O PSD de Aveiro questionou o Governo sobre a “falta de condições” no hospital local, alegando que está em causa “a segurança e qualidade” no atendimento dos utentes.

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As consultas externas no Hospital de Aveiro vão passar a ser feitas em contentores pré-fabricados a partir de segunda-feira, prevendo-se que esta situação se mantenha durante cerca de quatro anos, segundo fonte hospitalar.

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As obras de requalificação da consulta externa do Hospital de Aveiro, que irá melhorar as condições de acolhimento dos utentes e de trabalho dos profissionais, vão começar na próxima sexta-feira, afirmou ontem o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV).

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O Conselho de Ministros nomeou hoje novo conselho de administração para o Centro Hospitalar do Baixo Vouga, que engloba os hospitais de Aveiro, Águeda e Estarreja.

O novo conselho de administração é presidido por Aurélio Rodrigues, surgindo duas novas vogais: Rosa Conceição e Célia Cravo.

Transitam do anterior conselho de administração, igualmente como vogais, o director clínico, Paulo Graça Ferreira, e o enfermeiro director Carlos Simões.

Aurélio Rodrigues, natural de Melgaço, era até agora presidente do conselho de administração do Hospital Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, e desempenhou ao longo da sua carreira diversas funções na Administração Regional de Saúde de Braga.

Licenciado em História, pela Universidade do Porto e doutorando em Políticas Públicas, na Universidade de Aveiro, é especialista em Gestão e Administração Pública, pela Universidade do Minho, com o curso de Alta Direcção em Administração Pública, daquela Universidade.

Uma das novas vogais, Rosa Maria Tavares da Conceição, é natural de Anadia, onde foi vereadora, depois de ter sido adjunta do então presidente da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves, integrou a equipa académica da Universidade de Aveiro, responsável pelo “Estudo do Futuro do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV)”.

É doutoranda do Programa “Território, Risco e Politicas Públicas”, da Universidade de Coimbra, e mestre em Ciências do Ambiente (NJIT), tendo ainda feito uma pós-graduação em Saúde Pública pela Columbia University.

A outra nova vogal, Célia Maria Ferreira Tavares Cravo nasceu em Alcobaça e era actualmente vogal do conselho directivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Coimbra, onde fez uma pós-graduação em Gestão e Economia da Saúde, foi administradora hospitalar nos Hospitais da Universidade de Coimbra e especializou-se em Administração Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

A substituição do conselho de administração do Baixo Vouga, até agora presidido por José Abrantes Afonso, surge depois de várias polémicas em que aquele órgão esteve envolvido, que culminaram no pedido de demissão de dois dos seus membros.

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Médico triste

Centena e meia de profissionais de saúde dos hospitais de Aveiro, Águeda e Estarreja estiveram ontem frente ao Hospital de Aveiro numa manifestação silenciosa “contra a situação social interna do Centro Hospitalar do Baixo Vouga”.

Empunhando cartazes onde se lia “não ao medo” e se pedia a dois vogais demissionários do conselho de administração para reconsiderarem, a manifestação teve a participação de médicos, enfermeiros e auxiliares das três unidades que integram o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) e ainda a presença de antigos administradores do Hospital de Aveiro.

O protesto foi convocado para a entrada principal do Hospital de Aveiro, após ser conhecido o pedido de demissão dos vogais do conselho de administração Pedro Oliveira e Ana Lúcia, numa manifestação de solidariedade de funcionários e colaboradores daquele centro hospitalar.

Célia Oliveira, uma das organizadoras, disse à Lusa que os dois administradores demissionários têm sido os únicos a manter o diálogo com os profissionais, e que se vive nos hospitais do Baixo Vouga um clima de "medo e intimidação".

“O que pretendemos é que os vogais Pedro Almeida e Ana Lúcia não se afastem desta instituição porque tem sido apenas com eles que nós conseguimos dialogar. Sempre procuraram atender aos anseios, preocupações e aos problemas da instituição, que são veiculados pelos seus profissionais”, explicou Célia Oliveira.

De acordo com aquela clínica, é “entendimento colectivo" que se esses dois administradores saírem se agrava a dificuldade de relacionamento dos profissionais com a administração.

“Fica ainda maior o fosso que nos separa dos corpos directivos e é isso que as pessoas que aqui estão não querem. Estão aqui médicos, auxiliares e enfermeiros das três unidades, porque o protesto, em que estamos todos juntos, é transversal a todas as classes profissionais”, disse.

Segundo Célia Oliveira, existe “um descontentamento muito grande devido à degradação dos serviços e à ameaça de processos disciplinares” aos profissionais que não se conformam.

“Os serviços têm falta de material clínico, falta de meios humanos, falta de meios complementares e de coisas essenciais à prática clínica diária. Há material obsoleto e degradado que não é substituído e assistimos a alguns investimentos que não são prioritários e nem sequer são de utilização clínica, ou para a população que servimos”, exemplifica.

As ameaças são alegadamente feitas por membros do conselho de administração e alguns directores de serviço por este nomeados, “perante a discordância com as opções tomadas ou relativamente a algumas orientações”.

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A administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga anunciou hoje os dados relativos à actividade em 2014, concluindo que houve “melhorias significativas” nos serviços hospitalares.

“O Centro Hospitalar do Baixo Vouga apresentou melhorias significativas em diferentes indicadores, facto revelador de uma correcta estratégia e do bom trabalho desenvolvido nesta unidade hospitalar”, sustentou o conselho de administração.

Relativamente a 2014, o CHBV obteve uma taxa de execução do Contrato-Programa de 97,6%, o que, para os administradores, “denota uma rentabilização maximizada das verbas atribuídas em sede de Contrato-Programa”.

No que diz respeito a indicadores da actividade diária do CHBV, houve um aumento do número total de consultas e das cirurgias programadas em ambulatório.

Quanto ao tempo médio de espera, registou-se uma redução de 19,3% e diminuiu em 2,1% o número de utentes inscritos para cirurgia.

Em termos de “benchmarking” hospitalar (comparação das performances), o conselho de administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga sublinhou que, nomeadamente na dimensão da qualidade, os últimos dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) colocam o CHBV em primeiro lugar nacional na percentagem de episódios de Internamento codificados (GDH) e em sexto lugar nas Cirurgias do Ambulatório.

A divulgação dos dados pela administração hospitalar surge após a Comissão de Utentes de Saúde de Aveiro ter promovido uma sessão pública, “para fazer o ponto da situação sobre os problemas da saúde no Centro Hospital do Baixo Vouga (CHBV) e em particular no Hospital de Aveiro”, em que foram reportadas queixas dos utentes relativas a cirurgias desmarcadas e demora na Urgência, bem como nalgumas consultas.

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O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga "autorizou a alteração do procedimento" para a entrada de cadáveres no Hospital de Aveiro. A recepção dos corpos provenientes do exterior passa a ser feita directamente nas instalações do Instituto de Medicina Legal, ainda que a parte documental continue a ser processada na Urgência.

O novo procedimento, em cuja elaboração participaram, entre outros, a Direcção Clínica, o Serviço de Urgência, o Instituto de Medicina Legal e o Gabinete Jurídico, visa "uniformizar a recepção e acondicionamento dos cadáveres provenientes do exterior e acompanhados pelas autoridades competentes", nas instalações da unidade de Aveiro do Gabinete Médico Legal e Forense do Baixo Vouga, no horário em que se encontra encerrado.

Assim, a entidade que transporta o cadáver aguarda autorização, enquanto a autoridade competente se desloca ao atendimento da Urgência, munida da guia de acompanhamento e da verificação do óbito. Verificados os documentos, é destacado um auxiliar operacional para fazer a recepção do cadáver na morgue, entretanto aberta pelo segurança, sendo a recolha e guarda do espólio feita pela autoridade. Na descrição do novo procedimento é expressamente referido que "a recepção e acondicionamento dos cadáveres devem ser feitos com dignidade e respeito, tendo em conta o direito mortuário em vigor".

A Secção Regional da Ordem dos Médicos havia feito uma participação ao Ministério Público devido a uma norma do Centro Hospitalar Baixo Vouga (CHBV) que "determina que os cadáveres devam entrar pela Urgência e, só "após terem alta", é que são transportados para o Instituto de Medicina Legal, em violação do regime jurídico das perícias médico-legais e do decreto-lei que regula a remoção e transporte de cadáveres".

O deputado socialista Filipe Neto Brandão pediu terça-feira esclarecimentos ao ministro da Saúde sobre a situação e também a Ordem dos Enfermeiros se insurgiu contra o procedimento que vinha sendo adoptado desde Agosto.

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[caption id="attachment_6074" align="alignleft" width="300"]hospitaldeaveiro-antigo Antigo Hospital da Misericórdia, o edifício data de inícios do século XX, da autoria de Francisco Silva Rocha, um dos principais cultores do estilo Arte Nova em Portugal, mas sofreu ao longo dos últimos anos abandono e degradação, tendo-lhe sido retirados alguns elementos decorativos daquele estilo[/caption]

O edifício do primitivo Hospital de Aveiro, exemplar classificado de Arte Nova desenhado por Silva Rocha, está a sofrer obras de conservação, com vista ao seu aproveitamento para serviços de gestão e apoio, anunciou a administração hospitalar.

De acordo com o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), José Abrantes Afonso, aquele órgão tomou a decisão de efectuar obras de recuperação da estrutura "com o apoio de arquitecto, que, a título gratuito, têm colaborado para que se mantenha o respeito" da Arte Nova.

O custo estimado da obra em curso, no que respeita ao isolamento e pintura das paredes, é de 50 mil euros, enquanto o pavimento aplicado foi oferecido por uma empresa da região e parte dos trabalhos está a ser feita por recursos humanos do CHBV.

Com a recuperação do edifício, o conselho de administração teve em vista libertar espaço no edifício central do Hospital de Aveiro, para centralizar todos os serviços que envolvem atendimento a utentes.

O edifício Arte Nova é reservado para apenas para serviços de gestão e apoio.

Segundo Abrantes Afonso, o espaço do "Jardim de Inverno", será aproveitado como zona de estar e de convívio, com exposições de pintura e escultura.

No edifício está ainda prevista a criação de um refeitório "devidamente equipado, uma vez que o recentemente criado já não satisfaz completamente a procura".

Antigo Hospital da Misericórdia, o edifício data de inícios do século XX, da autoria de Francisco Silva Rocha, um dos principais cultores do estilo Arte Nova em Portugal, mas sofreu ao longo dos últimos anos abandono e degradação, tendo-lhe sido retirados alguns elementos decorativos daquele estilo.

Segundo o historiador Amaro Neves, "no final da década de 70, foram substituídos o gradeamento em ferro forjado Arte Nova e os pilares em pedra de Ançã e demolida a enfermaria de infecto-contagiosos, que possuía larga varanda em ferro forjado, dentro do mesmo estilo".

Amaro Neves, contactado pela Lusa, elogia as obras de conservação, mas manifesta algumas reservas quanto à cor com que a fachada está a ser pintada: "tenho algumas reservas. Penso que originalmente o edifício era cor-de-rosa, e devia-se procurar acertar o mais possível pelas cores do tempo e manter o estilo".

O historiador lamenta que se tenha já "perdido muito de tudo o que era o edifício", indicando que "o pavimento que era da época foi levantado e andou a ser vendido" às peças, tal como mobiliário, peças de ornamento, ou candeeiros.

"Pelo menos, a traça original de arquitectura está lá e mantém-se como era", conclui.

Lacerda Pais, provedor da Misericórdia de Aveiro, que erigiu o Hospital, também se congratula com as obras, afirmando que a instituição "está plenamente satisfeita com as obras de conservação do edifício Arte Nova", e confirma que "já desapareceu muita coisa" do original e não só.

Além de elementos decorativos do edifício, também parte do património da Misericórdia que ali estava guardado, como objectos de arte sacra e documentos antigos, levaram "descaminho" com a ocupação feita em 1975.

"O acervo documental da Misericórdia é muito importante para a história de Aveiro porque o que existia de certas épocas perdeu-se nos incêndios da Câmara e do Governo Civil. Há certas épocas de Aveiro que só no arquivo da Misericórdia, que tem 515 anos é que estava coberto e desapareceram dali muitos dos documentos, alguns dos quais apareceram à venda em alfarrabistas em Lisboa", explica.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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