Consulta aberta

A Câmara de Mafra decidiu criar incentivos para atrair e fixar médicos de família no concelho, para colmatar a falta destes profissionais.

Em reunião pública, o executivo municipal aprovou por unanimidade uma proposta através da qual o município vai apoiar com 400 euros mensais, durante um período de dois anos, os médicos de família que venham a exercer a sua profissão no concelho durante cinco anos.

A atribuição de 400 euros mensais destina-se a apoiar a aquisição ou arrendamento de habitação ou, em alternativa, o transporte de médicos que não residam no concelho.

O presidente da Câmara explicou que, face ao aumento demográfico e da taxa de natalidade no concelho, em contraciclo com o país, a medida visa atrair médicos e reduzir o número de utentes sem médico de família.

Hélder Sousa Silva adiantou que dos 67.600 utentes, 40% estão sem médico de família, estando por isso em falta 18 médicos.

Segundo o autarca, o número de médicos em falta poderá baixar a breve prazo para 12 se, no âmbito de um concurso de contratação, forem atribuídas as seis vagas destinadas a Mafra das 12 que estão previstas para o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul.

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O Governo e a Câmara de Mafra anunciaram hoje um investimento de 2,4 milhões de euros na construção de um novo centro de saúde e de uma nova extensão no concelho para substituir as atuais instalações precárias e exíguas.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e a câmara municipal firmaram hoje uma parceria nesse sentido.

O novo centro de saúde vai ser construído na vila de Mafra.

"As atuais instalações são da Santa Casa da Misericórdia, são velhas e já não têm condições para albergar mais uma Unidade de Saúde Familiar. Além disso, a Misericórdia necessita do espaço para alargar os seus serviços", justificou o presidente da câmara, Hélder Silva (PSD).

A nova extensão de saúde vai ser construída entre Malveira e Venda do Pinheiro para servirem a população destas localidades e ainda do Milharado. O novo edifício vem substituir as três extensões espalhadas por cada uma das localidades, as quais são "alugadas e precárias".

O autarca adiantou que o contrato-programa e o lançamento do concurso público da segunda empreitada deverão ser concretizados ainda este ano, uma vez que a ARSLVT dispõe da verba em orçamento, pelo que se prevê que a obra esteja concluída até ao final de 2016.

Já em relação à primeira obra, só deverão avançar em 2016, altura em que deverá haver verbas previstas no Orçamento de Estado, estimando-se a conclusão e a entrada em funcionamento só em 2017.

As empreitadas contam com uma comparticipação de 70% da ARSLVT e de 30% do município.

O acordo hoje assinado pressupõe que o Ministério da Saúde transfira as verbas necessárias para o município, que, por sua vez, cede terreno para a obra, lança o respetivo concurso público e acompanha a sua execução.

A unidade de Mafra serve 19.500 utentes e, além de gabinetes para consultas de saúde, vai dispor de Serviço de Atendimento Permanente e vai ser a sede da saúde pública concelhia, da Unidade de Cuidados na Comunidade e na Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados.

A extensão da Malveira/Venda do Pinheiro/Milharado vai servir 21 mil utentes.

O Centro de Saúde de Mafra possui ao todo 67.600 utentes, dos quais 30% estão sem médico de família.

De acordo com dados da ARSLVT pedidos pela agência Lusa, estão em falta 11 médicos.

As falhas podem vir a ser colmatadas quando forem colocados os médicos de família que concorrerem ao último concurso lançado pelo Ministério da Saúde, em que foram abertas oito vagas para o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul, do qual fazem parte os centros de saúde de Mafra, Torres Vedras, Lourinhã e Cadaval.

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[caption id="attachment_6224" align="alignleft" width="300"]transportesboaviagem A câmara do Sobral de Monte Agraço informou em comunicado, que a empresa de transportes Boa Viagem vai colocar em funcionamento, a partir de segunda-feira, uma carreira que vai ligar os concelhos do Sobral e de Mafra aos hospitais de Loures e Pulido Valente, Santa Maria e Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, para tornar a linha rentável[/caption]

Uma nova linha de transportes públicos rodoviários de acesso aos hospitais de Loures e de Lisboa vai entrar em vigor na próxima segunda-feira para servir as populações de Loures, Mafra e Sobral de Monte Agraço.

A câmara do Sobral de Monte Agraço informou em comunicado, que a empresa de transportes Boa Viagem vai colocar em funcionamento, a partir de segunda-feira, uma carreira que vai ligar os concelhos do Sobral e de Mafra aos hospitais de Loures e Pulido Valente, Santa Maria e Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, para tornar a linha rentável.

A nova linha, que atravessa ainda as localidades de Pero Negro, Sapataria (Sobral de Monte Agraço), Milharado, Póvoa da Galega (Mafra), Cabeço de Montachique e centro de Loures, vai ficar em regime experimental até ao final de Abril.

A solução, criada no sentido de resolver o problema da falta de transportes ao hospital de Loures pelas populações de Mafra e Sobral de Monte Agraço, foi decidida em reuniões entre estes municípios e o Instituto da Mobilidade e dos Transportes e a Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa.

Segundo a informação disponibilizada, vão existir dois horários por dia, com saída do Sobral de Monte Agraço às 07:30 e 13:45 e partida de Lisboa às 11:20 e 17:30, passando pelo hospital de Loures às 11:50 e 18:00.

O Hospital Beatriz Ângelo, inaugurado em Janeiro de 2012, serve 272 mil habitantes dos concelhos de Loures, Odivelas, Sobral de Monte Agraço e as freguesias de Malveira, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro do concelho de Mafra.

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[caption id="attachment_5366" align="alignleft" width="300"]centrohospitalardooeste Além da consulta programada, o serviço faz o acompanhamento do doente alérgico, ensinando por exemplo a técnica inalatória, administrando a chamada ‘vacina da alergia' ou realizando testes cutâneos. Asma brônquica, rinite, sinusite, conjuntivite alérgica, eczema, urticária e alergias várias podem ser diagnosticadas e tratadas na consulta de imunoalergologia[/caption]

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) anunciou hoje a abertura da consulta de imunoalergologia no hospital de Torres Vedras, prevendo alargá-la no início do próximo ano a Caldas da Rainha, evitando deslocações dos cidadãos aos hospitais em Lisboa.

O CHO informou, em comunicado, que o serviço "está a funcionar na consulta externa de Torres Vedras e conta com um médico especialista, que trabalha em articulação com uma equipa de enfermagem com formação específica nesta área".

O centro hospitalar adiantou que está previsto o alargamento da valência ao hospital de Caldas da Rainha "já no início de 2014", garantindo aos cidadãos da região Oeste "cuidados de saúde de proximidade ao nível do serviço público" e evitando deslocações aos hospitais em Lisboa.

Além da consulta programada, o serviço faz o acompanhamento do doente alérgico, ensinando por exemplo a técnica inalatória, administrando a chamada ‘vacina da alergia' ou realizando testes cutâneos.

Asma brônquica, rinite, sinusite, conjuntivite alérgica, eczema, urticária e alergias várias podem ser diagnosticadas e tratadas na consulta de imunoalergologia.

A consulta vai dar resposta não só aos doentes referenciados internamente pelas várias unidades hospitalares do CHO, como também pelos centros de saúde desta região, englobando nesta primeira fase apenas crianças e jovens até aos 18 anos.

A área de influência do CHO abrange as populações das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com excepção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estevão das Galés e Venda do Pinheiro), servindo mais de 292.500 pessoas.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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