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Emanuel Furtado
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) prevê aumentar em 10% os transplantes hepáticos, com recurso à divisão de um só fígado por dois recetores, técnica que já executou duas vezes este ano.

A equipa de transplantação hepática do CHUC acaba de realizar, “pela segunda vez este ano, dois transplantes hepáticos – numa criança e num adulto – por divisão (split) de um só fígado – um dador para dois recetores”, anunciou ontem o hospital.

“O recurso a esta técnica poderá representar um aumento de cinco a 10% do número de transplantes” naquele estabelecimento, “ao longo deste ano”, sublinha o CHUC, numa nota divulgada.

O transplante hepático por divisão, tal como por redução e por dador vivo, é “muito exigente”, tanto do “ponto de vista técnico, como do ponto de vista da logística envolvida”, sublinha o CHUC.

São técnicas que exigem “equipas muito bem preparadas e em número significativamente maior do que o necessário para a transplantação com fígado inteiro, sendo necessária a execução em simultâneo de dois (por vezes três) atos cirúrgicos de alta complexidade e responsabilidade”, acrescenta o comunicado.

Atualmente, o CHUC, que integra diversos estabelecimentos, entre os quais os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), é “o único hospital que utiliza esta técnica cirúrgica em Portugal”.

O coordenador da Unidade de Transplantação Hepática Pediátrica e de Adultos (UTHPA) do CHUC, Emanuel Furtado, recorda que “todas estas variantes técnicas fazem parte da história da transplantação hepática nos HUC”, mas “por falta de capacidade técnica e logística, algumas destas soluções mais complexas não se realizaram durante vários anos”.

Todos os métodos foram, no entanto, retomados nos últimos meses, “fruto da difícil, mas conseguida recuperação da capacidade de resposta da equipa de transplantação hepática do CHUC”, sublinha Emanuel Furtado, citado pelo CHUC.

“Embora modesto” este contributo representa “mais um esforço bem-sucedido de cumprir o objetivo de maximizar o aproveitamento de enxertos e diminuir o número de doentes que, por carência de órgãos, não chegam a beneficiar desta modalidade terapêutica salvadora de vidas”, sustenta ainda o cirurgião.

O aumento da capacidade técnica e logística que a UTHPA tem registado “permitirá ainda ampliar a aplicação desta solução para dois recetores adultos, aumentando o impacto no número de transplantes realizáveis”, adianta o CHUC.

A Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT) “congratula-se com mais este passo dado no sentido de aumentar o número de transplantes em Portugal” e o presidente do CHUC, José Martins Nunes, igualmente citado na mesma nota do CHUC, considera que “este é mais um contributo” para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para a saúde dos portugueses.

“O transplante hepático tem provado ser um método eficaz no tratamento de doenças terminais hepáticas”, mas “o número de dadores é menor do que as reais necessidades da população”, refere o CHUC, sublinhando que a situação – que “é um problema com que se defrontam todos os países” – provoca o “aumento de tempo na lista de espera e do número de pacientes que não chegam a ser transplantados”.

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CHUC
A unidade de transplantes hepáticos pediátricos e de adultos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) anunciou que redobrou o recurso a soluções técnicas “mais complexas” para aumentar a resposta aos doentes em espera.

Estas técnicas permitem “maximizar o número de doentes transplantados”, disse o coordenador daquela unidade, Emanuel Furtado, numa conferência de imprensa em que também foi revelado que o CHUC “está preparado” para o programa de bipartição hepática, com um dador e dois recetores de fígado.

Na presença do presidente do conselho de administração do complexo hospitalar público de Coimbra, José Martins Nunes, o mesmo responsável frisou o dever da sua equipa de reforçar “a possibilidade de salvação de mais alguns doentes”, face a uma realidade do país e do mundo em que “não existem disponíveis órgãos suficientes” para todas as pessoas que deles necessitam.

Emanuel Furtado falava aos jornalistas, no CHUC, a propósito da reativação dos transplantes com dador vivo, programa que esteve interrompido alguns anos, e do reinício do transplante em dominó, que coincidem com a comemoração dos 20 anos do primeiro transplante sequencial em dominó feito no mundo, da responsabilidade do seu pai, Alexandre Linhares Furtado.

Em 26 de outubro de 1995, o cirurgião Linhares Furtado, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, efetuou “o primeiro transplante hepático sequencial a nível mundial”, utilizando “um fígado colhido inteiro de um dador vivo”, segundo uma nota distribuída aos jornalistas.

Esta e outras técnicas mais complexas “constituem forma de aumentar a capacidade de resposta, contribuindo para reduzir o crónico défice de órgãos para transplante, sempre insuficientes para fazer face ao aumento das necessidades”.

Idealizada e aplicada por Alexandre Linhares Furtado, a técnica de transplante hepático sequencial “permite que doentes que seriam preteridos, em relação a outros candidatos a receber um enxerto de dador cadáver, tenham a possibilidade de receber um fígado”.

Até 2013, foram registados no mundo 1.112 transplantes hepáticos sequenciais, realizados em 63 centros de 21 países, segundo dados do Familial Amyloidotic Polineurophathy World Transplant Registry.

Nos últimos anos, não foram realizadas no CHUC as modalidades técnicas “mais complexas” de transplante de fígado: transplante sequencial e dador vivo, desde 2008, e transplante hepático pediátrico, desde 2011.

“Os transplantes são uma área estratégica do CHUC”, disse José Martins Nunes, numa sessão em que também interveio Ana Calvão, coordenadora do Gabinete Coordenador de Colheita e Transplantação da unidade hospitalar de Coimbra.

Esta história “começou há 46 anos” com Linhares Furtado, a 20 de julho de 1969, “no mesmo dia em que o homem chegou à Lua”, enfatizou.

Nos próximos anos, o CHUC pretende “retomar e utilizar regularmente, sempre que a qualidade do enxerto e as características dos recetores o permitam”, a técnica de ‘split’, envolvendo o transplante de um enxerto em dois recetores, o que permitirá “maximizar o aproveitamento” dos enxertos.

Questionado pela agência Lusa sobre o tráfico de órgãos humanos, confirmado em vários países, Emanuel Furtado disse que não ter conhecimento de que este problema alguma vez se tenha verificado em Portugal.

“E não vejo grandes condições para venha a existir”, sublinhou o cirurgião.

Lusa/Jornal Médico

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transplante

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) realizou 35 transplantes hepáticos pediátricos três anos depois da reactivação do programa que garante este serviço a nível nacional, disse um responsável daquela unidade.

A 26 de Março de 2012 foi feito o primeiro transplante com o centro reactivado, tendo desde então sido realizados mais 34, disse à agência Lusa Emanuel Furtado, coordenador da Unidade de Transplantação Hepática Pediátrica e de Adultos (UTHPA) do CHUC.

Em 2012, realizaram-se 11 transplantes pediátricos, em 2013, 12 transplantes, e, em 2014, o mesmo número.

O centro de transplantes pediátricos de Coimbra tinha sido desactivado em 2011, aquando da saída do único cirurgião especializado na área em Portugal, Emanuel Furtado, que esteve ao serviço do Instituto Português de Oncologia de Coimbra.

Após a sua saída, os transplantes pediátricos para crianças portuguesas foram realizados em Espanha, tendo o programa sido reactivado em 2012, com o regresso de Emanuel Furtado, que é hoje coordenador da UTHPA.

Desde a existência da unidade de transplantação que foram realizados 225 transplantes pediátricos no CHUC, tendo 36% dos mesmos sido feitos a crianças com menos de dois anos e em 11% dos casos foi utilizado um dador vivo.

A taxa de sobrevivência aos 20 anos nos transplantes pediátricos "situa-se nos 85%", referiu o coordenador da UTHPA.

Segundo Emanuel Furtado, a grande alteração na unidade desde a sua reactivação foi o acto cirúrgico da transplantação pediátrica passar a ser feito no Hospital Pediátrico, evitando-se riscos de se realizar o transporte da criança "numa fase muito crítica do pós-operatório".

De acordo com o coordenador da unidade, tem havido "sempre fígados [de cadáver] para as crianças que precisam", mas esta situação vai-se alterar.

"É absolutamente inevitável o regresso ao dador vivo", frisou o coordenador de uma unidade que não faz transplantes com dador vivo desde 2009.

Para Emanuel Furtado, esse regresso deve-se à estabilização da taxa de doação e à diminuição do número de acidentes mortais entre jovens, levando a que a idade média dos dadores suba.

Quanto ao futuro do programa de transplantes pediátricos, o coordenador da unidade sublinhou que o centro não pode "depender de uma única pessoa".

"Não estamos bem em termos de recursos humanos, mas estamos melhor do que há três anos", disse, acreditando que hoje o serviço não pararia, caso tivesse que abandonar a unidade.

O objectivo para o futuro é "ter três equipas que sejam autónomas na transplantação", frisou.

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As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: