A plataforma online de marcação de consultas Doctorino divulgou hoje dados que mostram que, durante o período de confinamento, houve uma maior procura por apoio psicológico, "registando um crescimento de 500% em relação aos primeiros meses do ano", e uma preferência pelo formato de videoconsultas.

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A Best Medical Opinion, empresa portuguesa especializada em emissão de opinião médica independente e realização de avaliações periciais médicas e psicológicas autónomas, anunciou o lançamento de novos serviços no âmbito da Psicologia, Psiquiatria e da Medicina Dentária Forenses.

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quarta-feira, 27 fevereiro 2019 11:11

ACES Oeste Norte lança consultas de Medicina Dentária

Alcobaça, Caldas da Rainha e Óbidos. Estes são os três concelhos onde, desde esta semana, os utentes dos centros de saúde locais podem usufruir de consultas de Medicina Dentária.

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medicos

Mais de 90 centros de saúde passarão a ter consultas dentárias gratuitas no âmbito de projetos piloto em desenvolvimento, medida que juntamente com os rastreios oftalmológicos e a contratação de médicos aposentados vai custar ao Estado 176 milhões de euros.

O Plano Nacional de Reforma, ontem aprovado em Conselho de Ministros, prevê ainda rastreios oftalmológicos em 28 agrupamentos de centros de saúde (ACES) e a contratação de 500 médicos de família aposentados.

Estas medidas de expansão e melhoria da capacidade da rede de cuidados de saúde primários vão implicar uma despesa do Estado superior a 176 milhões de euros.

O documento traça ainda estimativas do número de utentes abrangidos pela eliminação das taxas moderadoras nas urgências sempre que haja referenciação pelo médico de família, pelo INEM ou pela Linha de Saúde 24.

Mais de 8,5 milhões de utentes poderão ficar isentos através dos centros de saúde, 5,5 milhões podem usufruir de isenção por serem transportados pelo INEM e 2,7 milhões por serem encaminhados pela Linha de Saúde 24.

Os utentes que paguem taxas moderadoras vão ver diminuída em 25% a sua comparticipação nesses custos face a 2015. Em curso está já a dispensa de pagamento de taxas nos exames realizados em hospital de dia e a reposição da isenção das taxas para bombeiros e dadores de sangue e órgãos (beneficiará mais de 965 mil utentes).

Estas medidas vão diminuir as receitas do Estado em 39 milhões, segundo estimativas do documento hoje aprovado em Conselho de Ministros.

O Governo pretende ainda aliviar o peso dos custos a cargo dos utentes repondo o direito ao transporte de doentes não urgentes, medida já em curso, que pretende abranger mais de 554 mil transportes, significando uma redução de receitas para o Estado de 30,4 milhões de euros.

Com a revisão dos preços dos medicamentos e o estímulo ao aumento da utilização dos genéricos, o Estado prevê uma poupança de 518 milhões de euros.

Também com o incremento das compras centralizadas se prevê uma poupança de 729 milhões de euros.

O Governo continua a apostar no combate à fraude no Serviço Nacional de Saúde (SNS), estimando poupar cerca de 200 milhões de euros, enquanto na rubrica das dívidas aos hospitais do setor empresarial do Estado prevê criar condições para a regularizar, o que implicará uma despesa de 1,3 mil milhões de euros.

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saudeoral
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, revelou ontem que 13 centros de saúde, em Lisboa e no Alentejo, vão implementar, até ao final deste 1.º semestre, um projeto-piloto na área da saúde oral.

“Pretendemos, ao longo destas experiências-piloto, e serão 13 nesta primeira fase, iniciar a integração de médicos dentistas nos cuidados de saúde primários, de modo a que os utentes tenham uma acessibilidade fácil a cuidados de saúde oral e possamos prestar uma resposta com qualidade”, salientou o governante.

Fernando Araújo, que ontem se deslocou ao centro de saúde de Portel, no distrito de Évora, uma das unidades abrangidas pelo projeto-piloto, afirmou que a saúde oral é “uma área de fragilidade” no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Apesar do programa ‘cheque-dentista’ que temos tido ao longo destes últimos oito anos e para além de toda a política na área da prevenção e na promoção da saúde oral, continuamos a ter uma área de fragilidade, no sentido do acesso a cuidados de saúde oral”, disse.

Por isso, com esta iniciativa, que vai abranger, por enquanto, dois centros de saúde no Alentejo (Portel e Montemor-o-Novo) e 11 na zona de Lisboa, o Ministério da Saúde vai afetar profissionais de saúde oral àquelas unidades de cuidados de saúde primários.

“Os dentistas e os assistentes de medicina dentária irão estar, em presença física, nos centros de saúde e os utentes vão poder ser orientados”, pelos seus médicos de família, “para estes profissionais, de modo a termos uma resposta com qualidade em saúde oral”, afiançou o secretário de Estado.

O governante referiu que o objetivo é que, até final do 1.º semestre deste ano, o projeto-piloto possa arrancar “com os profissionais a poderem tratar os doentes”, seguindo-se, “durante um ano”, a monitorização e avaliação para a experiência ser, depois, alargada a outras zonas do país.

A escolha das unidades de saúde, nesta fase inicial, regeu-se por dois critérios, segundo o secretário de Estado: centros de saúde que “já tivessem condições físicas próprias para esse fim”, para que a experiência “pudesse ser iniciada mais rapidamente”, e locais onde não houvesse “tanta oferta de cuidados de saúde”.

“Portel é um bom exemplo disso. Temos um centro de saúde com ótimas instalações” e num concelho “onde a população terá menos oferta de cuidados de saúde oral”, indicou, defendendo que é preciso que “os utentes confiem no SNS, nos médicos e na equipa de família” e que possam encontrar “vários tipos de resposta” e “com qualidade” ao nível dos cuidados de saúde primários.

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo, explicou que, nesta área da saúde oral, vão ser privilegiadas “pessoas que já têm outras patologias e que necessitam mesmo de cuidados de uma forma mais rápida”.

“Estamos a falar por exemplo de um doente diabético”, que, nestes centros de Saúde, vai “ter acesso a todo o tratamento dentário”, indicou, explicando também que, tanto para Portel como para Montemor-o-Novo, vão ser encaminhados doentes de unidades de cuidados primários de concelhos vizinhos.

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Dentista

Tratamentos de saúde oral e rastreios oftalmológicos vão avançar já neste semestre nalguns centros de saúde, num projeto piloto para reforçar estas áreas quase inexistentes ao nível dos cuidados de saúde primários.

Segundo o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, os projetos de consultas de saúde oral vão arrancar em 10 a 15 centros de saúde em Lisboa e no Alentejo já durante o primeiro semestre do ano.

“A ideia é ter uma política integrada de saúde oral”, referiu o governante aos jornalistas no final da apresentação do Plano de Reforma para os Cuidados de Saúde Primários ontem em Lisboa.

Além da promoção da saúde oral em idade escolar e de um reforço dos higienistas orais, o Ministério quer ter tratamentos e consultas nos centros de saúde, não descartando também a possibilidade de passar a haver cuidados de reabilitação.

O Ministério está já a trabalhar com a Ordem dos Médicos Dentistas para fazer avançar estes projetos piloto.

Na área da oftalmologia vão avançar projetos de rastreio em quatros agrupamentos de centros de saúde e dois hospitais, todos na zona norte do país.

Pretende-se fazer o rasteio da ambliopia em crianças (de dois a quatro anos) e também o rastreio da degenerescência macular da idade em diabéticos.

Os projetos na área da saúde visual devem avançar igualmente ainda neste primeiro semestre do ano.

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saúde oral
O Estado investe cerca de 20 milhões de euros por ano em cuidados primários de saúde oral, nomeadamente nos cheques-dentista, segundo números da Direção-geral da Saúde (DGS).

O coordenador do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral defende que o programa dos cheques-dentista veio permitir um “acesso universal e gratuito” aos grupos de crianças e doentes a quem se dirige.

“Encontrámos um conjunto de cuidados básicos de saúde oral que são satisfeitos através do cheque-dentista. Esta é uma opção nossa e os quatro mil médicos dentistas aderentes estão a trabalhar para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ao receberem um cheque-dentista e ao tratarem utentes do SNS”, afirmou Rui Calado em entrevista à agência Lusa.

Anualmente, têm sido distribuídos mais de 400 mil cheques-dentista, o que corresponde a um investimento de 16,3 milhões de euros por ano “em cuidados básicos de saúde oral”.

“Temos quatro mil médicos dentistas espalhados por todo o país, numa rede excelente que permite fáceis acessos. Permite livre acesso ao médico que se pretenda, que nunca existiria se optássemos por ter médicos dentistas nos centros de saúde. É uma forma de garantir o livre acesso ou a livre escolha”, defendeu o coordenador do Programa da DGS.

Atualmente, o cheque-dentista abrange crianças de 7, 10, 13 e 15 anos que frequentem as escolas públicas, idosos com complemento solidário, grávidas e portadores de VIH.

Além dos 16,3 milhões de investimentos públicos nos cheques-dentista, o Estado paga ainda cerca de quatro milhões a profissionais que pertencem ao SNS para que o Programa funcione, nomeadamente a higienistas orais em centros de saúde, o que eleva a 20 milhões de euros anuais o investimento em saúde oral nos cuidados de saúde primários.

O programa dos cheques-dentista existe desde 2008 e foram já distribuídos um total de mais de 3,6 milhões de cheques, abrangendo 2,2 milhões de pessoas. A taxa de utilização destes cheques tem tido uma média de 74%.

Lusa

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saúde oral
Quase metade dos portugueses não vai ao dentista há mais de um ano, tendo-se registado uma diminuição de consultas de saúde oral de 2014 para 2015, com a falta de dinheiro a ser apresentada como principal justificação.

Estas são algumas das principais conclusões do II Barómetro Nacional de Saúde Oral, a que a agência Lusa teve acesso, e que mostram que mais de 16% dos portugueses cortou nas consultas de medicina dentária em 2015, comparativamente ao ano anterior.

Contudo, em 2014 era mais elevado (20%) o número de pessoas que indicava ter diminuído as visitas ao dentista.

Segundo este barómetro, 46,7% dos portugueses não visitam o médico dentista há mais de um ano e os que foram a uma consulta são, sobretudo, mulheres, jovens, do interior Norte e de classe social mais elevada.

No oposto, surgem os idosos, os moradores no Sul e as pessoas das classes sociais com menores rendimentos.

Aliás, quando é assumida a diminuição de visitas ao dentista no último ano, o principal motivo elencado são as questões monetárias, como já se tinha verificado em 2014.

Outro dos indicadores mostra que um terço dos portugueses nunca visitaram o médico dentista ou só o fizeram apenas em caso de urgência, enquanto 9,5% dizem mesmo nunca ir ao dentista.

A Ordem dos Médicos Dentistas, responsável por este barómetro, salienta que existe uma correlação entre a falta de dentes e as poucas visitas ao dentista.

Este ano, 37% dos portugueses inquiridos afirmaram que têm falta de mais do que seis dentes naturais, mais cinco pontos percentuais do que em 2014.

Além disso, mais de metade (54%) dos portugueses com falta de dentes naturais não têm nada a substituí-los (nem dentaduras, nem dentes fixos) e apenas 28% dizem ter a dentição completa, excluindo os dentes do siso.

Quanto aos hábitos de higiene oral, 97,4% dizem escovar os dentes com frequência e até aumentou, em comparação com 2014, a quantidade dos que usam elixir e fio dentário.

O barómetro demonstrou ainda que são poucos os portugueses que recorreram ao Serviço Nacional de Saúde para tratar um problema de dentes – 6,9% nos últimos doze meses e, destes, 22% não tiveram o seu problema resolvido.

Lusa

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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