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O concurso público para as obras de remodelação e ampliação do Hospital Amato Lusitano (HAL), em Castelo Branco, no valor de 3,3 milhões de euros, foi publicado hoje em Diário da República.

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O presidente da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), Vieira Pires, afirmou na passada sexta feira que o Hospital Amato Lusitano (HAL) vai ser alvo de obras de ampliação, investimento que ronda os quatro milhões de euros.

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Manuel Delgado

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, afirmou na passada sexta feira, em Castelo Branco, que o Centro de Saúde da Sertã, vai ser requalificado, uma obra cujo investimento ronda os 629 mil euros. Declaração surge durante a visita do responsável ao Hospital Amato Lusitano (HAL) para apresentar os projetos de remodelação daquele centro de saúde, integrado na unidade local de saúde (ULS) de Castelo Branco e do Serviço de Urgência do HAL.

"Quanto à Sertã [Centro de Saúde], havia duas alternativas, mas optámos por aquela que nos parece economicamente mais razoável e que resolve mais rapidamente o problema e tem a capacidade de aproveitar instalações já existentes e muito bem localizadas", afirmou o governante.

O secretário de Estado recordou que, apesar de ser um equipamento recente, aquele entro de Saúde atingiu níveis de degradação e de infiltrações que preocupavam a tutela e que exigiam uma intervenção de requalificação.

"Estamos convencidos de que vamos ficar com um equipamento completamente funcional. Vamos ficar com um serviço de atendimento permanente (SAP), muito funcional", sustentou.

Quanto à requalificação do Serviço de Urgência do HAL, Manuel Delgado explicou que a obra só é possível graças à cooperação da Câmara de Castelo Branco.

"As obras e a requalificação das urgências vão ser feitas, em grande parte, com o apoio do município. O presidente da câmara, numa atitude de grande solidariedade e atenção com o Ministério da Saúde, interveio diretamente no processo e estamos em condições de dizer que a requalificação da urgência vai ter o seu apoio, eu diria incondicional e relevante, até do ponto de vista económico", afirmou.

O governante sublinhou ainda o apoio e a articulação com as autarquias neste tipo de iniciativas.

A Câmara Municipal de Castelo Branco e a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) assinaram, em julho, um protocolo para a remodelação do serviço de urgência do HAL, obra que irá custar 203 mil euros.

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terça-feira, 22 setembro 2015 17:06

CHCB reabre otorrinolaringologia encerrada desde 2011

centrohospitalardacovadabeira
O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) reabre a partir do dia 1 de outubro o serviço de otorrinolaringologia, que estava encerrado desde abril de 2011, anunciou ontem a administração daquela unidade hospitalar.

De acordo com o presidente do conselho de administração do CHCB, Miguel Castelo Branco, a reabertura é possível graças à fixação de um casal de médicos e permitirá o regresso da consulta e do bloco operatório da especialidade.

"Na atividade cirúrgica é importante ter mais do que um elemento para poder fazê-la e assim com dois vai ser possível reintroduzi-la", afirmou.

Miguel Castelo Branco lembrou que atualmente em Portugal não há muitos otorrinolaringologistas, pelo que se mostra satisfeito pelo facto de o CHCB ter conseguido cativar dois especialistas, resultado de "um trabalho esforçado" que foi feito na procura de interessados em exercer nesta unidade hospitalar, bem como na operacionalização para a abertura das vagas.

Segundo apontou, a ligação entre o CHCB e a Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior também teve um "contributo importantíssimo" na tomada de decisão do casal.

Miguel Castelo Branco sublinhou ainda que, apesar de o CHCB ter estado sem este serviço durante mais de quatro anos, os utentes não ficaram sem ser atendidos, uma vez que eram encaminhados para o Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, no âmbito de uma "relação extremamente bem articulada" e que foi considerada "exemplar".

"Isso facilitou imenso a vida [aos doentes] e conseguiu que, neste tempo, convivêssemos - obviamente que com uma solução de recurso - melhor do que noutras circunstâncias", disse.

Agora, os utentes que ainda estejam a ser seguidos naquele hospital poderão, mediante referenciação, regressar ao serviço do CHCB, juntando-se aos que, entretanto, sejam sinalizados nos centros de saúde ou nos hospitais da área de abrangência do CHCB.

Miguel Castelo Branco especificou ainda que estes médicos não foram colocados ao abrigo dos incentivos criados pelo Governo para apoiar a fixação de especialistas no Interior, uma vez que esta especialidade não está abrangida.

Os médicos em causa, que ainda pensaram em ir para o estrangeiro, referiram que entre os fatores que pesaram na decisão de se fixarem na Covilhã esteve o facto de o "hospital estar bem apetrechado", bem como a possibilidade de fazerem investigação na universidade e ainda o desafio que constitui a constituição de raiz de um novo serviço.

Rui Cerejeira (35 anos, trabalhava no Hospital de Penafiel) e Rafaela Teles (31 anos, concluiu a especialidade no Hospital de Guimarães e é do Porto) também se mostraram agradados por poderem ajudar a melhorar as respostas de saúde numa região que está extremamente carenciada e assumem a ambição futura de ajudarem a cativar outros especialistas para este serviço.

Lusa/Jornal Médico

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Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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