceu a alergologia pediátrica

Liberio Bonifacio Ribeiro SPAP

Em vésperas da realização do 4º Congresso da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP) que este ano decorreu entre os dias 8 e 9 de Maio, no Palace Hotel Monte Real, fomos conhecer melhor a instituição, criada há cerca de quatro anos no seio da Sociedade Portuguesa de Pediatria, num momento em se estimava que entre 12 a 13% das crianças portuguesas tinham asma e que mais de 30% apresentavam sintomas de rinite. Uma realidade que entretanto tem vindo a alterar-se, com a estabilização do número de casos. Hoje, a grande preocupação dos pediatras são as alergias alimentares, que têm vindo a aumentar significativamente, quer em número quer em severidade, apontou ao nosso jornal Libério Bonifácio Ribeiro, presidente da SPAP, que lamenta a falta de respostas da tutela para os muitos problemas que afectam a alergologia pediátrica.

Apesar de criada há apenas quatro anos, a Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP) resultou da individualização, no seio da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), da Secção de Imunoalergologia Pediátrica, criada em Março de 1985. “Costumo dizer que a SPAP é um jovem adulto, com trinta anos de idade”, diz Libério Bonifácio Ribeiro, presidente da instituição.

A autonomização, ainda que limitada, foi vantajosa: “ganhámos visibilidade e um maior reconhecimento externo, pese embora termos sido sempre autónomos em termos funcionais e financeiros face à SPP, mesmo quando éramos apenas uma secção”.

Mas a verdade é que o novo estatuto veio facilitar o estabelecimento de intercâmbios com outras sociedades, quer a nível nacional, quer internacional. “Os resultados não tardaram. Por exemplo, ainda que já tivéssemos uma relação de grande proximidade com a Sociedad Española de Inmunología Clínica, Alergología y Asma Pediátrica (SEICAP), a autonomização veio propiciar a organização de sessões conjuntas no âmbito dos congressos das duas sociedades. Também com a SEICAP estamos neste momento a preparar um documento de consenso sobre a alergia às proteínas do leite de vaca (CIbAL – Consenso Ibérico Alergia ao Leite), cujos resultados preliminares serão apresentados em Maio no 4º Congresso da SPAP”. Uma iniciativa alicerçada no método Delphi e que tem como objectivo uniformizar a nível da Península Ibérica a abordagem preventiva, diagnóstica, terapêutica e evolutiva destas alergias, explicou ao nosso jornal o especialista.

Outra das vantagens que resultaram da “promoção” da antiga secção a sociedade foi a da maior relevância e facilidade no estabelecimento de parcerias directas com instituições oficiais, que no passado eram sempre mediadas pela SPP, aponta o médico.

O “nascimento da SPAP surgiu num momento em se se estimava que entre 12 a 13% das crianças portuguesas tinham asma e mais de 30% apresentavam sintomas de rinite. Ora, sendo certo que no que se refere à asma os indicadores reflectem uma estabilização do número de casos, já no que toca às alergias alimentares a situação tem-se vindo a agravar muito significativamente, quer no que respeita ao número de casos, quer à sua severidade”, diz. Um fenómeno mundial, particularmente grave nos países desenvolvidos, mercê de inúmeros factores – socioeconómicos, culturais, entre outros, que tem merecido especial atenção por parte da comunidade médica.

“Se é verdade que hoje em Portugal a mortalidade em idade pediátrica associada à asma é nula, o mesmo já não se pode afirmar relativamente à relacionada com a alergia alimentar”. Um novo cenário que Libério Ribeiro associa a diversos factores que têm potenciado uma quebra no equilíbrio que se verificava entre os indivíduos com propensão genética para o desenvolvimento de doença alérgica – cerca de 80% dos doentes têm antecedentes familiares de alergia – que acabam por desenvolver doença e aqueles que não manifestavam quaisquer sintomas da doença ao longo da vida. “O que mudou? O meio em que nos desenvolvemos, que nos afecta logo nos primeiros meses de vida; em que a amamentação é muitas vezes substituída por uma alimentação artificial que nem sempre é decidida tendo em conta o risco específico da criança – a primeira proteína estranha que uma criança com risco alérgico toma provém, normalmente, do leite de vaca”. Ora, explica, “o leite materno é essencial ao desenvolvimento de tolerância a outros alimentos, pelo que crianças que não estão a ser amamentadas correm um risco maior de desenvolverem alergia alimentar do que aquelas que estão a ser amamentadas concomitantemente”.

O universo de riscos que o desenvolvimento da ciência trouxe faz mesmo com que a propensão para o desenvolvimento de doença alérgica possa ser determinada pelo tipo de parto, explica o médico. De uma forma muito simplista, “hoje sabemos que ao nascer todos temos um perfil alérgico (TH2) – todos nascemos potencialmente alérgicos – defleção imunológica necessária para a viabilização do próprio feto, que de outro modo seria rejeitado como corpo estranho. Esta propensão alérgica começa a alterar-se logo no canal de parto vaginal onde o bebé contacta com a flora materna que induz uma alteração de perfil TH2 para TH1. Ora, o problema é que hoje em dia os partos são cada vez mais assépticos. Uma situação agravada pelo excessivo recurso a cesarianas (em que a assepsia é total). Cerca de 36% dos partos realizados em Portugal são por cesariana, um dos valores mais elevados a nível mundial”.

Segundo o presidente da SPAP, “está hoje demonstrado que uma criança nascida com recurso a cesariana só consegue desenvolver uma microflora intestinal idêntica à de uma criança nascida por parto natural aos seis meses de vida, ou seja, há uma janela de seis meses potencialmente perigosa para aqueles que têm um risco genético maior”, explica.

A todos estes riscos acrescidos iniciais somam-se outros, resultado de práticas adoptadas no passado e que hoje se apontam como erradas. “Por exemplo, em crianças com risco alérgico elevado, protelávamos o mais possível – até aos 12-15 meses – a introdução na dieta dos alimentos mais potencialmente alergizantes, como o ovo ou o peixe. Ora, hoje em dia pensa-se que essa introdução deve ser feita mais precocemente – particularmente nas crianças que estão a ser amamentadas – de modo a alcançar-se também o quanto antes a tolerância a esses alimentos”.

A tudo isto… Somam-se os problemas da modernidade. “Quando estamos a beber leite estamos também a ingerir antibióticos e hormonas introduzidas nas rações animais… Pesticidas agrícolas… Enfim, uma ecotoxicidade a que a maioria de nós está exposta no dia-a-dia, queira ou não e que por efeito cumulativo induz um maior risco de desenvolvimento de alergias e outras patologias” aponta.

De entre as formas mais comuns da doença, a rinite alérgica é a que assume proporções mais preocupantes, com uma prevalência no adulto jovem entre os 35 e os 40% mas que em alguns casos é mesmo superior: “Num estudo que realizei em alunos de um agrupamento de escolas da Lourinhã, a prevalência de rinite alérgica atingiu os 45%”, recorda o médico, para logo acrescentar: “o inquérito que então fiz revelou que mais de metade das casas eram alcatifadas; que mais de 50% dos pais eram fumadores e que fumavam dentro de casa… que 80% tinham animais domésticos. Todos factores agravantes do risco”.

Alergologia pediátrica: uma área esquecida pela tutela

Aos muitos problemas que a Alergologia Pediátrica portuguesa hoje enfrenta, soma-se um outro, igualmente limitador da definição de estratégias adequadas a uma intervenção clínica informada: a da aparente falta de interesse da tutela.

“Houve em tempos uma chamada Comissão Nacional da Asma (CNA), marcada por um facto curioso: coordenada pela Direcção-Geral da Saúde, a CNA contava com representantes da Coordenação Nacional da Global Initiative for Asthma (GINA), da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Associação Portuguesa de Asmáticos. A Pediatria não estava representada, não obstante a asma ser muito mais prevalente na criança do que no adulto” recorda Libério Ribeiro. Como não poderia deixar de acontecer, a direcção da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), à época, lamentou a lacuna, recordando que integrava a sociedade uma Secção de Alergologia Pediátrica, da qual faziam parte “os elementos mais activos e representativos desta área de Pediatria, que espalhados pelo País, nas suas Unidades, desenvolvem uma actividade profícua, tanto na vertente assistencial como na pedagógica e científica, reconhecida a nível nacional e internacional”.

Um esquecimento tanto mais lamentável e incompreensível sublinhava então a SPP, dado todos os estudos epidemiológicos, demonstrarem que “a prevalência da asma é elevada nos diversos escalões etários da criança e quando cerca de 30% das admissões nos Serviços de Urgência são crianças com agudização da sua asma”.

“Mais tarde acabaríamos por ser integrados… Ainda que por pouco tempo. Isto porque como muitas vezes sucede em Portugal o programa foi extinto por falta de verbas, através de um Despacho assinado pela então ministra das Finanças. Mais recentemente com a criação do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias “cheguei a participar numa reunião e foi tudo. Nunca mais fomos convocados para o que quer que fosse”, relatou ao nosso jornal Libério Ribeiro, que confessa que até hoje ainda não deu conta de que alguma coisa estivesse a ser implementada no terreno, ao nível da criança alérgica, ao abrigo do programa da DGS.

Comparticipação das vacinas… Uma batalha que continua

Uma das reivindicações pelas quais a Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica e o seu presidente mais se têm batido é a da que as vacinas antialérgicas voltem a ser comparticipadas pelo Estado, sustentando a pretensão no facto de estar hoje perfeitamente demonstrado que a imunoterapia específica é a única forma de alterar a história natural da doença alérgica. “Têm não só um efeito curativo relativamente às alergias para as quais estão indicadas, como também um efeito preventivo do desenvolvimento de futuras alergias”, defende o médico.

Uma questão que assume particular acuidade em tempos de crise. “No nosso primeiro congresso, que coincidiu com o início da actual crise económica e financeira que o país atravessa, um dos painéis de debate foi dedicado ao tema Asma e Pobreza, que naturalmente condiciona a doença alérgica. As condições habitacionais de milhares de famílias degradaram-se assim como os padrões de higiene. Comem-se mais hidratos de carbono e menos proteínas, o que tem impacto ao nível do sistema imunitário. Outro aspecto que deveria ser avaliado é o da adesão à terapêutica. Os medicamentos são caros e é provável que muitos doentes, por exemplo asmáticos, tomem apenas a medicação sintomática e não a de fundo que é a que verdadeiramente trata a doença”, por falta de recursos.

4º Congresso… Um programa a não perder!

A SPAP realiza, entre os dias 8 e 9 de Maio, no Palace Hotel Monte Real, o seu 4º Congresso Nacional. O evento inicia-se com uma componente formativa – o Curso em Imunoterapia, coordenado pelo Presidente da SPAP. “Organizado a pedido dos nossos sócios”, sublinha Libério Ribeiro.

Do programa científico, destaca-se também a já referida sessão luso-espanhola de apresentação dos resultados preliminares do Consenso Ibérico Alergia ao Leite (CIbAL), com a especialista Elena Lebrero a representar o país vizinho.

De Espanha, vem também Joan Bartra Tomàs, professor associado da Universidade de Barcelona, que falará dos novos alérgenos na alergia a alimentos de origem vegetal, numa mesa que será presidida pela Dra. Maria de Lourdes Chieira.

Ainda em sede de participações internacionais e à semelhança do que aconteceu nas duas últimas edições, o programa conta uma vez mais com a participação de Magda Sampaio, professora do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo, que irá abordar o tema “Timo: um órgão negligenciado/ função, desenvolvimento e doença”.

Da Alemanha, virá Andrea von Berg, do Departamento de Pediatria do Hospital Marien, de Wesel, que irá falar da prevenção da alergia, mais especificamente do papel das proteínas hidrolisadas na nutrição infantil, num simpósio patrocinado pela Nestlé e pela Galderma, que contará ainda com uma abordagem da dermatite atópica na perspectiva do dermatologista, a cargo de Rosa Mascarenhas, do Centro Hospitalar de S. Francisco, em Pombal.

Finalmente, Adamos Hadjipanayis, Professor de Pediatria da Universidade Europeia de Chipre, virá a Portugal debater a questão do reconhecimento das subespecialidades no contexto da União Europeia de Médicos Especialistas.

Outro painel em destaque é o subordinado ao tema “Pele, Espelho de Outras Patologias, que contará com comunicações de Diana Moreira, do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, que abordará as expressões cutâneas da imunodeficiência e da pediatra Maria João Rodrigo, que proferirá uma comunicação dedicada ao tema Formas Galénicas e potência dos corticóides. Imunossupressores. “Trata-se de um painel muito importante, porque muitas vezes somos confrontados com manifestações cutâneas de doenças sistémicas” salienta o presidente do Congresso.

Do extenso programa, haverá ainda oportunidade de debater temas como o dos mecanismos da imunoterapia, a sua eficácia a longo prazo e efeitos preventivos, a imunodeficiência da imaturidade, orientar e educar na doença alérgica, entre outros.

E um lugar especial para a Medicina Geral e Familiar, com a organização de um painel subordinado ao tema “Orientar e Educar na Doença Alérgica”, onde se falará do papel deste nível de cuidados no acompanhamento da criança com alergia, sobre em que situações deve o médico de família referenciar à consulta de imunoalergologia e ainda sobre os problemas que hoje se colocam relativamente aos dispositivos inalatórios genéricos disponíveis no mercado nacional.

Mais informações sobre o 4º Congresso da SPAP podem ser obtidas na página da associação, através do endereço http://www.spaponline.pt.

Published in Mundo

Pólenes

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia (SPAIC) prevê que nos próximos dias os níveis de pólenes no ar se mantenham entre “elevados a muito elevados” em Portugal continental, divulgou ontem aquela entidade.

O Boletim Polínico adianta que está previsto, entre 4 a 10 de Abril, com “a melhoria das condições meteorológicas e com o aumento de temperatura”, níveis “muito elevados” na Estremadura e região de Lisboa, destacando-se os pólenes nas árvores azinheira, pinheiro e cipreste e das ervas urtigas, parietária e azedas.

A alergia a pólenes é causa frequente de manifestações alérgicas, que podem ser do aparelho respiratório (asma e rinite alérgica), dos olhos (conjuntivite alérgica) ou da pele (urticária e eczema).

A SPAIC prevê ainda níveis de pólenes “elevados” em Trás-os-Montes e Alto Douro, com destaque para os pólenes de pinheiro, vidoeiro, cipreste, carvalho, plátanos e urtigas. Também no Douro Litoral, os níveis vão apresentar-se “elevados”, destacando-se os pólenes do pinheiro, plátano, carvalhos e urtigas.

Já na Beira Litoral e na Região Centro, de acordo com o Boletim Polínico, os níveis vão estar “muito elevados”, com destaque para os do pinheiro, plátano, carvalhos, ciprestes e urtigas. No Alentejo prevê-se níveis “muito elevados”, com predomínio dos pólenes das árvores azinheira, pinheiro e plátano e das ervas urtigas e azedas. Já no Algarve, os pólenes vão encontrar-se igualmente “muito elevados”, destacando-se os das árvores azinheira, pinheiro e cipreste e das ervas urtigas e tanchangem.

Quanto às ilhas, nos Açores e região de Ponta Delgada, assim como na Madeira e na região do Funchal, os pólenes vão encontrar-se em níveis baixos, com predomínio dos pólenes dos pinheiro, plátano, cipreste, urtigas e erva parietária, para os Açores, e pinheiro, cipreste, gramíneas e erva parietária, na Madeira.

O Poletim Polínico informa semanalmente sobre os níveis de pólenes existentes no ar, através da leitura de vários postos que fazem uma recolha contínua destas substâncias, em várias regiões do país.

Published in Mundo

SPAIC

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) organiza no próximo dia 5 de Abril no Meliá Ria Hotel, em Aveiro, mais uma edição da sua Reunião da Primavera, este ano dedicada ao tema “Manifestações cutâneas das doenças imunoalérgicas”, com o apoio dos Laboratórios Vitória.

Será um dia dedicado a um único tema científico com elevado interesse para a prática clínica em Alergologia e Imunologia Clínica, onde serão abordadas as manifestações cutâneas de doenças alérgicas mais frequentes, bem como as principais estratégias do seu diagnóstico e tratamento, contando com a colaboração dos Grupos de Interesse da SPAIC de Alergia Alimentar, Alergia Cutânea e Alergia a Fármacos.

Este importante acontecimento científico contará com a presença de 150 médicos participantes, precedendo as comemorações da “Semana Mundial da Alergia” da Organização Mundial de Alergia que decorrerá a partir de segunda-feira 7 de Abril. Este ano o evento é dedicado à “Anafilaxia – quando a alergia é grave ou fatal”. Esta doença que passou a ser de notificação obrigatória em Portugal em 2012, é ainda mal diagnosticada e mal tratada pondo em risco 0,5 a 1,5% da população portuguesa (até 150.000 portugueses).

Este é um tema da maior actualidade, tanto mais que o medicamento de 1ª linha para o seu tratamento imediato – os auto-injectores de adrenalina – só estão disponíveis em Portugal devido a uma recente autorização especial de importação do INFARMED.

A Semana Mundial da Alergia 2014 irá dedicar-se à educação e prevenção da anafilaxia

A Organização Mundial de Alergia (WAO) juntamente com as 95 Sociedades nacionais que a integram, irão organizar a Semana Mundial da Alergia de 7 a 13 de Abril. O tema desta edição será “Anafilaxia – quando a alergia é grave ou fatal” e chamará a atenção para a necessidade de mais educação, preparação e disponibilização de recursos para o tratamento e prevenção da anafilaxia.

A anafilaxia é uma reacção alérgica grave com início súbito, minutos ou poucas horas após contacto com um alimento, medicamento ou picada de insecto. A reacção afecta mais que um sistema orgânico e os sintomas, que diferem de um episódio para outro, podem incluir alterações da pele, problemas respiratórios, cardiovasculares, abdominais ou outros sintomas generalizados. Se não for tratada adequadamente, a anafilaxia pode conduzir à morte.

De acordo com Lanny Rosenwasser, Presidente da WAO, a morte por anafilaxia pode ser prevenida “tal como noutros procedimentos de emergência, é crítico saber como actuar quando a anafilaxia ocorre. Todos devem conhecer os sintomas possíveis, de que forma posicionar a vítima e como administrar adrenalina. Quaisquer indivíduos com alergia devem consultar o seu imunoalergologista acerca do possível risco de anafilaxia e criar um plano de actuação para o caso de esta ocorrer, incluindo educação sobre como administrar adrenalina auto-injectável. Doentes em risco de anafilaxia grave ou fatal, devido a asma, doença coronária ou problemas de tensão arterial devem falar com o seu médico acerca dos desencadeantes possíveis, assim como fazer alterações no seu estilo de vida para prevenir um episódio de anafilaxia.”

A WAO compilou on-line uma lista de ligações para as organizações nacionais que divulgam informações acerca desta doença, assim como recursos dirigidos a profissionais de saúde em www.worldallergyweek.com.

Published in Mundo
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

Mais lidas